Jorge Maia: A vez do lixo

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Jorge Maia | Professor e Advogado | [email protected]

Em viagem pelo interior sempre me deparei como lixeiras ao ar livre, no entorno das pequenas cidade. Verdadeiros monturos fumegantes como forma de controle do lixo daquelas comunidades. Mesmo após a lei que trata sobre os resíduos sólidos, ainda é comum avistar esta cena que representa a falta de cuidado no tratamento do lixo. Sabemos que os municípios mais pobres não dispõem de condições financeiras para dar o tratamento que a lei determina para os rejeitos e os resíduos que constituem o lixo produzido em suas mais diversas formas, o que constitui um ônus para as finanças públicas e para a natureza. >>>>>

Jorge Maia: A cidade, o que é?

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A cidade é uma das maiores invenções da humanidade. Está comprovado que o ser humano é um ser gregário e precisa da companhia de outros semelhantes para garantir o seu bem estar, a sua segurança e a sua realização pessoal. O mundo é um palco, já afirmara Shakespeare e todos precisam de plateia para representar o seu papel e servir de contra ponto para seguir seu rumo. A realização humana tem necessidade do outro. Leia na íntegra.

Jorge Maia: O caminho de Thiago

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Desde agosto do ano passado que sabíamos da vinda de Thiago. Em setembro nos encontramos em Brasília e foi ali na Catedral Basílica que o seu nome com TH foi definido. Uma Estátua de São Thiago, com TH, motivou a grafia do seu prenome, tornando definitiva aquela escolha. Fomos a vários lugares, conhecendo a cidade e provando os diversos cardápios de Brasília. Leia a crônica na íntegra.

Jorge Maia: Nossos cartões-postais

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Eu era menino, e não faz muito tempo, e eu me lembro o quanto era chic receber um cartão postal de alguém que estivesse viajando. O charme aumentava quando o postal era de outro país. Pessoas colecionavam postais. Enviar um postal implicava em atividades múltiplas: escolher o postal, ir aos correios, pagar a despesa postal, selar e despachar. Havia quem pedisse os selos, pois era colecionador, outros pediam o postam para a sua coleção. >>>>

Jorge Maia: Morador de Rua

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Todos nós moramos em uma rua. Quando nos perguntam o nosso endereço afirmamos que moramos na rua tal. Nossa casa, nosso trabalho, os nossos interesses, em uma cidade, sempre estará em uma rua. Afirmar que alguém é morador de rua nos remete à compreensão de que aquela pessoa mora, literalmente na rua. O lugar de cada um deveria ser no orçamento anual dos entes públicos. Ali, sim, deveria morar cada um dos cidadãos de uma cidade. >>>>

Jorge Maia: Domingo sem Parque

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Neste mês tivemos vários feriadões. Nestas oportunidades saio pela cidade para uma caminhada, ou para levar os netos para um passeio. Não há um lugar público destinado aos passeios com as crianças. Em outro momento eu me referi à fonte luminosa da Olivia Flores, no caminho da Uesb. Nas diversas vezes em que ali estive observei mães com os seus pequenos sentados na relva descansando ou simplesmente apreciando a calma do lugar. Afinal, o barulho da água, a tranquilidade do local, pessoal da caminhada, as conversas, tudo enfim convida para o local. >>>>>>

Jorge Maia: Praça da Bandeira, um desafio

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No período de 1963 a 1982 frequentei diariamente a Praça da Bandeira, por isso tenho uma esteira ligação com aquela praça. Formando o tríplice conjunto; Praça Barão do Rio Branco, Praça Nove de Novembro, sobre as quais já me referi anteriormente, tenho, na Praça da Bandeira, um referencial de memória que compõe o tecido das lembranças do adolescente e do jovem que um dia fui. >>>>>>>

Jorge Maia: A mesma praça, o mesmo banco…

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A praça tem um lugar especial na vida de todos nós. Nas pequenas cidades a praça é o ponto de encontro, é a referencia para o endereço, é sempre próxima da Igreja Matriz. É o lugar para evento publico. Em cada cidade cada praça tem a sua história e que compõe a história da sua gente. Em nossa cidade temos duas praças que possuem representações simbólicas e políticas: a Praça Barão do Rio Branco, onde sempre pulsou a vida da cidade em suas festividades. Leia a crônica do Doutor Jorge Maia.

Jorge Maia: As feiras da nossa cidade

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Por muitos anos trabalhei na Praça da Bandeira, em nossa cidade, onde funcionava a feira e aprendi a conviver com todas aquelas manifestações próprias daquela atividade; dupla de cegos violeiros, camelôs e no sábado era uma multidão que fazia da feira um lugar de encontros e a despedida era: até sábado! As pessoas da zona rural faziam do sábado o seu dia de passear na cidade e encontrar os velhos conhecidos.  Estou falando de uma fase que foi até o final da década de sessenta, pois em seguida tivemos mudanças com a criação do “Mercadão” e  depois, anos após, o que nós chamamos de “Ceasa”. >>>>>>

Jorge Maia: O Cristo de Mário Cravo e o Poço Escuro

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O Cristo de Mário Cravo, no topo da Serra do Piripiri instalado, vigia permanente da nossa cidade na condição de símbolo católico, volta o seu olhar tristonho e espantado e quem sabe desapontado com o que vê. Vivemos em um mundo difícil, desigual e injusto. Talvez difícil por ser desigual e injusto. Em sua face, contudo, a expressão que traduz o sofrimento que não é somente seu, mas a amargura e sofrimento do nordestino, e esta, parece-me que foi a intenção do artista. >>>>

Jorge Maia: O nosso Centro Histórico

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Toda cidade tem o seu centro histórico. O seu significado pode ter repercussão nacional, regional ou local. Às vezes o seu significado é apenas representativo de lembranças de um tempo muito particularizado quanto ao modo de vida ou costumes de uma cidade e tem significado de forma muito pontual.  >>>>>

Jorge Maia: Fontes, luzes e cores

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Eu era menino, e não faz muito tempo, e me lembro da fonte luminosa que existia na Praça da República, Jardim das Borboletas, no centro da cidade. Não era comum que ela funcionasse, mas em dias especiais era ligada e tínhamos alguns momentos de fascinação. Sim uma fonte luminosa fascina, em especial às crianças que se encantam com o sobe e desce das águas e procuram entender de onde vem tanta água que nunca acaba. Um fluxo constante e inalterado em que a continuidade para ser eterna. São momentos de fantasia sempre recordadas. >>>>>

Jorge Maia: O Ipê amarelo da Urbis I

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Eu tenho uma relação afetiva com a Urbis I. A nossa família foi a segunda ou terceira a mudar-se para aquele conjunto habitacional. A primeira família foi do meu tio Euclides, casado com a tia Nem. Ali morei de 1972 até 1980. Com o seu elevado número de casas e com tão poucos moradores parecia uma cidade fantasma. Era longe de tudo. Não havia casas ou qualquer outro tipo de construção. Um deserto. >>>>>>

Jorge Maia: Nesta rua não tem um Bosque

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Na minha rua não tem um bosque. Não há bosque em nenhuma das ruas da minha cidade. Para dar segurança a regra da exceção há um bosque chamado de “Bosque da Paquera”, criado pelo prefeito Nilton Gonçalves, mas que pelo pouco tempo que foi prefeito não houve a oportunidade de fixar equipamentos para a sua urbanização. Leia a íntegra.

Jorge Maia: Se esta rua fosse minha

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Uma canção de ninar, para uns, e uma declaração de amor para os apaixonados. Todos nós a conhecemos e em algum momento da vida a cantarolamos. Às vezes para embalar o sono dos filhos, em outros momentos para declarar o nosso amor. Já a cantei para os meus filhos, hoje a canto para os meus netos. A simplicidade e o lirismo dos versos nos embalam em certa inocência. >>>>>>

Jorge Maia: A vida na cidade

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Eu era menino, e não faz muito tempo, e me lembro de uma novela transmitida pela antiga Rede Tupi. Era o início da década de setenta do século vinte. Confesso que assisti a alguns capítulos. Sei que há uma versão mexicana com o mesmo título, mas desconheço o seu conteúdo. A nossa versão, brasileira, cuida da história de alguém que muda para uma cidade grande e enfrenta todas as dificuldades que as cidades apresentam. Os personagens são sempre surpreendidos pelos problemas comuns, como se a cidade fosse planejada para atormentar a vida das pessoas. >>>>>

Jorge Maia: Vestígios do Dia

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A Netiflix incluiu em seu acervo nesta semana o filme Vestígios do Dia. Fiz questão de revê-lo, pois queria recordar o seu conteúdo, depois de tanto tempo. É filme encantador, para ficar apenas em um adjetivo. Inspirado na obra de Kazuo Ishiguro.   Um nipo/inglês com nome de japonês, conhecedor da alma britânica no que havia de mais puro no comportamento de um mordomo inglês, até a primeira metade do século vinte, profissão já em extinção. A nobreza em decadência já não podia suportar as despesas para manter um séquito de tantos empregados. >>>>

Jorge Maia: Crônica de uma vida anunciada

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Penso que foi assim, uma voz anunciou: passageira Manuela, queira tomar o seu lugar, use o seu cordão umbilical de segurança e tenha uma boa viagem. O tempo é bom, sem previsão de turbulência. A viagem é longa, nove meses de duração, talvez apareça algum problema durante o percurso mas tudo será contornado pela equipe de plantão. >>>>>

Jorge Maia: Maria Joaquina, o retorno

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Beócia 30 de fevereiro de um ano qualquer

Querido Jorge Maia, não posso esconder a emoção de retornar a escrever-lhe. São dois anos de ausência, mas encontrei forças para voltar às minha atividades. Nesse tempo de ausência eu permaneci isolada e sem iniciativas, tal foi o impacto da saída de Bell do Chicletes que o mundo tornou-se um lugar estranho, mas a vida é cíclica e voltei à realidade. Leia a íntegra.

Jorge Maia: Nietzsche, Thor e Rita Pavone

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Eu era menino, e não faz muito tempo, e sempre gostei de ouvir rádio, Era na Rádio Clube de Conquista que eu ouvia os sucessos da época. Na década de sessenta do século passado um daqueles sucessos era Rita Pavone. Uma voz espevitada cantando Datemi un martelo. Dançava o “hully gully”, uma espécie de “Twist” é a comparação que eu posso fazer. Na letra havia o pedido de um martelo, ela suplicava por um martelo e queria destruir tudo que a contrariava, uma reação típica de adolescente. Não sei se ela o conseguiu, mas que a música é animada não tenho dúvida. Muitas vezes a cantarolei, não sabia a sua tradução. Quem sabe eu seria um rebelde se eu soubesse italiano!. Leia a íntegra.