Jorge Maia: A vez do lixo

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jorge Maia | Professor e Advogado | maiajorge@yahoo.com.br

Em viagem pelo interior sempre me deparei como lixeiras ao ar livre, no entorno das pequenas cidade. Verdadeiros monturos fumegantes como forma de controle do lixo daquelas comunidades. Mesmo após a lei que trata sobre os resíduos sólidos, ainda é comum avistar esta cena que representa a falta de cuidado no tratamento do lixo. Sabemos que os municípios mais pobres não dispõem de condições financeiras para dar o tratamento que a lei determina para os rejeitos e os resíduos que constituem o lixo produzido em suas mais diversas formas, o que constitui um ônus para as finanças públicas e para a natureza. >>>>>

Acompanhando à distância, as notícias sobre a coleta e tratamento destinado ao lixo produzido nas grandes cidades, constatamos os debates sobre os custos, licitações com fraturas legais e éticas, sempre vinculadas as administrações dos municípios e envolvendo grandes discussões sobre doações eleitorais. Enfim o lixo sempre produz sujeiras e fere não apenas o meio ambiente.

O surgimento de uma nova mentalidade ecológica, a consciência da necessidade de salvar o mundo dos rejeitos deixado pela brutalidade da sociedade de consumo redirecionou a administração pública a outra prática em relação ao destino do lixo,

Partiu-se para os aterros e tratamentos mais científicos do lixo e encareceu muito, desde a sua coleta até o seu destino final. A coleta seletiva, o aproveitamento de diversos materiais destinados para a reciclagem foi uma grande novidade para salvar a natureza de tanta poluição.

O futuro aponta para uma nova mentalidade em relação a coleta do lixo, hoje ainda, tão cara, mas revela que a grande riqueza do lixo inverterá esta situação, pois, acredito que o lixo será grande fonte de riqueza e em breve as licitações serão para garantir a quem paga mais ao município para recolher o lixo e dele fazer uso do que for aproveitado, ou quem sabe, com a coleta seletiva, os municípios oferecerem descontos do IPTU aos moradores que participarem de um projeto de coleta seletiva, ou mais; vender diretamente à empresa interessada o lixo produzido em sua residência, ou empresa.

Nossa cidade precisa pensar no futuro do lixo. Não basta recolher o lixo, é preciso dar destinação que gere bem estar para natureza e produza riqueza. VC090519

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