Natal da Cidade: TV UESB faz transmissão ao vivo

Foto: Divulgação | PMVC
Foto: Divulgação | PMVC

O Natal da Cidade de Vitória da Conquista terá transmissão ao vivo via TV UESB e internet. O aparato técnico da emissora será montado no Centro Glauber Rocha. De lá, a equipe de jornalismo fará a transmissão do evento para toda a Bahia no dia 20. Nos outros dias da programação, o sinal será retransmitido pela TV UESB. Em todos os dias do evento, o conteúdo também estará disponível no portal do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), que pode ser acessado no endereço eletrônico www.irdeb.ba.gov.br.


COTEFAVE recebe visitante ilustre

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Ezequiel Sena

Visitas, como toda manifestação de civilidade, acontecem para atiçar ânsias, varar emoções, ver, observar e sentir. Muitas delas são rápidas, viandantes sem pouso fixo, movidas em muitos casos pelo ofício do cargo. Necessária para conhecer lados, estreitar laços, abreviar desvios e encurtar distâncias. Vai além do prazer e da abreviação das vivências. Pois é, na tarde desta quarta-feira (14), o ilustre representante diplomático da Santa Sé, perante o Estado Brasileiro, o Núncio Apostólico, Dom Giovanni d’Aniello, a convite da Arquidiocese, veio presidir, dia 15, no Ginásio de Esportes Raul Ferraz, a Celebração Eucarística da Padroeira Nossa Senhora das Vitórias, e fez questão de conhecer uma obra social da cidade.

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Prontamente, o arcebispo metropolitano dom Luiz Gonzaga da Silva Pepeu o levou em comitiva para a vizinha cidade de Barra do Choça-BA, (a 27 km de Conquista), onde viu de perto o trabalho desenvolvido pela Comunidade Terapêutica Fazenda Vida e Esperança (Cotefave), projeto filantrópico, administrado pelo padre Edilberto Araújo Amorim, voltado para a recuperação de dependentes de substâncias psicoativas, que em 19 de agostocomemora 11 anos de existência. Na cerimônia protocolar, na Capela Bom Pastor, Dom Giovanni, após ouvir silenciosamente os testemunhos de interno e ex-internos, falou da admiração e prazerde ter conhecido a Cotefave, destacou a importância das ações que ela executa na recuperação de jovens para uma vida digna e cidadã. “Fico feliz por estar aqui e vamos nos unir para ajudar esta Comunidade a crescer cada vez mais”. Ainda, inspirado no lema da Fazenda, disse: “Aqui realmente nasce uma esperança porque aqui existe amor. Onde não tem amor não tem vida”.


Família, célula mater em debate no 18º ENA

Ezequiel SenaEzequiel Sena

Um bom encontro insinua aproximação mútua, requer cuidados de quem prepara e gestos firmes de quem coordena. Nem que eu consumisse todo o meu estoque de adjetivos – que não é grande coisa – não conseguiria expressar o que aprendi ao participar, semana passada, (06 a 12), do 18º ENA – Encontro Nacional do Movimento Familiar Cristão realizado em nossa cidade. Todavia, tinha consciência de estar compartilhando de um momento histórico, especial e inesquecível em Vitória da Conquista (BA). A responsabilidade de organizar um evento desta grandeza, para receber quase 500 pessoas do Brasil inteiro, não é coisa tão simples, exige planejamento, esforço, dedicação e muita disponibilidade das pessoas envolvidas. E o mais curioso disso, é que todos aqueles que aqui vieram ficaram hospedados nas casas dos emefecistas conquistenses.


Sensação de impunidade

Ezequiel Sena

Uma imensa nuvem negra paira no ar neste País. Uma, não, muitas! E, em meio a tanta perplexidade, a população começa a se manifestar e encarar esse clima pesado. Se dependesse de São Paulo a maioridade penal, que atualmente é de 18 anos, já teria sido reduzida para 16. A sociedade cansou. A defesa dos direitos juvenis se transformou num zelo protecionista ao extremo. E não é apenas isso. Se a criminalidade está diretamente ligada à falta de oportunidade, à miséria e às desigualdades sociais, como defendem alguns especialistas, então como explicar que, no Brasil, nos últimos 12 anos, a pobreza foi reduzida e a criminalidade aumentou significamente? Uma correlação não condizente com a realidade. Parece argumento utópico, ultrapassado, sem fundamento. Pobreza não é sinônimo de desonestidade, tampouco de delinquência.


Um outro olhar sobre o ENEM

Ezequiel Sena

O sistema educacional brasileiro dissimula a própria ineficiência. Oficializa o erro e reverencia a suscetibilidade de alunos. Parece mais fácil a tolerância do que encarar a realidade dos fatos. Com isso, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a cada ano, perde a credibilidade como aferidor da qualidade do ensino. Este de 2012, por exemplo, reinou a precariedade de expressões e de bons modos; basta dizer que para o tema ‘movimentos migratórios para o Brasil no século XXI’ a leniência de avaliadores foi tanta que aceitaram uma redação com uma receita de preparo de macarrão instantâneo. O que culinária tem a ver com o tema? A princípio, nada. Mas dois avaliadores consideraram adequada.


Um dia com os madrugadores da Olivia Flores

Ezequiel Sena

Quando se acostuma a acordar no silêncio da madrugada é praticamente impossível forçar novo sono. Dá até dor de cabeça. O que era tédio, quando jovem, cede espaço ao prazer. Apreciar o raiar das primeiras luzes no horizonte é maravilhoso. Então, o melhor mesmo é sair da cama, dar um basta na preguiça, preencher o tempo e deixar os olhos abrir o caminho do novo dia. São 4h50min, a Avenida Olivia Flores me espera, vai se encher de vozes dos apressados madrugadores, em nome da saúde. Para mim, não andar com essa gente falta algo, a caminhada fica sem graça, parece que o tempo se alonga. Prefiro me juntar a eles.


Morar só, sinônimo de status

“O livro de Gênesis diz que Adão foi incapaz de desfrutar do paraíso sozinho. Quis dividir com alguém o que tinha ao seu redor. Pediu ao Criador que lhe desse uma companheira, pois, para ele, a solidão seria a pior das experiências”.

Por Ezequiel Sena

Com base nessa percepção, criou-se, ao longo dos séculos, uma imagem profundamente negativa das pessoas que viviam sozinhas. Era castigo ou sinal de fracasso. Agora, esse pensamento foi sepultado, adágio ultrapassado, carta fora do baralho. O tradicionalismo desapareceu. Os sinais estão por aí, atravessamos um momento de transformação na maneira de viver, radical até e turbulento sob vários aspectos. As novas tecnologias abriram portas jamais vistas. “Eu não sou um solitário, mas gosto da solidão”, esta espontânea expressão dum amigo fez-me pensar no ator Walmor Chagas que deliberadamente foi viver numa chácara em Guaratinguetá, onde recentemente se suicidou. Viver só para o intelectual passa a ser uma opção ou, no mínimo, uma imposição da idade, como no caso do ator e desse meu amigo, mesmo de gerações diferentes, no entanto, portadores de dotes e opiniões similares perante a vida, ambos decidiram morar sozinhos.


A voz do povo nordestino

Por Ezequiel Sena

Todo inicio de ano tem sido assim, e 2013 não foge a regra, a natureza enfurecida assusta o Rio de Janeiro, soterra casas, alaga bairros, derruba pontes e traz morte e desespero para muitas famílias; um fenômeno que, apesar dos avanços da ciência, o homem continua incapaz de compreender tamanho mistério. Quando não é a chuva é a seca castigando. A situação do semiárido baiano e nordestino, por exemplo, voltou a ser grave, devido a uma estiagem que insiste em permanecer no estado há décadas. As chuvas de novembro amenizaram um pouco, em alguns lugares, mas não foram suficientes e estamos de novo sob a ameaça de um seriíssimo racionamento. Vitória da Conquista já sente os efeitos; estive na região de Belo Campo, Tremedal, Anagé, Aracatu e redondezas, pude ver de perto lavouras inteiras perdidas, o chão em brasa, esturricado. 


Brasil Plural

Por Ezequiel Sena

Mais um final de semana recheado de notícias estarrecedoras. Começou na  edição do Fantástico da semana passada e continuou neste domingo (25), mostrando mais um episódio vergonhoso: fraudes em licitações públicas se espalham pelas esferas da União, dos estados e dos municípios. A reportagem chocou. O estarrecimento da população não apenas por desconhecer o que leva a tais procedimentos, mas pela maneira ardilosa que se repete. O dinheiro suado do trabalhador, transformado em impostos, sendo desviado para enriquecer empresários e funcionários públicos inescrupulosos. Os representantes de quatro empresas que têm contratos com o Governo Federal, de quase meio bilhão de reais, surfam no mar da desonestidade sem o mínimo constrangimento em nome da “ética do mercado”; riam num cinismo durante transações como se fosse algo natural e corriqueiro. Parece até que no Brasil é difícil manter-se íntegro. Agora aparecem políticos de todas as colorações partidárias se dizendo indignados exigindo CPI, somente porque o malfeito foi flagrado pelas lentes da televisão.  


Fenomenal…

Por Ezequiel Sena

Inacreditável! Luíza Rabello voltou do Canadá e foi recebida com status de grande estrela. Agora, ela agarra com ‘unhas e dentes’ a fama inesperada. Distribui autógrafos, vai a programas de televisão, ontem mesmo (29), estava na Eliana do SBT; simpática, sorriso largo, nem compreende o porquê de tanto assédio. Tivesse 18 anos, as revistas masculinas avançavam como abutres – não tenham dúvida. Queiram ou não, vivemos a era da instantaneidade. As grandes celebridades não se limitam somente a cientistas, escritores, artistas, professores ou chefes de estado; pessoas que nada fazem ou nunca fizeram nada, conseguem num piscar de olho, pela internet, a glória repentina.


Um anjo chamado Cleide

Por Ezequiel Sena

Em matéria de emoção a televisão tem sido pródiga em proporcionar momentos marcantes. Apesar de não apreciar muito o programa do Fausto Silva, neste domingo de Natal, por alguns minutos, parei em frente à TV quando fui surpreendido por um instante de nobreza. Talvez esse tenha sido um dos mais belos dos últimos tempos. Até porque, existem pessoas que realmente fazem a diferença. Uma secretária carioca de nome Cleidiane Pereira, classe média; em 1997 viu a uma reportagem do Fantástico que o jornalista Marcos Uchôa (falecido em 2005) fez no interior de Sergipe sobre o drama que vivia dona Maria e seus seis filhos menores para se manterem colhendo laranjas em fazendas da região. “Quando vi aquela criança tão triste, meu Deus, eu tenho que fazer aquela criança feliz, pelo menos por um dia na vida dele. Não tinha noção que aquilo iria se transformar numa família (..) é como se eu fosse uma filha que está no Rio de Janeiro e eles lá no nordeste”. Disse comovida.


Carta a Papai Noel

Por Ezequiel Sena

Papai Noel desculpe este meu jeito tosco de escrever. É porque eu tenho andado meio assoberbado e sem grandes motivações para a escrita. Por isso, tinha dado uma trégua. Faz mais de trinta dias que não escrevo. Por sinal, a última coluna “O poder das manifestações populares” rendeu muitos comentários, é verdade. Mas isso não muda muito. Também não tenho pretensão de mudar nada – nem tenho cacife para isso. Só sei que é Natal.  E o clima natalino é mágico, mexe com a sensibilidade da gente. Mais consumismo que fé. Mais ódio que amor, infelizmente. Mesmo assim Papai Noel há momentos que ainda vejo esperança no rosto das pessoas e isso me faz acreditar na capacidade de regeneração do ser humano. Este 25 de dezembro parece igualzinho aos outros, a clássica repetição de sempre – muito peru assado, família reunida, parentes, amigos, troca de presentes e lembrança dos que já se foram.


O poder das manifestações populares

Por Ezequiel Sena

Os ventos de rebeldia sopram pelo planeta. Neste último fim de semana o mundo se tornou prodigioso em manifestações. Pelo Brasil, no dia dedicado às crianças e à padroeira (12), aconteceu a segunda onda de protesto do ano, via redes sociais, batizada de Marcha contra a Corrupção – 18 estados brasileiros tiveram mobilizações incluindo, desta vez, Salvador. Já em Brasília o movimento conseguiu reunir vinte mil manifestantes. Enquanto populações de 951 cidades de 82 países, neste sábado (15), também saíram às ruas em um dia de protestos contra o sistema financeiro que levou à crise econômica no mundo e o desemprego. Fizeram alertas com lemas como “Povos do mundo, levantem-se”, ou “Saiam às ruas, criem um novo mundo”. Expuseram o sentimento de revolta contra as mazelas que estão submetidas a humanidade e acreditam que este movimento é o combustível necessário para sacudir as lideranças mundiais, uma vez que a vontade popular é soberana.


Provação e lições de um ídolo

Por Ezequiel Sena

As notícias detonam por todos os lados e, como é natural, muitas delas trazem informações inesperadas, ou pelo menos inacreditáveis. Fiquei abismado quando acompanhei na ISTOÉ 2174, (13/07/2011), a entrevista do esportista Oscar Daniel Bezerra Schmidt, uma vez que eu não tinha conhecimento do susto que ele passou no final de maio recente. Sou daqueles que acredita nas coisas divinas, pelo menos como forma de orientar a vida e tentar extrair dela e dos conflitos humanos uma possível verdade. Talvez o que seria a tragédia de muitos, para o Oscar Schmidt algo simples encarado com absoluta naturalidade. Aos 53 anos, o maior cestinha do mundo ao tomar ciência do diagnóstico de um tumor de 7,5 cm no cérebro, não se desesperou, muito embora tivesse até quem lhe conferisse o atestado de óbito; pelo contrário, o eterno ídolo do basquete nacional nos deu um exemplo de autoestima, mostrando equilíbrio, mesmo nos piores momentos.


Retrocesso à Liberdade

Por Ezequiel Sena

Na opinião de muitos historiadores a biografia da vida nunca fala a verdade por inteiro. Como também seus protagonistas nunca dizem tudo. Em contrapartida as coisas vão e voltam, com títulos e olhares diferentes. A intenção desta abertura é para comentarmos sobre um movimento solitário de militares remanescentes do golpe de 64 que se articulou judicialmente para retirar do ar a novela “Amor e Revolução” escrita por Tiago Santiago, em exibição desde 04 de abril último, pela emissora SBT. Sabemos que a luta por audiência é acirrada e às vezes desonesta, principalmente quando alguma programação alcança índices surpreendentes e causa incômodo no tradicionalismo; contudo, não se pode negar a importância desta iniciativa de transformar em novela os momentos que marcaram a nossa história, ainda que sejam sombrios.    


Caça aos Mestres

Por Ezequiel Sena

Um tema seriíssimo e um vazio de grandes proporções à sociedade brasileira: o desinteresse dos jovens pelo Magistério. Esta lamentável estatística foi divulgada recentemente pelo Ministério da Educação. A carreira que já ecoou aos quatro cantos como símbolo do amor e da vocação de tantas gerações. Quem diria! – hoje sequer desperta a mínima vontade da classe estudantil. É triste dizer isso. A que ponto chegou talvez a mais nobre das profissões. Por que isso está acontecendo? Negligência ou descaso dos governantes? Claro, ambas as respostas são verdadeiras. Faz-me recordar a atualíssima frase do notável educador brasileiro, Paulo Freire (1921-1997), “Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.” Muito me intriga saber que, além da descrença dos jovens pela carreira pedagógica, ainda existe escassez de salas de aula de qualidade. Imagine que futuro tem um país que admite reduzir seus professores? Para se ter uma idéia, a quantidade de estudantes nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica caiu pela metade em quatro anos, segundo dados do Censo do Ensino Superior do MEC, o que vem comprovar a renúncia dos jovens à carreira. Outro fato curioso, ao mesmo tempo em que se forma menos professores desencadeia um número de profissionais dando aula sem a devida formação.


Fotos: Uma viagem no tempo

Por Ezequiel Sena

Com frequência, alguns blogs conquistenses vêm divulgando fotografias antigas que retratam com riqueza de detalhes a história da nossa cidade. Isso prende por demais à atenção dos leitores. É impossível não se seduzir pela perfeição das imagens exibidas e pelo valor histórico que elas representam. Eu diria até que o Anderson Oliveira (blog do Anderson) foi o pioneiro nessa empreitada. Recentemente, outro amigo, o historiador Luís Fernandes, com a mesma visão e propósito, resolveu abraçar a ideia nos ofertando verdadeiras maravilhas. Merece aplausos o trabalho de pesquisa por ele desenvolvido. Conseguiu trazer do passado fotografias belíssimas, dentre as quais de personalidades que marcaram época no município, como também fotos de monumentos, praças, prédios, logradouros e tudo aquilo que traduz ou representa a nossa herança histórica.


É Natal

Por Ezequiel Sena

Quando chega o mês de dezembro, mesmo para quem não professa a fé Cristã, sente que é difícil não se contagiar com o clima festivo que domina as cidades. Não restam dúvidas que há uma espécie de mobilização emocional maior do que em qualquer outra época do ano. Queiram ou não, o espírito natalino é, tradicionalmente, um período de sensibilidade, como também de excessos. A agitação nas ruas ganha fôlego renovado com os enfeites e decorações, uma ostentação onírica de cores, luz e esplendor. Parece que a felicidade renasce e seduz. Muitos reatam amizades, outros revigoram relacionamentos e se emocionam fraternalmente. De fato, isso é o reflexo da mais pura magia do ‘Espírito do Natal’.

Claro que é justo este ritual se repetindo a cada ano, uma vez que o dia 25 de dezembro simboliza o prenúncio da mais perfeita festa da vida – a chegada do redentor e salvador do mundo Jesus Cristo. Uma celebração fundamentalmente religiosa, memória de um evento de consagração da paz na terra como fruto de justiça, da fraternidade e do respeito à essência humana. Evidente que o Natal, por si só, não traz felicidade, contudo nos faz mais sensíveis e receptivos, especialmente em relação aos amigos e as nossas famílias.


O horror dentro e fora da escola

Por Ezequiel Sena

A perplexidade tomou conta do noticiário nacional neste último final de semana. Quanto mais se evidencia a ampliação das salas de aula e a crescente expansão dos núcleos universitários, mais vulneráveis têm ficado os educadores diante de um contingente de alunos agressivos. Felizmente, a classe estudantil em sua grande maioria é composta de pessoas ordeiras e cônscias de suas obrigações, mas o que assusta mesmo são os casos que fogem a essa realidade. Diferentemente do que ocorre nos crimes em geral, muitas vezes originados por vingança ou acerto de contas, entre um e outro; desta vez o País inteiro se revolta com a crueldade praticada pelo aluno Amilton Loyola Caíres Gomes, 23 anos, levado pela própria imbecilidade e covardia, esfaqueia o professor de Educação Física Kássio Vinícius Castro Gomes, de 39 anos, no corredor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix em Minas Gerais, somente porque não avaliou o trabalho acadêmico do estudante como ele queria e exigia.


170 Anos de Vitórias e Conquistas

Por Ezequiel Sena

Seguramente um marco histórico para a Capital do Sudoeste da Bahia, os seus 170 anos de emancipação política administrativa. E o que mais impressiona é a velocidade do seu desenvolvimento – a cidade parece passar por uma séria variação de identidade –; a rapidez de transformação que a envolve materializa-se como se fosse uma ajustada metamorfose urbanística. Uma realidade que surge, um formato novo se configura, a nova era do virtual e da eletrônica, da beleza e da riqueza, mas, infelizmente, também, da atroz inimiga dos novos tempos: a incontrolável violência. O gigantismo atingiu a capital da pecuária e do café; o mundo do comércio invadiu becos, avenidas e ruelas – antes ocupados por casarios antigos –, abriu espaço para prédios, lojas, bares, restaurantes e magazines. Os bairros periféricos viraram cidades e ficaram independentes. De tudo se vende e se acha, aqueles residentes nas Vilas Serranas ou na Urbis VI, sabem do que estou falando, pois estão muito bem servidos de supermercados, panificadoras, farmácias, açougues tão equipados e abastecidos que sequer dependem do centro comercial para sobreviverem. E tudo isso nos dá a sensação de estar vivendo em um ambiente que encara o futuro de frente enchendo de orgulho a quem nele reside.