Aniversário da Cidade: Bolero para Vitória da Conquista em seus 178 anos e emancipação política

Foto: BLOG DO ANDERSON

Paulo Fernando de Oliveira Pires | paulopires@uesb.edu.br 

Seis horas da manhã e a gente no Terminal

O dia bem começa e lá vem os primeiros raios de Sol

Cada um cuida de si e a vida vai sendo construída

Do outro lado da Galeria, galinhoteiros, meninos de Carrêgo e bêbados

Os camelôs ainda não chegaram às calçadas,

Mas há um breve prenúncio de burburinho

Pretinho Sapateiro desce do Guarani >>>>>>>>

E o pessoal de “seu” Bem Padre está na Praça Gerson Sales olhando o céu

Hoje não existe mais o Bar de Gié

Mas ainda há um controlado barulho no Bar de Reca

Na Alziro Prates ouve-se o mínimo do som da noite

Parece que na Olívia Flores pessoas começam a andar com tênis de pano

E sonham nas caminhadas como se estivessem em colchões fazendo anos

Praça Nove de Novembro, João Gonçalves da Costa, Elomar Figueira e Badú.

O corredor começa  na Bartolomeu de Gusmão mas é apenas o começo

Nas bandas da Escola Normal só saudade de Arthur Seixas Pereira

E também daquela moradia imensa de Seu Zé Capitolino

A TV abraça a cidade pelo diretor Cauto Freitas

Judson fica à vontade como um platelminto encravado no fundo mar azul

Jovens pela manhã se ocupam do Redação Brasil

São quase oito horas e o barulho aumenta, logo vem  a Avenida Brumado

Apitos do Guarda, freadas, paradas bruscas, taxi com pressa

Cheiro de feijoada na Lanchonete dos Cabeludos na Lauro de Freitas

Todo mundo parece ir depois para Falcão, o dos Calçados…

As rosas estão silenciosas na frente da casa de dona Henriqueta

Todo mundo de lá foi embora, a última foi Aydil . Meu Deus! Todo mundo dos Santos?

Cadê seu Otávio Santos? Ó Senhor, parece que agora só existe Humberto

Temos que recorrer ao pessoal de seu Cazú ou então a Ruy Medeiros

Na Casa Regis Pacheco há vestígios de outros tempos

E o silêncio continua entrando pelas janelas como aquela hora da contrição

Na Catedral….

Dom Pepeu pede ao Pai pelos mais necessitados e as bênçãos demoram de chegar

Mas a Cidade se levanta e vai para os novos cantões, que agora tem até avenida de Pedral…   Cresce, sobe, desce, encanta, mistura brancos e coloridos e o sol parece de ouro

É hora de confessar que agora temos 178 anos, falta pouco para  200… Mas parece que já temos até mais que isso….

O Sol brilha e a gente para e pensa no anoitecer, nas luzes e nos amores que fazem o encanto do seu arrebol.

Esta é Vitória da Conquista cravada no Nordeste do Brasil com toda a leveza de suas ruas e pessoas, formando uma Cena Social de Amor e Paz.


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