
O vereador Andreson Ribeiro Alves, do Partido Comunista do Brasil, mantém-se como um dos nomes da oposição na Joia do Sertão Baiano. Ex-aliado do deputado estadual Jean Fabrício Falcão (PCdoB), o parlamentar e advogado, integrante da tradicional Família Miguelense, sinaliza novos rumos para as Eleições 2026. Em encontro com o BLOG DO ANDERSON na tarde deste sábado (20), na Allp Fit Academia, o legislador abordou o cenário eleitoral, expressou dúvidas sobre sua permanência no PCdoB, criticou a saúde financeira do Município de Vitória da Conquista e apontou a inconstitucionalidade da recente Lei que reduz a taxa de esgoto da Empresa Baiana de Águas e Sanemaento (EMBASA) sancionada pela prefeita Ana Sheila Lemos Andrade, do União Brasil. Ao avaliar o pleito de outubro, o vereador demonstrou otimismo com as candidaturas majoritárias do seu grupo, mantendo o tom de apoio irrestrito: “É o processo eleitoral como sempre é disputado em nível de Brasil, no estado, né? Mas o nosso campo político tem muito trabalho para o estado e aí certamente vai dar novamente Lula no quarto mandato, Jerônimo na reeleição e todo o conjunto aí aí, de senadores e deputados e nosso time. Deputados da nossa influência aí. Estamos trabalhando aí nas algumas perspectivas, vamos dar muito força ao deputado Osni, ao deputado Waldenor, à deputada Olívia Santana também. Estamos aí na luta ativo”.
Questionado sobre o distanciamento político de Fabrício Falcão, minimizou desavenças e tratou o afastamento de forma institucional: “Não, é questão de ciclo. Caminhada, cada um está fazendo sua caminhada e dando sua contribuição também”. Indagado se haveria espaço para uma reaproximação, completou: “Não, a gente tem consideração, tem respeito e torce também que dê tudo certo”. A respeito dos bastidores da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o parlamentar confirmou o convite para Camarote do Arraiá da Conquista, mas descartou presença:
“Não, não. Na verdade, a secretária teve ontem na Câmara conversando com os vereadores e aproveitou o ensejo também para convidar os vereadores para ir ao camarote da prefeitura. Mas eu já tô com a idade avançada e para perder noite é difícil. Certamente aí minha menina deve ir, né? E a gente torce que porra tudo bem, muita paz que é importante, a gente tá num momento muito delicado de muitas violências, inclusive no trânsito, se beber não dirija, é importante ter essa consciência”. Sobre os rumos do processo disciplinar envolvendo o vereador Gilvan Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos, do Repúblicanos, por rachadinhas, manteve cautela: “Eu não sei porque eu não tô a dentro da comissão de disciplinar, né? Então eu não tenho como falar nada. Mas de um de um modo geral, o vereador Dinho é um homem batalhador, um homem do povo. Tomara que resolva da melhor maneira possível”. O tom crítico elevou-se ao examinar a eficiência da atual gestão do Executivo Municipal; embora preserve a figura pessoal da prefeita, Andreson apontou sérios gargalos orçamentários na máquina pública, criticando o gasto anual de R$ 82 milhões com Transporte Coletivo Urbano, o início do pagamento de empréstimos, o excesso de terceirizações e a criação de 150 cargos de livre nomeação. Ao encerramento, o vereador também reprovou a execução do projeto Muralha Digital, afirmando que o serviço custa duas vezes e meia a mais que o anterior e não possui nenhuma integração real com as forças de segurança.


