
Em entrevista concedida ao BLOG DO ANDERSON na tarde desta quinta-feira (13), no Centro Empresarial Maria Helena Caires, a advogada, professora, escritora e presidente da Casa da Cultura Carlos Jeovah, doutora Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, fez um panorama sobre os trabalhos da instituição, os desafios do setor cultural conquistense e a sua trajetória pessoal de superação. Com 52 anos de existência e mantendo cursos tradicionais de piano, teclado e violão há quatro décadas, a Casa da Cultura tem expandido sua atuação na formação artística e na conscientização social de jovens e famílias. Entre as novidades, destacam-se a retomada do grupo de teatro e o fortalecimento do grupo de estudos literários.
Na área de instrução social, o destaque é o projeto Pedagogia Digital: Instrução e Cidadania nas Redes, desenvolvido há oito anos em escolas públicas e em palestras voltadas para pais e educadores. “Estamos levando para as escolas públicas como utilizar a internet de forma segura e responsável. Levamos palestras aos pais para que ensinem os filhos a lidar com as questões digitais, controle parental, dieta midiática, cyberbullying e os grandes perigos da rede, como jogos, vícios e conteúdos de automutilação”, explicou a presidente da entidade. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino e membro da Academia Conquistense de Letras, a pesquisadora aplicou seu conhecimento do Direito Digital ao cenário dos equipamentos culturais da Joia do Sertão Baiano.
Ela destacou a necessidade de ampliação dos investimentos e valorização financeira dos profissionais das artes. Além disso, revelou que, após articulações e reuniões na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, por iniciativa do presidente Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, e parlamentares apoiadores, a cidade sediará no final deste ano o Primeiro Festival de Teatro de Vitória da Conquista. “Na época do presidente Carlos Jeovah e do prefeito José Raimundo, a Casa da Cultura e a Prefeitura compraram em condomínio o Solar dos Ferraz. A Casa da Cultura possui 47% e a Prefeitura 53%. Estamos em tratativas para negociar a nossa parte com o município para que o espaço seja conservado e receba a destinação que a cidade precisa”, pontuou. A gestora ressaltou ainda que a revitalização do Teatro Carlos Jeovah, da casa que pertenceu à família do cineasta Glauber Rocha e do Cine Madrigal está pactuada no Plano Municipal de Cultura para os próximos dez anos.
Ao compartilhar sua experiência pessoal, a doutora Poliana Policarpo contou o aprendizado do período em que precisou se afastar das atividades acadêmicas e culturais para enfrentar um câncer de mama, passando por 16 sessões de quimioterapia, cirurgia e radioterapia. A vivência deu origem ao seu livro mais recente, Tulipas Raras, que retrata histórias de coragem, obstáculos e superação de diversas mulheres. “A vida parece que para e você precisa focar na sua sobrevivência. Superei com muita fé, rede de apoio e força de vontade. Fiquei mais forte, mais viva e com mais vontade de existirmos e continuarmos pela cultura, pela literatura e pelo ensino aos nossos jovens”, concluiu a escritora.







































