Posts Tagged ‘Luís Fernandes’

Materiais históricos são encontrados no lixo em Conquista

Fotos: Blog do Anderson

Em mais uma ronda dominical, o Blog do Anderson encontrou ao meio dia desse domingo (22) um lixo valioso, na Rua Waldemar Sá Porto, nos fundos do Instituto de Educação Euclides Dantas (IEED). Ao meio do lixão urbano, vários exemplares de jornais que circulou em Vitória da Conquista nas décadas de oitenta e noventa. Todo o material foi recolhido do local pelo historiador Luís Fernandes, que de um lado externou alegria pelo material e do outro lamentou a forma do descarte. Além dos jornais, fotografias, vários documentos, como certidões de nascimentos e de óbitos, defesas judiciais, contratos sociais, por exemplo, também foram jogados nesse terreno.

Tipos Populares: Zé Baleiro

Zé Baleiro: figura marcante nos eventos de Conquista e na entrada da "Sacramentinas" há mais de 40 anos

 
Não é o famoso cantor nordestino “Zeca Baleiro” mas é o baleiro Zé mais famoso do Nordeste (desculpe o trocadilho! Foi inevitável!). José Gonçalves de Souza nasceu em Boa Nova (BA) no dia 5 de janeiro de 1943, de família simples, mas batalhadora. Ele tornou-se vendedor de balas ainda criança em 1949, e de lá para cá nunca mais parou. Mais de meio século de profissão. Desde o tempo do “Cine Ritz”. Quem não se lembra dele na portaria dos cinemas da cidade (no Madrigal, no Riviera etc.)!
Zeca baleiro esteve presente em
quase todos os eventos importantes
de Conquista nos últimos 50 anos
“Seu” José Gonçalves, apenas com a venda de balas e doces, conseguiu manter sua família (mulher e cinco filhos). Alguns deles começaram a seguir o exemplo do pai, como Jeremias, mas desistiram, e tomaram outros rumos.
Zeca, mulher e sua “escadinha” (filhos)

“O conquistense pouco lê jornal”

Foto: Blog do Anderson

Em 14 de maio de 1911 foi lançado o primeiro jornal impresso de Vitória da Conquista. Para celebrar o centenário do jornalismo conquistense, o jornalista e historiador Luis Fernandes lançou, no final do ano passado, a “Revista Histórica: 100 anos de Jornalismo em Vitória da Conquista”. Confira a entrevista do escritor concedida ao portal do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região.

 Qual a principal marca do jornalismo conquistense nesse último século?

Apesar de ter completado 100 anos de Jornalismo Vitória da Conquista é uma cidade que não tem tradição e cultura pela mídia impressa, ou seja, o povo de Vitória da Conquista pouco lê jornal. Então, eu diria que a principal marca do jornalismo conquistense neste último século foi o embate entre as “gazetas sertanejas” durante quase todo este período, as querelas entre as parentelas e entre os grupos políticos, isto é, formavam-se duplas de jornais para atacar e defender determinado líder político ou grupo político, mas, jornalismo com imparcialidade e profissionalismo quase não se viu (com raras e honrosas exceções). Hoje, não é muito diferente. Falta ter a visão do “Jornal” como empresa. O maior exemplo disso é que Conquista não tem um diário, enquanto Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana, cidades do seu porte, têm vários. Read the rest of this entry »

Acidente da Triângulo

Por Luís Fernandes

Um ônibus da empresa “Triângulo”, que fazia o trajeto Ilhéus-São Paulo no dia 25 de janeiro de 1968, passando por Vitória da Conquista, dirigido por Geraldino Caetano e auxiliado por Gutemberg de Oliveira, conduzia aproximadamente 40 passageiros. O fiscal José Barreto Neto, mesmo embriagado, insistiu em tomar a direção do coletivo. Ele havia entrado no ônibus em Itambé. Geraldino acabou cedendo e na localidade “Lagoa de Baixo”, distante 9km da sede de Vitória da Conquista, o veículo desgovernou devido à alta velocidade e caiu na lagoa. 16 pessoas morreram no local, inclusive o fiscal embriagado que provocou o acidente (os outros dois motoristas se salvaram). Na época, o jornalista Alberto Silva, dos “Diários Associados” de Assis Chateaubriand, esteve nesta cidade fazendo a reportagem do trágico acidente, que também foi noticiado na edição de 27 de janeiro de 1968 do jornal “O Jornal de Conquista”.

Antigos Carnavais de Conquista

Carnaval surgiu em Conquista em 1927
Por Luís Fernandes
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Antes de 1927 o Carnaval com os cordões, blocos, pranchas, batucadas e alegorias não era conhecido em Vitória da Conquista, conforme relato de Anibal Lopes Viana em sua “Revista Histórica de Conquista” (vol. 2, p. 516). Consistia em blocos de cavaleiros, montados, mascarados ou não, em cavalos esquipadores, com as selas enfeitadas, numa disputa para conquistar o primeiro lugar como bom cavaleiro. O jornal “Bello Campo”, do Cel. Read the rest of this entry »

Revista Histórica: ’100 Anos de Jornalismo’

                  Foto: Blog do Anderson

Nos próximos dias chegará às bancas a “Revista Histórica – 100 Anos de Jornalismo em Vitória da Conquista”. Um projeto ousado, e de muita qualidade, idealizado pelo historiador e jornalista Luís Fernandes, a ser lançada no ano em que a imprensa conquistense completou o centenário e ainda no mês de comemoração do aniversário da cidade.  A revista visa reconstituir a história da imprensa de Vitória da Conquista. O objetivo foi mapear os antigos jornais da cidade (década por década) e contextualizá-los aos diversos cenários políticos de cada época. Os embates entre os grupos de poder instalados na cidade estão refletidos na trajetória do jornalismo conquistense durante todo este período. A arte de escrever sempre foi admirada e deteve certo status. Quando o ato de passar informações ficou definido como Jornalismo este detinha a característica de transmitir também opiniões. Atualmente, se presa pela imparcialidade jornalística. Assim, estas nuances da profissão, além de histórias interessantes sobre Vitória da Conquista, estão bem expressas nesta revista diferenciada. Este é um trabalho para completar a cidade, pois faltava um estudo sobre a mídia impressa local. Logo, ele será referência para a sociedade conquistense, inclusive para os alunos do curso de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), que forma, anualmente, dezenas de jornalistas. A “Joia do Sertão Baiano” agora tem uma joia para o jornalismo conquistense! Boa Leitura!

(Luís Fernandes)

Albergue Nosso Lar

                          
Por Luís Fernandes
 
O “Albergue Nosso Lar” teve início com o movimento assistencial da comunidade espírita de Vitória da Conquista, em 1954. Sua primeira instalação situava-se na “Rua do Gancho”, início da atual Avenida Juracy Magalhães, em três barracos cobertos com palhas destinadas a amparar os velhos abandonados que dormiam nas calçadas e sob as marquises. No ano de 1960 os idosos que viviam em precárias acomodações, ganham novas instalações, como divulgado no jornal “O Combate”, edição de 28 de maio de 1960. Essas novas instalações ficavam onde hoje está o Ginásio Raul Ferraz e foram inauguradas no dia 7 de setembro de 1960, conforme edição de 10 de setembro do mesmo jornal, com as presenças do prefeito Gerson Gusmão Sales e do deputado estadual Adelmário Pinheiro. Na época da construção do “Albergue Nosso Lar”, o jornal “O Combate” noticiou a construção de um outro albergue que se chamaria “Pouso Fraterno”, uma iniciativa também da União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC). Na verdade, não houve tal construção, e todas as finalidades a que se destinaria, ou seja, albergaria, assistência social e médico-hospitalar, foram concentradas no “Nosso Lar”. A transformação em associação, em 1960, deu personalidade jurídica a essa instituição, permitindo ao serviço social da UEVC a captação de recursos financeiros e uma relação formal com figuras da sociedade conquistense que colaboravam com a sua manutenção. O presidente da UEVC na época era o Dr. Luiz Barreto. No início dos anos 80 o prefeito Raul Ferraz manifestou interesse pela área onde se encontrava instalado o albergue, para ali construir o “Ginásio de Esportes”. Propôs à união Espírita uma permuta oferecendo um terreno situado na Avenida Rosa Cruz, Candeias, com uma área total de 20.000 m². Dessa área, 3.016 m² foram destinados ao “Albergue Nosso Lar” que tem, atualmente, 1.830 m² de área construída. Não só fez a permuta do terreno como Raul Ferraz construiu o prédio do albergue, que para lá foi transferido no ano de 1983. E de 1984 até 2005 foi dirigida por dona Maria Dalva Ferreira Flores Costa, filha de Olívia Flores.

Taquara Drink Som

 
Por Luís Fernandes
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Anos 70. A noite dançante, um som extremamente alto de origem eletrônica, cadenciado inicialmente numa batida constante, luzes multicoloridas e muitos espelhos, anunciavam ao mundo a era Disco Music e muita gente sacudiu ao som de Tina Charles, Tavares e Donna Summer na night away. O novo estilo que surgia necessitava de espaços grandes que mais pareciam clubes, e casas para este propósito foram abertas. Na mesma época crescia nos clubes uma batida diferente, mais suingada, oriunda dos guetos negros americanos: era a Soul Music que iniciava a noite e quando esquentava entrava o Funk Sex Machine de James Brown ou umas outras de um tal grupo chamado Kool and the Gang. Isso tudo (e muito mais) podia ser ouvido e dançado na mais famosa casa dançante de Conquista dos anos 70 e início dos 80. Era o famoso “Taquara Drink Som”.
 
 
O espaço foi ampliado para também realizar os grandes bailes de formatura da juventude conquistense. O “Taquara” foi uma casa de recreio inaugurada no dia 24 de junho de 1972, por Leonardo Martins Melo (hoje proprietário da “Balanças Texas”) na Avenida Juracy Magalhães, saída para Itambé, km 4. Nela existiam ocas temáticas feitas de taquaruçu, com os nomes dos países da América do Sul e seu correspondente em tupi-guarani, a exemplo da ita-oca, da ibi-oca etc. numa área arborizada de 14.000m², além de bar, restaurante, parque infantil e um mini-zoológico de 100m² por 3m de altura, com animais de várias espécies, inclusive uma onça pintada. Read the rest of this entry »

Escola Padre Gilberto

 
Por Luís Feranndes
 
O Educandário Padre Gilberto Vaz Sampaio surgiu em 1968, numa pequena residência situada na Rua José de Melo, 99, bairro Iracema. Naquela época, a “Escola Branca de Neve”, como era então denominada, oferecia as séries que hoje correspondem a Educação Infantil. As instalações eram simples e as poucas classes foram formadas por um número reduzido de alunos. Isto, no entanto, não impediu que Maria Lúcia Vaz Amaral Mota, diretora da instituição até o seu falecimento em 2001 e Maria Lizete Vaz do Amaral Barbosa, atual diretora do EPGVS, sócias fundadoras, traçassem já naquela época uma meta: queriam tornar a instituição conhecida e respeitada na comunidade. Em 1972 foi dada ao colégio a denominação de “Educandário Padre Gilberto Vaz Sampaio”, em homenagem ao tio das fundadoras. No ano do Jubileu de Prata, diante das novas demandas o educandário decidiu diversificar sua atuação na área educacional. Surgiu, então, em 1993 o Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries. As instalações do educandário foram ampliadas. Ao completar 30 anos de existência o EPGVS oficializou uma parceria com a Rede Pitágoras e, a partir de então, a instituição passou a contar com o apoio didático, técnico e operacional desta Rede de Ensino e inaugurou uma segunda sede situada na Praça Vítor Brito, 9, passando a oferecer o Ensino Médio e o Pré-Vestibular.

Viação Suburbana

 
Por Luís Fernandes
 
A “Viação Suburbana” era a concessionária do serviço de transporte coletivo da cidade durante as décadas de 60 e 70 em Vitória da Conquista. A empresa, pertencente a Juvenil Batista, chegou ao fim no dia 21 de julho de 1983, e o serviço foi parar nas mãos da família Rodrigues, que, em seguida, fundaria a “Viação Conquistense”. 
 
 

Jornalista prepara biografia de Doutor Fonseca

Foto: Blog do Anderson

O jornalista Luís Fernandes vai retratar a vida do juiz arbitral, Doutor José Fonseca, em um artigo que será publicado dentro de alguns dias em seu blog (http://tabernadahistoriavc.blogspot.com/) e posteriormente reproduzido pelo Blog do Anderson. Para saber os detalhes biográficos de Doutor Fonseca, o jornalista e o Blog do Anderson estiveram reunidos com o jurista em seu escritório na última quarta-feira (5). Com cinco graduações e um acervo de quase mil diplomas espalhados pelas parede de quatro salas do seu escritório, Doutor Fonseca pode ser o maior colecionador de diplomas pessoais do Mundo.

“Seu Lima”

    
O maior gerente do Banco do Brasil de Vitória da Conquista de todos os tempos
 
Por Luís Fernandes
 
José de Oliveira Lima, mais conhecido como “Seu Lima”, nasceu no município de Mundo Novo (BA), no dia 14 de junho de 1927. Era técnico de Contabilidade quando ingressou no Banco do Brasil, dos quais dedicou 28 anos de sua vida àquela instituição. Assumiu a gerência de Vitória da Conquista em 1978, e foi o grande incentivador da cafeicultura local. Foi também quem ajudou a tornar uma realidade a instalação de uma fábrica de latícinios e leite pasteurizado em Conquista, a Lavisa S.A. no mesmo ano de 1978.

Retificadora Vitória

A Retificadora Vitória surgiu na Rio-Bahia nos anos 1970

Retificadora Vitória: Fundada por um simpatizante de “Prestes”

Por Luís Fernandes
A “Retificadora Vitória” surgiu em Conquista na década de 70, quando aqui chegou seu proprietário Francisco Nascimento, que montou uma oficina às margens da BR-116, no perímetro urbano (antiga Avenida Presidente Dutra e atual Avenida Integração). Nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), morou em Salvador e depois em Feira de Santana (BA). Nesta última instalou, com seus irmãos, a “Retificadora Feirense”. Por volta de 1973 veio para Conquista, ficando hospedado no “Hotel São Paulo”. E aí deu início à instalação de uma retificadora, que mais tarde abriria uma filial em Guanambi (BA).
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“Seu” Francisco era amigo do Tenente Luís Carlos Prestes (o da “Coluna Prestes”), com quem estava sempre correspondendo através de longas cartas e que o visitou em Feira de Santana. O fundador da Retificadora Vitória faleceu em 1988.

Sindicato dos Bancários

Por Luís Fernandes

O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região foi fundado no dia 27 de maio de 1961, em prédio situado na Rua Góes Calmon. 31 bancários criaram, em assembléia, a Associação Profissional dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Vitória da Conquista. Oito meses depois, no dia 27 de janeiro de 1962, em nova assembléia, os bancários de Conquista transformaram a Associação em Sindicato. A primeira diretoria era composta por Álvaro Reis, Osmani Prates Silveira e Gileno Exalto de Araújo. Em 1971 Rauldenis Silva, funcionário do Banco da Bahia, assume a presidência do Sindicato. De 1978 a 1986 ocupa a presidência Ronildo Soares Bahiano, funcionário do Econômico. Um ano anterior à sua saída, os bancários começam a organizar uma oposição nos bancos oficiais e privados, e participam da histórica greve nacional daquele ano. Em janeiro de 1987 o SEEB criou o boletim oficial da entidade, que teve inicialmente o nome de “Qual será?”. A partir da quarta edição, depois de realizar um concurso junto aos bancários, foi adotado definitivamente o nome de O PIQUETE, que passou a ser veiculado semanalmente. Em 1987 foi eleito Miguel Arcanjo Felício de Jesus, do Banco do Nordeste. Em 1988 a base sindical se amplia para 40 cidades aumentando a força de representação do Sindicato. O primeiro Congresso Regional dos Bancários aconteceu em 1989, sendo um marco na história da categoria. Em 15 de março de 1990 o Sindicato se filia à Central Única dos Trabalhadores – CUT. Em 93, o Sindicato já começa a funcionar na Rua Dois de julho. De 1995 até 2004 a presidência do sindicato é ocupada por Antônio Eduardo Santos Moraes, funcionário do BBV.

Chico Piloto: Um grande comerciante do passado

Antigo “Beco Chico Piloto” (atual “Alameda Ramiro Santos), onde o Major Francisco Piloto da Silva tinha sua casa comercial

Por Luís Fernandes

No ano de 1900, procedente da Vila de Bom Jesus dos Meiras (atual cidade de Brumado), chegou a Conquista Francisco Piloto da Silva, estabelecendo-se com casa comercial (Loja Piloto) tornando-se mais tarde um dos grandes fazendeiros desta região (Fazenda Floresta). Major da “Guarda Nacional”, representou importantes firmas comerciais de Salvador, como “Morais & Cia.”, “Souza Teixeira”, “Machado Soares”, “Plínio Moscoso”, entre outras. Foi um dos fundadores da “Filarmônica Aurora”, em 1909, da qual foi pistonista. Como político acompanhava o Cel. Gugé. Eleito para o cargo de Conselheiro Municipal no dia 12 de novembro de 1911, tomando posse do cargo no dia 1º de janeiro de 1912, sendo reeleito no pleito seguinte. Faleceu em Salvador no dia 3 de dezembro de 1922.  O “Beco Chico Piloto” (atual Alameda Ramiro Santos) foi uma homenagem do povo ao Major Francisco Piloto, que mantinha aí sua casa comercial de tecidos, calçados e outros objetos da moda feminina.

Ton Ton Flores

Por Luís Fernandes

Antônio dos Santos Flores, conhecido musicalmente como Ton Ton Flores e nascido no ano de 1954, é, além de cantor, engenheiro agrônomo. Após os barzinhos, surgiu para a música a partir de um show em Ipiaú (BA), onde encerrou a festa do padroeiro local. Daí, sempre em parceria com Jatobá e Macambira, amigos e parceiros desde o inesquecível “Barton” (Bar do Ton), fez shows Brasil afora. Quem não se lembra da música “Água e Sal”, canção título do primeiro LP lançado em 1989? Boêmio nato, não dispensa uma boa cantoria e um bom whisky. Com um humor peculiar, e com tanta arte em seu sangue, seria pedir demais que “essa figura” ainda se dedicasse e levasse a sério o esporte boliche. Jogar boliche para ele é diversão. A primeira vez que jogou foi em Conquista, no Clube Social, na mesma época que apareceu boliche em Salvador. Na época ele tinha 15 anos mais ou menos. Para Ton Ton o boliche é direção. “Sempre fui bom de mira, era bom de badoque. Uma vez em um campeonato em Brasília, onde fiquei entre os primeiros, sendo uma zebra, me perguntaram como eu jogava sempre bem se eu não treinava, não levava bolas. Eu respondi que, quando menino, era bom de badoque e bolinha de gude, disse. Em Salvador fui pioneiro junto com alguns amigos nossos do boliche, no boliche do Brotas Center, depois na Pituba, onde Fábio Ribeiro abriu um e depois no Aeroclube”.

Raquel Fernandes Flores

A “Miss Conquista 1968”, Raquel Fernandes, o locutor Moacir Filgueiras e o radialista J. Menezes

Por Luís Fernandes
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Raquel Fernandes Flores, nascida no dia 21 de junho de 1947, foi a primeira “Miss Conquista”, eleita em 1968, num concorridíssimo concurso realizado no “Clube Social Conquista”. Na época ser miss era o sonho de muitas mulheres, devido ao sucesso de Marta Rocha nos anos 50; era como ser modelo hoje em dia, numa comparação somente no aspecto do glamour e mundo fashion. Raquel teve quatro filhas (Luciana, Tatiana, Juliana e Poliana), todas ainda meninas nos anos 80, quando moravam na “Rua Expedicionários” (em frente ao “Livramento Palace Hotel”, que na época não existia, era somente um terreno murado). Raquel faleceu no dia 5 de setembro de 2010.  

Professor Moura

 



Por Luís Fernandes

Antônio de Moura Pereira, mais conhecido como “Professor Moura”, nasceu em Livramento de Nossa Senhora (BA) no dia 5 de abril de 1920, filho do “Velho Pedro Mandu”. Fez o Curso Normal em Caetité (BA). Era um vocacionado para o magistério. Sabia ensinar como ninguém. Era mestre de matemática e língua portuguesa, além de excelente latinista e conhecedor do grego. Falava fluentemente três línguas estrangeiras: inglês, francês e espanhol. Sua casa foi uma escola; depois sua escola foi sua casa (ficava em frente à Escola Sacramentinas e foi demolida a poucos meses, a exemplo do sobrado dos professores Euclydes Dantas e Alfonso Hoffman Maia – também recentemente demolido na Rua João Pessoa). O professor Moura faleceu no dia 21 de novembro de 1998.

Coronel Esmeraldino


Único tenente coronel da PM que foi candidato a prefeito de Vitória da Conquista
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Por Luís Fernandes
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Nos anos 1930, no governo do Interventor Federal Juracy Magalhães, foi criada uma Companhia da Polícia Militar em Vitória da Conquista, que pertencia ao 2º Batalhão, com sede em Ilhéus. O primeiro comandante militar de carreira nesta cidade foi o primeiro tenente João Antônio de Souza, o primeiro PM (morador) de Conquista a obter a patente de coronel, que também exerceu a função de Delegado de Polícia. A sede do Quartel de Polícia era no prédio onde está instalada atualmente a Prefeitura Municipal. Na administração de Gerson Sales, em 1962, foi construída a “Vila Militar”, localizada na Avenida Brumado, para onde se transferiu a Companhia Militar.Em 2 de julho de 1971 foi criado e instalado o 9º Batalhão da Polícia Militar em Vitória da Conquista. A solenidade foi realizada no novo Quartel, no bairro Ibirapuera, na época do prefeito Nilton Gonçalves. No mesmo ato tomou posse como primeiro Comandante do Batalhão o Major Diógenes Pedreira Moreira, em cujo cargo permaneceu até 29 de dezembro de 1971. Dos vários comandantes da PM em Conquista, destaque para o Tenente-Coronel Esmeraldino Correia Santos, que comandou o 9º BPM de 17 de fevereiro de 2004 a 26 de janeiro de 2007. Esmeraldino é membro da Academia Conquistense de Letras, da qual foi presidente. Filho de D. Cândida de Oliveira Correia Santos (nascida em 26 de março de 1932), Esmeraldino nasceu em 9 de fevereiro de 1953.

Margarida Oliveira: A primeira deputada de Conquista

Margarida foi a primeira mulher candidata a prefeita de Conquista

Por Luís Fernandes

Margarida Maria Lisbôa de Oliveira nasceu no dia 9 de setembro de 1940, em Salvador, onde, no dia 7 de outubro de 1958, ingressou no ex-IAPC. Chegou a Vitória da Conquista em julho de 1965, como Agente da Previdência Social, permanecendo no cargo até agosto de 1982, quando se afastou para se candidatar ao cargo de prefeita deste Município, pela legenda do Partido Democrático Social (PDS). Margarida é advogada, tendo concluído o curso de Direito em 1978. Em 1991 foi eleita deputada estadual pelo Partido da Frente Liberal (PFL) e em 1992 vice-prefeita de Vitória da Conquista.

Jeremias Macário

Jeremias Macário trabalhou 38 anos como jornalista (15 destes em Conquista). Foto de 1991, quando aqui chegou

O “cão de guarda” da história do Jornalismo conquistense

Por Luís Fernandes

Jeremias Macário de Oliveira, natural de Piritiba (BA), nasceu no dia 11 de fevereiro de 1947; se diplomou em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1973 e, depois de militar por muitos anos em Salvador, assumiu a Sucursal de Vitória da Conquista do jornal A Tarde em 1991, onde trabalhou até se aposentar em 2005, após 38 anos de Jornalismo. Foi “cão de guarda” a vida toda, pois fazia Jornalismo Realista, sem ideologia, sem partidarismo. Ético acima de tudo, defende o jornal-empresa, aquele que não fica refém de prefeituras.

Vivaldo Mendes: Um dos grandes edis do passado

                       
Por Luís Fernandes
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Vivaldo Mendes Ferraz nasceu no ano de 1917. Foi um dos fundadores do Diretório Municipal da extinta União Democrática Nacional, sob cuja legenda se elegeu vereador por duas legislaturas. Foi presidente da Câmara Municipal, militando nas hostes juracisistas. Protestante, faleceu no dia 2 de outubro de 1973, sendo enterrado na fazenda “Quatis”, de propriedade da família. Era pai de Vivi Mendes.  

Giorlando Lima

 
                              
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Por Luís Fernandes
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Giorlando Lima, natural de Jacobina (BA), tendo morado ainda em Feira de Santana e Jequié, chegou a Vitória da Conquista em 1984, enviado pelo jornal A Tarde para auxiliar o saudoso Hélio Gusmão. Em Conquista, onde ficou por 22 anos, trabalhou ainda no jornal Tribuna da Bahia e foi editor e redator dos jornais “Parlamento” e “Diário do Sudoeste”, além de fundador do jornal “Folha de Conquista” em 1990. Editou ainda a revista Conexão no final dos anos 90 e foi chefe de Jornalismo da TV Sudoeste de Vitória da Conquista e da TV Santa Cruz de Itabuna (BA). Hoje mora em Salvador (BA). Giorlando atua na área de comunicação desde 1978. Começou no jornal “A Palavra”, depois foi para o “Correio da Serra” até experimentar o rádio, na “Rádio Clube Rio do Ouro”, todos de Jacobina. Em Feira de Santana trabalho no jornal “Feira Hoje” e na revista Panorama da Bahia. Giorlardo é, pois, outra figura muito inteligente do Jornalismo Baiano; suas matérias geralmente são bem articuladas; seu texto é crítico e até polêmico, mas quase sempre acima da média dos jornalistas baianos.

Paulo Nunes

Paulo Nunes no auge do jornal “Hoje”, quando ainda tinha cabelo
Um dos maiores nomes do Jornalismo da Bahia dos últimos 20 anos
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Por Luís Fernandes

Desde que desembarcou na mídia em abril de 1987 Paulo Nunes da Silva transformou-se numa das mais conhecidas figuras da mídia baiana. Parte desta “fama” ele construiu, de certo modo, pela agenda que acabou sendo obrigado a montar ao adquirir filling para o Jornalismo. Agenda que, por sinal, cresceu substancialmente com seu ingresso no “Rádio”. No pico, ele chegou a incomodar muita gente e a agradar muito mais. Acusado de não dar vida fácil aos desafetos (que são pouquíssimos!), na sua defesa diz que nunca atacou quem quer que seja, apenas reagiu às tentativas de assalto ao poder a qualquer custo. De todo modo, tem hoje contra si o radialista Hérzem Gusmão. Read the rest of this entry »

Cadete: De lambe-lambe a fotógrafo digital

 

Por Luís Fernandes

Entre os nordestinos que vieram para Vitória da Conquista a partir da segunda metade da décda de 40 está o paraibano Antônio Francisco da Costa Neto ou simplesmente Cadete, como é chamado, natural do município de Uiraúna (Paraíba), onde nasceu no dia 27 de maio de 1933, no “Sítio Gracejo”. Aos 8 anos de idade foi morar no “Sítio Coaty” e, depois, no “Sítio Bom Jesus”, ambos no município de Luiz Gomes, no estado do Rio Grande do Norte, onde trabalhava na lavoura e, nas horas vagas, aprendeu os ofícios de carpinteiro, artesão de couro e alfaiate.  Read the rest of this entry »

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