
Jorge Maia | advogado e professor
Tenho o hábito de cantar ao fazer uma caminhada, ao arrumar um ambiente, ou mesmo ao andar pelas ruas e canto muito bem no chuveiro. Gosto de cantar. “Canto porque o momento existe, não sou alegre, nem triste”. Com facilidade saio de um forró para um samba e emendo com uma música antiga: “Tão longe de mim distante”. E sigo fazendo barbeiragens entre o dó e o lá. Não posso esquecer de “La donna è mobile”; Hey Judy e por aí vai. Não tenho o menor conhecimento musical, mas insisto em fazer a vida mais bonita usando os versos e tons à nossa disposição. Não seleciono uma trilha sonora, ou como dizem agora: playlist. Vou divagando com as escolhas aleatórias e depois de ‘Nessun dorma’ deparo-me cantando: ‘’nem se despediu de mim”. Não posso ignorar que o ecletismo é esquisito, mas rico em oportunidades de produzir um falsete, ou quem sabe um tanto de tenor. Vou com facilidade de “Que será, será?” a Tristeza do Jeca e confesso que fico encantado com tamanha versatilidade. Confira acrônica de Jorge Maia.



















