
O trecho da Avenida Caracas, no bairro Jurema, Zona Sul de Vitória da Conquista, permanece bloqueado para o tráfego sem previsão de liberação. A medida, adotada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (SEINFRA), ocorreu logo após a fatalidade que vitimou a dona de casa Rosânia Silva Borges, de 47 anos, arrastada por uma enxurrada na última semana. Na manhã desta terça-feira (17), o BLOG DO ANDERSON percorreu a via e constatou a presença de placas de sinalização com o alerta: “Trecho sujeito a alagamento”. No momento, o Governo Municipal de Vitória da Conquista executa intervenções emergenciais, focadas na instalação de barreiras metálicas (guardrails) para aumentar a segurança de pedestres e condutores. Paralelamente, a Caixa Econômica Federal aguarda a finalização de ajustes técnicos, licenças ambientais e estudos complementares por parte do município. Esses documentos são essenciais para autorizar a abertura do processo licitatório das obras definitivas de macrodrenagem, que contam com recursos do Programa de Aceleração ao Crescimento.






















A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e informou que, por determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação. “Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil”, disse a corporação. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A ministra da Igualdade Racial, Anielle Francisco da Silva, mais conhecida como Anielle Franco, disse em rede social que testemunhas informaram que o carro da médica negra foi confundido com o de criminosos. “Até quando a ausência de políticas eficazes de segurança pública continuará produzindo cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras para a violência?”, questiona a ministra. Segundo Anielle, a médica atuava há 28 anos no cuidado com a saúde das mulheres. Era ginecologista e cirurgiã-geral. “Sabemos o quanto custa para uma mulher negra acessar a universidade e se tornar médica. É doloroso perder Andréa a tudo o que ela representa”, afirmou Anielle, ao acrescentar que está pressionando as autoridades responsáveis para que haja uma investigação rápida e rigorosa. As informações são da Agência Brasil.



















