Congresso Nacional: Câmara dos Deputados rejeita requerimento para acelerar tramitação da reforma trabalhista

Fotos: Reprodução | Instagram

Mesmo com a intenção do Governo Federal de acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, o projeto terá que ser discutido e votado na Comissão Especial seguindo o rito usual, já que o plenário não aprovou o requerimento de urgência para apreciação da proposta. Eram necessários 257 votos para a aprovação, mas a base aliada só conseguiu mobilizar 230 deputados favoráveis à urgência da matéria na noite desta terça-feira (18). O pedido teve 163 votos contrários. Com isso, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial da reforma trabalhista antes de ser levado para apreciação no plenário. A intenção do governo era pular etapas e colocar o projeto para ser votado já na próxima semana.

Com a rejeição da urgência, alguns prazos terão que ser obedecidos na comissão, entre eles duas sessões para vista do parecer e prazo de cinco sessões para apresentação de emendas, além da discussão e votação no colegiado. “Golpistas não passarão! Esse foi o nosso recado hoje na Câmara dos Deputados. Tomamos a mesa da presidência e derrotamos a proposta de urgência para votar a Reforma Trabalhista. Eles precisavam de 257 votos e obtiveram 230 contra 168. Por hoje, uma grande vitória. Mas a luta continua!”, escreveu Waldenor Pereira (PT-BA) em seu perfil do Intagram. Antes da votação, deputados da oposição chegaram a ocupar a Mesa Diretora dos trabalhos da Casa. Com cartazes na mão, eles criticaram a “pressa” do governo em votar a reforma trabalhista que, segundo a oposição, retira direitos dos trabalhadores. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chegou a sentar na cadeira de presidente da Casa.


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