Dirlei Andrade Bonfim | a era da desinformação: “da indústria cultural” à alienação moderna

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Dirlei Andrade Bonfim

A alienação é um conceito complexo, frequentemente descrito na sociologia e na filosofia como um estado em que o indivíduo perde a consciência de si mesmo, de seu valor e de sua capacidade de agir de forma autônoma, tornando-se, em certo sentido, um “objeto” ou alheio à sua própria realidade. Alguns pontos centrais sobre o que caracteriza o alienado e sua relação com a mídia, que são constatados, no jogo de poder nas relações mídia, sociedade, como aparecem as patologias individuais e coletivas. Não pertence a si mesmo: O alienado age sem ter consciência de sua própria subjetividade, aceitando crenças e comportamentos impostos de fora para dentro. O Papel da Mídia e da “Indústria Cultural”: Veículos de comunicação, TVs, rádios e redes sociais podem atuar na massificação do pensamento. A “indústria cultural” pode moldar opiniões, transformar cultura em mercadoria e incentivar o consumo sem reflexão. Acreditar em Coisas Inacreditáveis: Alienados podem ignorar fatos factuais e acreditar em narrativas simplificadas ou falsas, pois se mantém alheios à realidade concreta que os cerca. Leia na íntegra o artido do professor doutor Dirlei Andrade Bonfim.

Mecanismos de Controle: A alienação digital pode ocorrer quando indivíduos se dedicam excessivamente a assuntos triviais, polarizados ou a bolhas de informação, perdendo a capacidade de pensamento crítico.

A Dúvida como Exercício de Liberdade: O questionamento constante e a busca por informações diversificadas são considerados antídotos contra a alienação. Como diz a filosofia, a autonomia de pensamento requer coragem para não se deixar manipular por quem deseja “ensinar” a pensar.

Portanto, o Ser alienado é, segundo essa perspectiva, ter a própria capacidade de pensar e agir “transferida” para terceiros (seja mídia, Estado ou ideologias), fazendo com que a pessoa viva de forma passiva, muitas vezes acreditando em narrativas que contrariam sua própria vivência.

Nas Ciências Sociais, em particular na Sociologia, o conceito de alienação está intimamente relacionado aos processos de alheamento do indivíduo que surge por diversos motivos na vida social. Isso leva ao alijamento da sociedade como um todo, perdendo a capacidade de pensar livremente e duvidar. O estado de alienação, impede e interfere na capacidade dos indivíduos sociais de agirem e pensarem por si próprios. Ou seja, eles não têm consciência do papel que desempenham nos processos sociais.

Do latim, a palavra “alienação” (alienare) significa “tornar alguém alheio a alguém”. Atualmente, o termo é utilizado em diferentes áreas (filosofia, direito, economia, psicologia, antropologia, sociologia, comunicação, etc).

O Professor Pierre Bourdieu, na sua obra sobre a televisão*“ (Sur la télévision de 1997), nesse contexto: Bourdieu descreve a TV como um instrumento de “violência simbólica” e um mecanismo que banaliza a cultura através da “circulação circular da informação” (jornalistas que replicam o que outros jornalistas dizem), privilegiando a audiência em detrimento da qualidade intelectual, bem como, influenciando as várias camadas de “telespectadores e ou consumidores”, alienados ávidos para compartilhar boa parte do besteirol veiculado, na contra mão do processo educativo e de consciência individual coletiva e social, causando uma série de problemas, inclusive da deseducação e da inconsciência social e coletiva.

Por sua vez, o Professor Chomsky, no seu clássico Mídia, propaganda política e manipulação, de 2013), o contexto: O livro aborda como a mídia corporativa nos Estados Unidos (e, por extensão, sistemas similares) funciona como um instrumento de manipulação política, moldando a opinião pública para favorecer elites corporativas e estatais.

Os dois Pensadores trazem uma discussão aprofundada sobre, a crítica à mídia de massa como instrumento de alienação, futilização e deseducação é central na sociologia contemporânea e nos estudos de comunicação. Pensadores como Noam Chomsky e Pierre Bourdieu, analisaram profundamente como as redes de televisão e os meios de comunicação de massa produzem consenso e moldam o comportamento social.

Aqui estão citações e conceitos desses pensadores, focados na manipulação e na cultura do entretenimento, aplicáveis à realidade brasileira: Professor Noam Chomsky, no seu clássico a “Manipulação da Mídia”. Chomsky, linguista e ativista norte-americano, analisa a mídia como uma ferramenta para “fabricar consenso” e manter a população alienada de questões políticas estruturais.

A “Futilização” da atenção: Chomsky argumenta que a mídia de massa inunda o público com entretenimento banal para evitar que ele interfira em assuntos públicos.

O papel das TVs: Em (2018), ao comentar sobre a concentração de mídia no Brasil (mencionando implicitamente a Globo), Chomsky afirmou que a mídia brasileira é um exemplo de como a informação é usada para favorecer interesses privados. Ele declarou que “uma mídia como a brasileira seria fechada nos EUA” devido ao seu nível de manipulação.

Controle da Mídia: Em seu livro Controle da Mídia, ele explora como a propaganda e o controle da informação impedem a população de entender a verdadeira natureza da política.

Pierre Bourdieu e a “Violência Simbólica” na TV, em qualquer horário. Bourdieu, sociólogo francês, analisou o poder da televisão em moldar a percepção pública através da “violência simbólica” — uma dominação invisível que faz o dominado se sentir cúmplice.

A “Televisão Narcísica”: Bourdieu definiu que a televisão transforma a informação em espetáculo e futilidade, descrevendo-a como uma “indústria de fantasias”.

O processo da deseducação: Bourdieu argumenta que a TV impõe uma “censura invisível” através do ritmo acelerado, debates superficiais e busca por audiência (audiometria), o que impede a reflexão e deseduca a sociedade, reduzindo o conteúdo intelectual.

A reprodução das desigualdades: Bourdieu sustenta que a mídia tende a reproduzir as desigualdades sociais e o habitus dominante, inculcando uma cultura que favorece o status quo.

Outros Pensadores e a Indústria Cultural, da (Escola de Frankfurt) : Embora os resultados focados em Bourdieu/Chomsky, a base teórica sobre futilização vem da Escola de Frankfurt: tais como Adorno e Horkheimer (Indústria Cultural): Eles argumentavam que a produção em massa de cultura (filmes, novelas, programas de rádio) transforma o público em um consumidor passivo, alienado e fútil, cuja única função é perpetuar o sistema capitalista.

O processo da Deseducação: O processo de futilização da cultura e da educação ocorre pela substituição do pensamento crítico pela “pseudocultura”, onde a emoção e o entretenimento superficial substituem o conhecimento e a reflexão.

A Mídia de Massa no Brasil e os estragos no processo de alienação da sociedade. A aplicação desses conceitos ao Brasil, com redes como a Globo, é comum na análise crítica, focando em: Qual o real papel da programação das Redes de Tvs, como os programas de auditórios, as Novelas: Vistas como indutoras de comportamentos e valores que muitas vezes ignoram as complexidades da realidade brasileira, promovendo um ideal de vida fútil.

O Jornalismo direcionado para focar determinados temas: Criticado por produzir “inércia midiática”, onde o silenciamento de temas sociais graves ou a abordagem de forma superficial geram desinformação e despolitização e o não debate das questões importantes e relevantes, tudo fica na discussão rasa e sem perspectiva.

O objetivo dos meios de comunicação de massa (TV, rádio, jornais, grandes portais) ao promover a alienação é, sob a ótica da teoria da Indústria Cultural (desenvolvida por Adorno e Horkheimer), manter o conformismo social, perpetuar o status quo e favorecer interesses econômicos e políticos de classes dominantes. A alienação, neste contexto, é o processo de afastar os indivíduos da capacidade de pensar criticamente, focando-os no consumo e em entretenimento superficial.

Alguns dos principais objetivos desse processo incluem:

A Padronização do Comportamento e Pensamento: A produção de conteúdo em massa (filmes, músicas, notícias, novelas), gera uma homogeneização cultural. Isso faz com que as pessoas consumam os mesmos valores, ideias e produtos, limitando o pensamento crítico e a reflexão crítica sobre a realidade social.

O Fomento ao Consumismo (Indústria Cultural): A mídia transforma cultura em mercadoria e cria “necessidades artificiais”. O objetivo é transformar a população em consumidores passivos que associam sucesso pessoal ao consumo de produtos, mantendo o sistema econômico capitalista girando.

A Dominação Ideológica e Manutenção do Status Quo: Ao naturalizar desigualdades e despolitizar as massas, a mídia atua para mascarar conflitos de classe e evitar questionamentos à ordem estabelecida. As informações são frequentemente filtradas para favorecer grupos de poder.

O Entretenimento como Fuga da Realidade: O entretenimento é utilizado como um mecanismo para aliviar o estresse do trabalho, mas também serve para distrair a população de problemas sociais, políticos e econômicos mais graves, gerando conformismo.

A Manipulação da Opinião Pública: A mídia molda atitudes e comportamentos, influenciando o que a população considera “verdade” ou “normalidade”, muitas vezes ignorando perspectivas alternativas ou críticas.

A alienação funciona, portanto, como uma forma de controle social, onde a “diversão” e a informação simplificada transformam sujeitos críticos em objetos de mercado.

Assim, a era da Desinformação: da Indústria Cultural à alienação moderna, descreve o cenário contemporâneo onde a produção massiva e rápida de informações — muitas vezes falsas, tendenciosas ou irrelevantes — é utilizada para manipular a opinião pública, padronizar comportamentos e manter a alienação social. Esse processo é uma evolução da “Indústria Cultural” teórica, adaptada à velocidade da internet e das redes sociais, resultando na criação de uma falsa consciência que impede a reflexão crítica e a emancipação humana.

Alguns pontos desta Era:

Raízes na Indústria Cultural: O conceito, desenvolvido por Adorno e Horkheimer, refere-se à transformação da cultura em mercadoria produzida em massa para entretenimento e lucro. Ela padroniza comportamentos e cria necessidades artificiais, gerando alienação.

Desinformação Digital (Fake News): Na era moderna, a indústria cultural se expandiu. A desinformação não é apenas mentira, mas um conjunto de técnicas para enganar, incluindo informações fora de contexto, conteúdos manipulados (deep fakes) e informações inventadas para manipular eleições ou destruir reputações.

Alienação Moderna: Diferente da alienação clássica (focada no trabalho), a alienação moderna ocorre através do consumo de entretenimento superficial e do excesso de informações (sobrecarga informativa). Isso distrai o indivíduo de problemas sociais e políticos reais, tornando-o passivo e manipulável.

A Sociedade da Desinformação: É uma sociedade facilmente coagida, onde as possibilidades de pensamento crítico se tornam escassas, pois os indivíduos vivem em “bolhas” de informação que reforçam (o status quo).

Consequências: Homogeneização de costumes, diminuição da capacidade crítica, aumento da polarização, danos à saúde pública e erosão da confiança nas instituições.

Portanto, a era da Desinformação transforma a promessa de conhecimento da era digital em uma ferramenta de controle, onde a verdade é substituída pela pós-verdade e a reflexão é trocada pela diversão alienante.

A alienação na era da desinformação, potencializada por fake news, não é um subproduto acidental da tecnologia, mas sim um terreno cultivado para fins políticos. A extrema direita, no Brasil e no mundo, tem se destacado na utilização da desinformação como ferramenta estratégica para explorar o medo, criar polarização e desestabilizar instituições democráticas.

Vamos verificar como esse mecanismo funciona e como a extrema direita se aproveita dessa dinâmica: O Mecanismo da Alienação Digital. A alienação digital é definida pela dependência excessiva das tecnologias e pela incapacidade de analisar criticamente o conteúdo consumido, resultando na substituição da realidade por uma “verdade” virtual construída.

Bolhas de Informação: Algoritmos de redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp, confinam usuários a bolhas de conteúdo que apenas reforçam visões de mundo pré-existentes, tornando-os menos suscetíveis a fatos contraditórios.

A “Alienação do Mundo”: A fluidez das imagens e notícias falsas gera uma alienação do mundo real, onde o indivíduo confia mais em um vídeo manipulado no WhatsApp do que no consenso científico ou jornalístico.

A Desinformação como Ferramenta de Poder. A extrema direita adota a desinformação como uma estratégia central para desestabilizar democracias e angariar vantagens eleitoral.

Negacionismo e Medo: Campanhas falsas negam evidências (climáticas, científicas) e exploram o medo (crises econômicas, pautas morais) para manter a base mobilizada.

Ataque às Instituições: A desinformação é usada para desacreditar ativamente a imprensa profissional, o Judiciário e o sistema eleitoral, retratando-os como inimigos da população.

Uso de Inteligência Artificial: A extrema direita utiliza cada vez mais deepfakes e IA para criar falsas narrativas realistas, dificultando a distinção entre verdade e mentira.

Como a Extrema Direita se Aproveita dos “Alienados”. A estratégia da extrema direita não é apenas informar, mas criar uma identidade de grupo baseada em crenças compartilhadas, mesmo que falsas.

Criação de Inimigos Comuns: A alienação é reforçada pela criação de narrativas de “nós contra eles”, transformando adversários políticos em ameaças à família, à nação ou à religião.

Alternativa à Mídia “Globalista”: A extrema direita constrói seu próprio ecossistema de mídia e “alt-tech” social, onde a “verdade” é filtrada para atender a uma pauta nacionalista, xenófoba ou reacionária.

Aproveitamento de Tragédias: Em momentos de crise (como as enchentes no RS), a extrema direita espalha desinformação para desacreditar o governo e aumentar o pânico, transformando a fragilidade emocional da população em capital político.

Narrativa de “Vítima”: A extrema direita se posiciona como salvadora de uma população “enganada por elites”, o que permite que apoiadores ignorem escândalos ou fatos contra seus líderes.

O “alienado” na era das fake news é aquele que, imerso em uma bolha de desinformação, é mais facilmente manipulável por teorias da conspiração e narrativas divisivas, consolidando um eleitorado que reage emocionalmente em vez de racionalmente às pautas da extrema direita.

A relação entre alienação e a ascensão de discursos extremistas é frequentemente analisada como um processo onde a desinformação atua como combustível para ressentimentos sociais.

A “Engrenagem” da Alienação: O uso descontrolado de redes sociais pode gerar um estado de alienação social, onde o indivíduo perde o contato crítico com a realidade factual. Nesse cenário, o ecossistema de desinformação da extrema direita utiliza canais como: Instagram, WhatsApp, Telegram e YouTube para difundir teorias conspiratórias que oferecem explicações simplistas para problemas complexos.

A Instrumentalização do Ódio: Pesquisadores indicam que o discurso de ódio e as fakenews se retroalimentam: as notícias falsas impulsionam o ódio, enquanto o ódio fomenta a disseminação de mentiras através de preconceitos e bolhas informacionais. O discurso muitas vezes se manifesta como uma revolta contra a própria condição de exclusão ou deseducação, sendo direcionado a minorias, como: (negros, imigrantes, LGBTQIA+, etnias) como bodes expiatórios.

Conexão com o Nazifascismo: O uso de táticas de desinformação, como a negação de fatos históricos ou a incitação à violência contra grupos específicos, é apontado por especialistas como uma forma de institucionalizar perseguições com traços autoritários, similares aos movimentos fascistas clássicos.

O Papel das Redes: As plataformas digitais favorecem a radicalização porque o conteúdo agressivo captura mais atenção e gera mais engajamento (e lucro), criando uma afinidade estrutural entre o extremismo e a monetização.

Assim, a era da desinformação contemporânea representa uma evolução sofisticada da “Indústria Cultural” descrita por Adorno e Horkheimer, migrando da padronização dos meios de comunicação de massa do século XX para a personalização algorítmica das redes sociais no século XXI. Esse cenário atual favorece a alienação moderna, onde o consumo rápido de entretenimento e notícias falsas (fake news) substitui o pensamento crítico, facilitando a ascensão da extrema-direita através da “discurso de ódio e a polarização das bolhas patológicas coletivas”.

Engenharia do Caos: A extrema-direita utiliza as redes sociais como “Engenharia do Caos”, criando inimigos imaginários para unificar seguidores através do medo e do ódio.

Negócios do Ódio: O ódio nas redes não é apenas ideológico, ele é monetizado. Plataformas digitais lucram com a polarização, impulsionando discursos de extrema-direita que muitas vezes violam normas democráticas, transformando a intolerância em “negócio lucrativo”.

“Cortes” e Viralização: Estratégias de extrema-direita envolvem a criação de vídeos fragmentados (cortes) que descontextualizam informações para viralizar rapidamente, burlando a legislação eleitoral e criando universos paralelos.

Neofascismo Subterrâneo: Redes sociais não inventaram o fascismo, mas criaram o terreno fértil (uma “Caixa de Pandora”) para a emersão de uma mentalidade autoritária que estava latente.

Algumas Considerações finais, longe da Conclusão. Portanto, fiquemos muito atentos, pois a transição para a era digital, intensificou o processo de alienação, onde a indústria cultural contemporânea — movida a algoritmos — funciona como ferramenta estratégica da extrema-direita, para os alienados de plantão para a disseminação do discurso de ódio, a propaganda enganosa e a desestabilização democrática.

Algumas referências:

Bourdieu, Pierre. Poder Simbólico e Mídia, edição – (1997).

Bourdieu analisa como os meios de comunicação produzem uma “violência simbólica” e como o “habitus” (sensibilidade internalizada) é influenciado pela mídia.

Livro: Sobre a Televisão (1997) – Analisa como a mídia, ao buscar audiência, simplifica e deforma a realidade.

Livro: O Poder Simbólico (1989) – Aborda a construção da realidade através da linguagem e da dominação social.

Livro: Contrafogos 1: táticas para enfrentar a invasão neoliberal (1997) – Crítica à ditadura da mídia e ao neoliberalismo.

Noam Chomsky: Manipulação e Consentimento (2017).

Chomsky foca na “fabricação do consentimento”, onde a mídia de massa, controlada por elites, manipula a opinião pública. Livro: Mídia: Propaganda Política e Manipulação (2015, Ed. WMF Martins Fontes) – Explica o poder de manipulação na democracia moderna.

Livro: Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media (com Edward S. Herman) – Analisa como a desinformação funciona como censura sutil.

Livro: O Essencial Chomsky (2024, Ed. Crítica) – Reúne ensaios sobre mídia, política e filosofia.

Indústria Cultural (Adorno e Horkheimer). Base teórica para entender a padronização cultural e a alienação.

Livro: Dialética do Esclarecimento (Theodor Adorno e Max Horkheimer) – Essencial para o conceito de Indústria Cultural e a transformação da cultura em mercadoria.(2020).

Era da Desinformação e Alienação Moderna

Autores contemporâneos que conectam a Indústria Cultural com a internet e fake news.

Autor/Livro: A era da desinformação, de Marco Schneider (2022) – Analisa o panorama atual de fake news e desinformação.

Obra/Estudo: A Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu, a Internet e o papel das fake news no processo de alienação (Revista Cognitionis, 2024) – Estudo contemporâneo sobre a aplicação de Bourdieu na internet.

Jessé Souza. A edição mais citada de A Elite do Atraso foca na herança escravocrata do Brasil e na crítica às instituições modernas.

SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017/2019.

Livro/Relatório: Desinformação: crise política e saídas democráticas para as fake news (2020, Veneta) – Organizado por Helena Martins (Intervozes), investiga a base econômica da desinformação digital.

*contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.02/2026.1.

 

 

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