Posts Tagged ‘Luís Fernandes’
Materiais históricos são encontrados no lixo em Conquista
Fotos: Blog do Anderson
Em mais uma ronda dominical, o Blog do Anderson encontrou ao meio dia desse domingo (22) um lixo valioso, na Rua Waldemar Sá Porto, nos fundos do Instituto de Educação Euclides Dantas (IEED). Ao meio do lixão urbano, vários exemplares de jornais que circulou em Vitória da Conquista nas décadas de oitenta e noventa. Todo o material foi recolhido do local pelo historiador Luís Fernandes, que de um lado externou alegria pelo material e do outro lamentou a forma do descarte. Além dos jornais, fotografias, vários documentos, como certidões de nascimentos e de óbitos, defesas judiciais, contratos sociais, por exemplo, também foram jogados nesse terreno.
Tipos Populares: Zé Baleiro

Zé Baleiro: figura marcante nos eventos de Conquista e na entrada da "Sacramentinas" há mais de 40 anos
quase todos os eventos importantes
de Conquista nos últimos 50 anos
“O conquistense pouco lê jornal”
Foto: Blog do Anderson

Em 14 de maio de 1911 foi lançado o primeiro jornal impresso de Vitória da Conquista. Para celebrar o centenário do jornalismo conquistense, o jornalista e historiador Luis Fernandes lançou, no final do ano passado, a “Revista Histórica: 100 anos de Jornalismo em Vitória da Conquista”. Confira a entrevista do escritor concedida ao portal do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região.
Apesar de ter completado 100 anos de Jornalismo Vitória da Conquista é uma cidade que não tem tradição e cultura pela mídia impressa, ou seja, o povo de Vitória da Conquista pouco lê jornal. Então, eu diria que a principal marca do jornalismo conquistense neste último século foi o embate entre as “gazetas sertanejas” durante quase todo este período, as querelas entre as parentelas e entre os grupos políticos, isto é, formavam-se duplas de jornais para atacar e defender determinado líder político ou grupo político, mas, jornalismo com imparcialidade e profissionalismo quase não se viu (com raras e honrosas exceções). Hoje, não é muito diferente. Falta ter a visão do “Jornal” como empresa. O maior exemplo disso é que Conquista não tem um diário, enquanto Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana, cidades do seu porte, têm vários. Read the rest of this entry »
Acidente da Triângulo

Por Luís Fernandes
Um ônibus da empresa “Triângulo”, que fazia o trajeto Ilhéus-São Paulo no dia 25 de janeiro de 1968, passando por Vitória da Conquista, dirigido por Geraldino Caetano e auxiliado por Gutemberg de Oliveira, conduzia aproximadamente 40 passageiros. O fiscal José Barreto Neto, mesmo embriagado, insistiu em tomar a direção do coletivo. Ele havia entrado no ônibus em Itambé. Geraldino acabou cedendo e na localidade “Lagoa de Baixo”, distante 9km da sede de Vitória da Conquista, o veículo desgovernou devido à alta velocidade e caiu na lagoa. 16 pessoas morreram no local, inclusive o fiscal embriagado que provocou o acidente (os outros dois motoristas se salvaram). Na época, o jornalista Alberto Silva, dos “Diários Associados” de Assis Chateaubriand, esteve nesta cidade fazendo a reportagem do trágico acidente, que também foi noticiado na edição de 27 de janeiro de 1968 do jornal “O Jornal de Conquista”.
Antigos Carnavais de Conquista

Revista Histórica: ’100 Anos de Jornalismo’
Foto: Blog do Anderson

(Luís Fernandes)
Albergue Nosso Lar

Taquara Drink Som


Escola Padre Gilberto

Viação Suburbana


Jornalista prepara biografia de Doutor Fonseca
Foto: Blog do Anderson

O jornalista Luís Fernandes vai retratar a vida do juiz arbitral, Doutor José Fonseca, em um artigo que será publicado dentro de alguns dias em seu blog (http://tabernadahistoriavc.blogspot.com/) e posteriormente reproduzido pelo Blog do Anderson. Para saber os detalhes biográficos de Doutor Fonseca, o jornalista e o Blog do Anderson estiveram reunidos com o jurista em seu escritório na última quarta-feira (5). Com cinco graduações e um acervo de quase mil diplomas espalhados pelas parede de quatro salas do seu escritório, Doutor Fonseca pode ser o maior colecionador de diplomas pessoais do Mundo.
“Seu Lima”

Retificadora Vitória
A Retificadora Vitória surgiu na Rio-Bahia nos anos 1970
Retificadora Vitória: Fundada por um simpatizante de “Prestes”
Sindicato dos Bancários
Por Luís Fernandes
O Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região foi fundado no dia 27 de maio de 1961, em prédio situado na Rua Góes Calmon. 31 bancários criaram, em assembléia, a Associação Profissional dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Vitória da Conquista. Oito meses depois, no dia 27 de janeiro de 1962, em nova assembléia, os bancários de Conquista transformaram a Associação em Sindicato. A primeira diretoria era composta por Álvaro Reis, Osmani Prates Silveira e Gileno Exalto de Araújo. Em 1971 Rauldenis Silva, funcionário do Banco da Bahia, assume a presidência do Sindicato. De 1978 a 1986 ocupa a presidência Ronildo Soares Bahiano, funcionário do Econômico. Um ano anterior à sua saída, os bancários começam a organizar uma oposição nos bancos oficiais e privados, e participam da histórica greve nacional daquele ano. Em janeiro de 1987 o SEEB criou o boletim oficial da entidade, que teve inicialmente o nome de “Qual será?”. A partir da quarta edição, depois de realizar um concurso junto aos bancários, foi adotado definitivamente o nome de O PIQUETE, que passou a ser veiculado semanalmente. Em 1987 foi eleito Miguel Arcanjo Felício de Jesus, do Banco do Nordeste. Em 1988 a base sindical se amplia para 40 cidades aumentando a força de representação do Sindicato. O primeiro Congresso Regional dos Bancários aconteceu em 1989, sendo um marco na história da categoria. Em 15 de março de 1990 o Sindicato se filia à Central Única dos Trabalhadores – CUT. Em 93, o Sindicato já começa a funcionar na Rua Dois de julho. De 1995 até 2004 a presidência do sindicato é ocupada por Antônio Eduardo Santos Moraes, funcionário do BBV.
Chico Piloto: Um grande comerciante do passado
- Antigo “Beco Chico Piloto” (atual “Alameda Ramiro Santos), onde o Major Francisco Piloto da Silva tinha sua casa comercial
Por Luís Fernandes
Ton Ton Flores
Por Luís Fernandes
Antônio dos Santos Flores, conhecido musicalmente como Ton Ton Flores e nascido no ano de 1954, é, além de cantor, engenheiro agrônomo. Após os barzinhos, surgiu para a música a partir de um show em Ipiaú (BA), onde encerrou a festa do padroeiro local. Daí, sempre em parceria com Jatobá e Macambira, amigos e parceiros desde o inesquecível “Barton” (Bar do Ton), fez shows Brasil afora. Quem não se lembra da música “Água e Sal”, canção título do primeiro LP lançado em 1989? Boêmio nato, não dispensa uma boa cantoria e um bom whisky. Com um humor peculiar, e com tanta arte em seu sangue, seria pedir demais que “essa figura” ainda se dedicasse e levasse a sério o esporte boliche. Jogar boliche para ele é diversão. A primeira vez que jogou foi em Conquista, no Clube Social, na mesma época que apareceu boliche em Salvador. Na época ele tinha 15 anos mais ou menos. Para Ton Ton o boliche é direção. “Sempre fui bom de mira, era bom de badoque. Uma vez em um campeonato em Brasília, onde fiquei entre os primeiros, sendo uma zebra, me perguntaram como eu jogava sempre bem se eu não treinava, não levava bolas. Eu respondi que, quando menino, era bom de badoque e bolinha de gude, disse. Em Salvador fui pioneiro junto com alguns amigos nossos do boliche, no boliche do Brotas Center, depois na Pituba, onde Fábio Ribeiro abriu um e depois no Aeroclube”.
Raquel Fernandes Flores
Professor Moura
Por Luís Fernandes
Antônio de Moura Pereira, mais conhecido como “Professor Moura”, nasceu em Livramento de Nossa Senhora (BA) no dia 5 de abril de 1920, filho do “Velho Pedro Mandu”. Fez o Curso Normal em Caetité (BA). Era um vocacionado para o magistério. Sabia ensinar como ninguém. Era mestre de matemática e língua portuguesa, além de excelente latinista e conhecedor do grego. Falava fluentemente três línguas estrangeiras: inglês, francês e espanhol. Sua casa foi uma escola; depois sua escola foi sua casa (ficava em frente à Escola Sacramentinas e foi demolida a poucos meses, a exemplo do sobrado dos professores Euclydes Dantas e Alfonso Hoffman Maia – também recentemente demolido na Rua João Pessoa). O professor Moura faleceu no dia 21 de novembro de 1998.
Coronel Esmeraldino
Margarida Oliveira: A primeira deputada de Conquista
Por Luís Fernandes
Margarida Maria Lisbôa de Oliveira nasceu no dia 9 de setembro de 1940, em Salvador, onde, no dia 7 de outubro de 1958, ingressou no ex-IAPC. Chegou a Vitória da Conquista em julho de 1965, como Agente da Previdência Social, permanecendo no cargo até agosto de 1982, quando se afastou para se candidatar ao cargo de prefeita deste Município, pela legenda do Partido Democrático Social (PDS). Margarida é advogada, tendo concluído o curso de Direito em 1978. Em 1991 foi eleita deputada estadual pelo Partido da Frente Liberal (PFL) e em 1992 vice-prefeita de Vitória da Conquista.
Jeremias Macário

Jeremias Macário trabalhou 38 anos como jornalista (15 destes em Conquista). Foto de 1991, quando aqui chegou
Por Luís Fernandes
Jeremias Macário de Oliveira, natural de Piritiba (BA), nasceu no dia 11 de fevereiro de 1947; se diplomou em Comunicação com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1973 e, depois de militar por muitos anos em Salvador, assumiu a Sucursal de Vitória da Conquista do jornal A Tarde em 1991, onde trabalhou até se aposentar em 2005, após 38 anos de Jornalismo. Foi “cão de guarda” a vida toda, pois fazia Jornalismo Realista, sem ideologia, sem partidarismo. Ético acima de tudo, defende o jornal-empresa, aquele que não fica refém de prefeituras.
Vivaldo Mendes: Um dos grandes edis do passado

Giorlando Lima
Paulo Nunes
Desde que desembarcou na mídia em abril de 1987 Paulo Nunes da Silva transformou-se numa das mais conhecidas figuras da mídia baiana. Parte desta “fama” ele construiu, de certo modo, pela agenda que acabou sendo obrigado a montar ao adquirir filling para o Jornalismo. Agenda que, por sinal, cresceu substancialmente com seu ingresso no “Rádio”. No pico, ele chegou a incomodar muita gente e a agradar muito mais. Acusado de não dar vida fácil aos desafetos (que são pouquíssimos!), na sua defesa diz que nunca atacou quem quer que seja, apenas reagiu às tentativas de assalto ao poder a qualquer custo. De todo modo, tem hoje contra si o radialista Hérzem Gusmão. Read the rest of this entry »
Cadete: De lambe-lambe a fotógrafo digital
Por Luís Fernandes
Entre os nordestinos que vieram para Vitória da Conquista a partir da segunda metade da décda de 40 está o paraibano Antônio Francisco da Costa Neto ou simplesmente Cadete, como é chamado, natural do município de Uiraúna (Paraíba), onde nasceu no dia 27 de maio de 1933, no “Sítio Gracejo”. Aos 8 anos de idade foi morar no “Sítio Coaty” e, depois, no “Sítio Bom Jesus”, ambos no município de Luiz Gomes, no estado do Rio Grande do Norte, onde trabalhava na lavoura e, nas horas vagas, aprendeu os ofícios de carpinteiro, artesão de couro e alfaiate. Read the rest of this entry »
































