Academia do Papo com Paulo Pires: O saudosismo e a compreensão paterna de doutor Valdir Barbosa

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Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

Acabo de ler a crônica do delegado aposentado, advogado e homem de Letras, Valdir Gomes Barbosa. A contribuição de doutor Valdir à segurança do estado e, por que não dizer, segurança nacional, é imensa. Homem de esmerado domínio técnico-científico dentro de sua área, Valdir tornou-se uma referência para a História da Segurança Pública do Estado da Bahia (com reconhecimento nacional) e mereceu (merece) nossos aplausos pela belíssima trajetória que lhe auxilia na edificação de sua rica biografia. >>>>

Academia do Papo: Bolsonaro destrambelhado

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Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

O venerado jornalista Xico Sá disse que Bolsonaro só é assim porque sabe que há um contingente enorme de pessoas no Brasil que pensa igualzinho a ele…. E disse mais o famoso jornalista:  Bolsonarius não tem culpa de nada ou de quase nada em relação à sua conduta nada exemplar.   Há dezenas de anos, o capitão que foi  expulso do exército,  sempre  demonstrou ser pessoa totalmente desprovida de qualidades morais aceitáveis. A grande mídia, que hoje está se fazendo de vítima, sabia quem era Bolsonaro, mas desavergonhada e incompreensivelmente deu-lhe total apoio. >>>>>>

Academia do Papo com Paulo Pires: pesquisador americano denuncia Operação Lava a Jato

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 Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

Pesquisador americano Mark Weisbrot denunciou  com  dados concretos (provas irrefutáveis)  como a Operação Lava a Jato se relacionou com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para fazer LAWFARE (uso de instrumentos legais com fins políticos) contra Lula e contra o Partido dos Trabalhadores. Leia na íntegra.

Academia do Papo com Paulo Pires: Operação Lava Jato a serviço dos Estados Unidos da América

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 Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

“Os Estados Unidos usaram a Lava Jato para atingir um “objetivo da política externa, que era se livrar de Lula e Dilma Rousseff e avançar um pouco mais no processo de “demolir” a independência dos países latino-americanos que não estão alinhados com o governo norte-americano. “É o que avalia o economista e pesquisador norte-americano Mark Weisbrot”.  Qualquer tentativa de excluir esses reais propósitos estadunidenses, argumentando com ironias a desgastada Teoria da Conspiração,  é falta de leitura, somada à ingenuidade e ignorância sobre  acontecimentos absurdamente concretos. A história da política externa dos Estados Unidos da América a partir do Século XX é sabotar, isolar, boicotar, ultrajar, semear pânico, plantar miséria, subornar militares, invadir, destruir governos que não lhes são alinhados  e promover financiamentos para destruição ou desconstrução de Países que possam trazer prejuízos aos  seus interesses.  Leia na íntegra.

Academia do Papo: Comentário sobre um artigo do economista Paulo Nogueira Batista

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Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

O renomado economista brasileiro, Paulo Nogueira Batista Junior, cujo currículo faz inveja aos mais doutos companheiros de formação, diz em belo artigo que entre os males que acometem os Economistas consta aquele de obedecer a certos critérios que a Moral abomina. No caso, para ser bem objetivo, doutor Paulo menciona os Economistas Bufunfeiros. … Bufunfeiros? O que é isso? São aqueles que são (ou foram) doutrinados pela Escola de Chicago (monetaristas) e que depois de formados, retornaram aos seus Países de Origens totalmente doutrinados, ou melhor, catequizados para disseminar a cultura capitalista que tão bem faz aos Estados Unidos da América. >>>>>>

Academia do Papo: O que começa errado termina errado

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 Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

O senhor Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil (por enquanto) tem o péssimo hábito de fazer afirmações de ordem político-econômico-social pela manhã e à tarde (ou até antes do final da tarde) desdizer-se com a maior naturalidade. Já houve situações em que ele disse uma coisa cedinho, antes do meio dia falou outra e à tardinha colocou outra que se contrapunha às duas anteriores. Confira a Academia do Papo na íntegra.

Academia do Papo na Democracia em Vertigem: comentário para o programa Conquista de Todos

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Paulo Fernando de Oliveira Pires

Um dos fatos mais intrigantes na vida política de um País relaciona-se a aceitação ou não de sua realidade. O Brasil neste momento está vivendo uma situação interessante sob o ponto de vista da convivência com a sua realidade. Há quem afirme que a realidade que ora se apresenta é a ideal e, por outro lado, há quem rejeite essa realidade, sob protestos e argumentos de que essa situação ou essa realidade não representa o que a Civilização Moderna postula em seus estágios mais avançados. Um dos exemplos mais cristalinos da aceitação, rejeição ou deformação da realidade, aplica-se à interpretação do documentário Democracia em Vertigem realizado pela competente cineasta-documentarista mineira Petra Costa. >>>|>>

Academia do Papo: Há sentido lógico e explicações morais para o terrorismo dos Estados Unidos?

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Paulo Pires

O ato terrorista dos Estados Unidos contra o Irã levantou poeira em todo o Planeta e, por conseguinte, é visto sob diversos ângulos e dimensões geopolíticos, objeto, como não poderia deixar de ser, deplorado pela maior parte dos observadores especialistas em relações internacionais. O primeiro questionamento que se faz é sobre a Lógica do ataque. O presidente dos Estados Unidos, que aos olhos das pessoas sensatas do mundo parece não gozar de boa saúde mental, justificou o ataque dizendo que o ordenara porque teve informações que os iranianos iam atacar seu País. Será que isso é verdade? Na avaliação dos melhores analistas de conjuntura internacional, essa justificativa não tem fundamento, principalmente se for levado em conta que os Persas, desde a Era Cristã, perderam o hábito de invadir países (isso ocorria na História antiga). >>>>>>

Academia do Papo: Mais Woodstock, menos Vietnã

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Paulo Fernando de Oliveira Pires | paulopires@uesb.edu.br

As Centúrias que compõem a Velha Ordem Mundial ainda hoje não conseguem digerir o momento de ruptura representando pelo Festival de Woodstock. Reclamam que foi a partir do famoso Festival que a juventude entrou num processo irreversível de uso de drogas, prática de sexo sem limite e audição desesperada de uma música pobre em música cuja principal característica era assassinar harmonia e melodia. Não é bem assim. >>>>

Aniversário da Cidade: Bolero para Vitória da Conquista em seus 178 anos e emancipação política

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Paulo Fernando de Oliveira Pires | paulopires@uesb.edu.br 

Seis horas da manhã e a gente no Terminal

O dia bem começa e lá vem os primeiros raios de Sol

Cada um cuida de si e a vida vai sendo construída

Do outro lado da Galeria, galinhoteiros, meninos de Carrêgo e bêbados

Os camelôs ainda não chegaram às calçadas,

Mas há um breve prenúncio de burburinho

Pretinho Sapateiro desce do Guarani >>>>>>>>

Academia do Papo com Paulo Pires: Crônica para dois cachorros e outros amigos

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 Paulo Fernando de Oliveira Pires | Professor | paulopires@uesb.edu.br

Eu tenho dois cachorros, um fica dentro do copo e o outro em um guardanapo. Às vezes me confundo e coloco whisky onde o primeiro está. Ele acorda e me alerta para sua presença. Largo o Copo e pego o guardanapo. O segundo se levanta e cheira meu bigode. Dispenso o copo e o guardanapo e eles já sabem que vou sair. Exigem de mim que os leve. Coloco-os à frente como dois bons meninos e caminhamos pela vizinhança. Daí o sol aparece para todos… e eles abanam os raios com os rabinhos. >>>>>>

Greve: Um direito real do trabalhador e um erro social do líder ambicioso

1-DSC_0218                                                                                      Paulo Pires

O instituto da greve ainda permanece como instrumento de reivindicação ocupacional e é fruto de uma das mais sagradas conquistas do trabalhador nas sociedades avançadas.   Desde sua utilização por trabalhadores franceses, insatisfeitos com os padrões de remuneração salarial e condições de trabalho que lhes eram impostas, a greve se apresenta como um instrumento mediador entre a realidade de quem detém o Capital e a necessidade de quem oferece o Trabalho.

Academia do Papo

Paulo PIRES

Mini crônica de Maria Fernanda

Paulo Pires

Meu nome é Maria Fernanda. Sou bem pequena; não sei falar nem escrever direito, só tenho um ano e três meses. Quando quero coisas, digo pelos olhos e todos me entendem. Meu avô é Nailton e anda com um treco que ele chama de bengala. Minha vó é Ana e vive o tempo todo na cozinha (ou então cantando música, no final de semana). Tem uns tios que não me deixam sossegada. Minha prima Mariana me ensinou a falar a palavra Xixi. Eu gostei e falei juntiho e baixinho prá ela: Xixi. Ela sorriu e contou para mais gente. Eu choro, choro durante muito tempo.

O Sociólogo e algumas verdades inconvenientes

Por Paulo Pires

Ontem à noite a TV Cultura de São Paulo exibiu entrevista com o famoso sociólogo e professor italiano Domênico de Masi.  Pena que parte considerável  da Sociedade Brasileira não tenha podido assistir (ouvir) esse pensador que,  apesar de alguns delírios,  tem dado significativas contribuições ao pensamento contemporâneo.  É possível que parte da sociedade brasileira não viu o programa com o sociólogo porque estava ligada no educativo, famoso e imprescindível  B.B.B. No decorrer da entrevista a repórter especial da Folha de São Paulo Cláudia Collucci  ficou perplexa quando ouviu do professor  que o mundo hoje tem muito mais Ética do que em tempos passados. A repórter arrepiou os cabelos, mas teve que se render à exposição histórica [robusta] feita pelo grande intelectual. 

História é história: Jânio Freitas com Lula

Foto: Facebook / Jânio Freitas

Por Paulo Pires

A foto acima, mostra nosso amigo e companheiro de Partido (PT) Jânio Freitas com o ex-presidente Lula da Silva em meados dos anos de 1980, quando por aqui passou pela primeira vez o grande líder político. Importa dizer que com esse documento fotográfico, Jânio enterra de vez a opinião de alguns que achavam que o famoso radialista e homem de comunicação era um neófito (ou cristão novo) dentro do Partido dos Trabalhadores. Ao contrário. Jânio, assim como seu irmão Lafayette (Fit) e outros membros da Família, estão entre os primeiros conquistenses a aderirem a mensagem e a linha programática propostos pela agremiação trabalhista a partir daquele famoso 10 de fevereiro de 1980 no Colégio Sion, em São Paulo, quando o Partido foi fundado.

Rua da Avenida, breve história com pessoas

Por Paulo Pires

Vitória da Conquista é um lugar chegado a pleonasmos.  Começa pelo nome da cidade. Adoramos subir prá cima, entrar prá dentro e falar do protagonista principal. A  cidade tem uma vitória dentro da conquista (ou vice versa). Até a década de 1970, tínhamos um logradouro público no centro da cidade ao qual demos o nome de Rua da Avenida. Peraí, você não entendeu? Sim, o nome da via pública era esse mesmo que você leu: Rua da Avenida. Algo equivalente a Travessa do Beco ou Largo da Praça. Os cidadãos mencionavam o nome do logradouro com o maior orgulho. Em nosso falar havia uma deliciosa ênfase ingênua. O pessoal de fora devia achar o máximo uma cidade ter um logradouro com o nome de Rua da Avenida.

Instante Conquistense

Foto: Blog do Anderson

Vixe Maria, seu hômi, quem vem lá?
Será o Coronel João Gonçalves?
E ao seu lado?
Será Faustina?
Sei não, sei não.
Deve ser um dos dois
Ou os dois na mesma sina.
Esta Terra de Conquista, primeiro como Arraial,
Que depois Vila certa,
Vila boa Imperial
Tem pimenta, carne e sonho,
Lhe faltava um pouco sal,
Eita Terra… Boa Terra
Eu daqui num saio não.
Sei que mataro os índio
Uns até a traição
Mas a Terra aqui é boa
E daqui num saio não!

Paulo Pires em homenagem aos 172 anos de Vitória da Conquista

Facebook é ou não um bom instrumento de campanha política?

Por Paulo Pires

Alguns contatos facebookianos declaram-se (com  alguma razão) avessos à candidatos que utilizem  o FACEBOOK como instrumento de divulgação de campanha.

Em tese esses contatos (ou pessoas)  estão corretos. É desagradável e recriminável  pensar que um ser humano se  tornou “amigo” de outro pelo FACEBOOK com o objetivo mesquinho de obter desse amigo, vantagens  ou  apoio para sua campanha eleitoral. Por outro lado cabe perguntar:  E as campanhas políticas que picham muros, despejam pelas ruas milhares de santinhos, usam poderes econômicos descontrolados, injetando recursos também sem controle em  cabos eleitorais, fortunas em faixas, outdoors, enfim, sujando o ambiente em todos os pontos do município?  O que dizer desses candidatos? O autor deste comentário, também candidato,  tal qual ocorre com a grande maioria, declara-se sem recursos para realizar sua campanha. Não tenho dinheiro para  arabescos e balangandãs e  diante dessa penúria pergunta:  O que fazer?

Pequenas Notas

Paulo Pires

Olavo de Carvalho: O “nosso lado” e o “outro lado”

O filósofo Olavo de Carvalho, em seu livro Imbecil Coletivo, entre tantos temas que aborda, trata da questão do embate político ideológico colocando sobre a mesa a questão de “o nosso lado” e o lado antagônico, ou seja, o “outro lado”. O irônico e irritado filósofo assevera e nisso ele está tecnicamente correto que os políticos agem sob  o instinto de que quem faz parte do “nosso lado” é bom; E quem faz parte do “outro lado” não presta. Não importa quem esteja falando, mas de quem se esteja falando. O “outro lado” quando fala de si, o faz como “o nosso lado” e esse é o lado bom. O mesmo se dá com o “outro lado”  que também se julga o lado bom. Durma-se com um barulho desses. O filósofo Sartre dizia que “o inferno são os outros”. O jogo de palavras de Olavo é interessante. Ele é inteligente e parece gostar de dois dos seus principais defeitos. O primeiro deles: Ele é doido. O segundo: Não tem papas na língua. Quem conhece o filósofo considera que a sua loucura pode ser explicada pelo fato de ele mesmo se considerar o Pai do Pensamento Perfeito. Infelizmente muitas pessoas demonstram  desapreço às suas idéias e isso o deixa mais furioso ainda. Quanto a loucura dele e dos filósofos em geral, recomenda-se buscar o que disse o poeta Fernando Pessoa sobre esses seres maravilhosos.

Conquista cidade aberta

 Por Paulo Pires 

Fato evidente [e louvável] no cotidiano de Vitória da Conquista é o empenho de quase todos os seus segmentos discutindo questões relacionadas ao município. As hipóteses que se constroem como respostas às nossas demandas e propostas, mesmo que não sejam brilhantes, são dignas de louvor. Apela-se, em muitos casos, para o bom senso. Este, conforme observa Descartes na página inicial do seu Discurso sobre o Método: “… é a coisa melhor dividida no mundo, pois cada um se julga tão bem dotado dele que ainda os mais difíceis de serem satisfeitos em outras coisas não costumam querê-lo mais do que tem”.  Na realidade quase todo mundo dá pitacos sobre a cidade. Consideramos esse fator como algo positivo. Discute-se sobre o que está bom, sobre o que nos falta, quais são nossos erros, nossos acertos. O que deveríamos ter feito e o que precisamos fazer. Quais são os problemas mais urgentes?   Como e o quê  exigir para que o gestor municipal tome decisões acertadas e urgentes em relação ao bem estar do povo?