André Cairo: “Vitória da Conquista é a 88ª cidade mais violenta do Brasil”

Ações contra atos violentos em Vitória da Conquista são realizadas desde a fundação do MCMP, em 1989

O combate à violência é uma das bandeiras do Movimento Contra a Morte Prematura (MCMP), presidida pelo ativista André Barros Cairo há 22 anos, vem realizando em Vitória da Conquista desde a sua fundação, trabalhos contra a violência, cobranças de providências das autoridades e órgãos de segurança, com reuniões, audiências e manifestações, além ainda de promover palestras educativas com mais de 20 temas.

Para o André Cairo, a onda de homicídios nos dois últimos meses poderia ter sido evitada ou reduzida. “Os homicídios em Vitória da Conquista não iniciaram agora. Atentados à vida e ao patrimônio, como nunca, assustam a população há mais de três anos. Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) destacou como a 88ª a cidade mais violenta do Brasil”, disse Cairo.

As denuncias do Ministério Público (MP) que acusam envolvimentos de policiais militares em pelo menos 14 mortes e três pessoas desaparecidas em vingança ao assassinato do soldado da policia militar, Marcelo Marcio, no final de janeiro deste ano, pegou o ativista de surpresa. “Se a Promotoria tem provas concretas, invioláveis e transparentes confirmando culpabilidade de suspeitos, que apresente. Não concordo com ocorrência de crimes praticados por quem quer que seja. Continuo afirmando que é melhor absorver um culpado, que condenar um inocente. Se existe o ônus da prova, comprove-se. Condenação ou prisão é coisa séria, em qualquer hipótese ou circunstância” declarou.

“O MCMP acredita na justiça de olhos vendados. A balança absolve ou condena. Antes da morte do Policial Marcelo Márcio, dos homicídios posteriores e desaparecimentos, existiram crimes bárbaros, sem ter havido interferência da SSP, do Ministério Público Estadual, da OAB, nem pronunciamento do COMDICA, e outros. O nosso trabalho foi e continua sendo feito com o devido cuidado, para não incorrer em erros injustificáveis”, finalizou o ativista, afirmando que com essa ação não minimizará as ocorrências.


Os comentários estão fechados.