A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, efetuou a nomeação de Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo de Jundiaí, no interior de São Paulo, como representante da comunidade LGBTQIAPN+ no país. Com 58 anos, Dom Arnaldo é agora o referencial para o acompanhamento pastoral de grupos católicos que integram esta comunidade. A nomeação aconteceu a partir do discernimento da presidência da CNBB e das comissões pertinentes, que identificaram a necessidade de amparar a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBTs, uma organização consolidada entre os fiéis há mais de uma década.
O bispo, que já passou por diversas paróquias do interior paulista, como Araçatuba, Birigui e Itapeva, explica que o serviço confiado possui dimensão nacional, permitindo que todos os grupos articulados no Brasil entrem em contato para solicitar orientação, acompanhamento e buscar o diálogo com a Igreja. Dom Arnaldo enfatiza que seu papel principal consiste em mediar o diálogo e promover a participação da comunidade na vida litúrgica e missionária da Igreja. Ele busca ajudar a caminhada desses fiéis a permanecer em comunhão, oferecendo presença, oração e discernimento, pois, segundo ele, o amor da Igreja acolhe a todos e conduz sempre à verdade.
O sacerdote destaca: “Acolher com misericórdia não significa aprovar tudo, relativizar a verdade ou renunciar ao discernimento, mas, sim, e especialmente, olhar cada pessoa com a mesma dignidade que Cristo reconhece nela; significa escutar, orientar, caminhar junto e nunca fechar as portas da salvação a ninguém”. A Comunidade Diversidade e Fé, da Diocese de Jundiaí, por exemplo, realiza encontros semanais que incluem oração, escuta e formação, refletindo o espírito de fraternidade e conversão que Dom Arnaldo deseja promover em todo o Brasil.
Neste sábado (9), Vitória da Conquista sediou a 4ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+, reunindo centenas de participantes na Praça Juiz Crésio Dantas Alves (Praça da Normal), em um ato de celebração da diversidade e defesa de direitos. Com o tema “Fortalecimento das Políticas Públicas no Território de Vitória da Conquista”, a mobilização reafirmou o compromisso com a dignidade das pessoas LGBTQIA+. A iniciativa contou com apoio da Coordenação de Políticas LGBT, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes). Durante o percurso, além de apresentações artísticas, ocorreram manifestações políticas, culturais e sociais, com falas de autoridades, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais.
O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias Alencar Lima, destacou que a Marcha representa um marco para a conscientização coletiva. “A Prefeitura de Vitória da Conquista entende que precisamos construir uma cidade com diversidade, com respeito às diferenças, principalmente garantindo plenamente os direitos da população LGBTQIA+. Essa marcha também representa a necessidade de sensibilizar toda a comunidade para temas fundamentais da vida desse segmento populacional”, afirmou. O coordenador de Políticas LGBT, José Mário Barbosa dos Santos, ressaltou a importância do investimento municipal e a luta por igualdade. “Este evento foi realizado exclusivamente com recursos municipais. Estamos aqui para dizer que queremos equidade, respeito e o direito de existir e resistir. O artigo 5º da Constituição diz que somos todos iguais, mas na prática não somos. Essa marcha é uma conquista importante para o sertão baiano, para o Sudoeste e para Vitória da Conquista”, declarou.
O organizador, Anderson Santos Rocha, comentou sobre o fortalecimento do movimento e avanços institucionais. “A cada ano nos fortalecemos. Criamos o movimento LGBT junto com o governo municipal e a Câmara, e instituímos o Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero. Agora queremos uma delegacia especializada de combate ao racismo e à intolerância religiosa. Por isso, convidamos o povo do Axé, para mostrar sua cultura, sua religião e exigir respeito. Se o nosso movimento cresce, vamos fortalecer também todos os que ainda vivem à margem da sociedade”, falou.
Representando a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e o Centro de Promoção e Defesa da LGBT, Camille Nascimento alertou para os desafios. “A Bahia ainda é o quarto estado com o maior número de assassinatos de pessoas LGBT. Estamos aqui para falar de nossas demandas, dizer que existimos e resistimos. Precisamos garantir o direito ao nome, à identidade de gênero, ao processo transexualizador e a uma política nacional que funcione em todos os territórios. Esse momento é sobre vidas. Vamos levar nossas demandas à Conferência Nacional LGBT”, afirmou.
Roberta Oliveira, do coletivo FINAS, reforçou a necessidade de inclusão. “Estamos aqui lutando por respeito e pela inserção da comunidade LGBT no centro da sociedade, e não à margem dela. Precisamos de mais apoio, mais visibilidade e mais políticas que garantam a nossa dignidade”, declarou. A programação contou com apresentações da banda Axé 4, da cantora Yanne Lyn, do cantor Mateus Costa e dos DJs Lavisnk e Mathzão, além da Feira da Diversidade, que reuniu 20 expositores de economia criativa, gastronomia e moda. A 4ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+ ampliou a visibilidade da pauta da diversidade em Vitória da Conquista e reforçou o chamado para a construção de uma cidade mais justa, inclusiva e igualitária.
Vitória da Conquista sedia, neste sábado (9), a 4ª edição da Marcha do Orgulho LGBTQIA+. O evento conta com o apoio da Coordenação de Políticas LGBT, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Este ano, a Marcha traz como tema “Fortalecimento das Políticas Públicas no Território de Vitória da Conquista”, com o objetivo de promover a igualdade e a dignidade de todas as pessoas, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero. A concentração será na Praça da Escola Juiz Crésio Dantas Alves [Praça da Normal], de onde os participantes seguirão pela Rua Siqueira Campos até a Praça Orlando Leite [Praça do Gil], retornando em seguida ao ponto de partida. A proposta é transformar o percurso em um espaço de celebração, expressão e reivindicação de direitos. Entre as atrações confirmadas estão a Banda Axé 4, Yanne Lyn, Mateus Costa e os DJs Lavisnk e Mathzão. O evento também contará com a Feira da Diversidade, que reunirá 20 expositores com produtos e serviços nas áreas de economia criativa, gastronomia e moda. A feira funcionará das 14 às 20 horas.
Na véspera do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, Vitória da Conquista deu início oficial à campanha “Maio da Diversidade”. A abertura aconteceu neste sábado (16), na Praça Pastor Crésio Dantas Alves, com a “Feira Diversa LGBTQIA+: Feira da Diversidade e Inclusão no Mercado de Trabalho”. O evento, aberto ao público, foi organizado pela Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social com a Carreta da Cultura e a presença do Centro de Atenção e Apoio à Vida. A tarde foi marcada por apresentações culturais, performances artísticas, economia criativa e um momento histórico: a posse do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero. O secretário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias de Alencar Lima, destacou que a feira vai além do aspecto cultural, funcionando como uma ferramenta estratégica de emancipação cidadã:
“Essa é uma importante iniciativa para fortalecermos essa agenda no município, reafirmarmos direitos e, principalmente, instruirmos o público LGBTQIA+ na economia criativa e no desenvolvimento de autonomia financeira. Reafirmamos o nosso compromisso de avançar nas políticas públicas de enfrentamento a qualquer forma de violência e de inclusão social”. Para o coordenador de Políticas LGBT, José Mário Barbosa dos Santos, o evento, que começou a ser planejado em janeiro junto aos segmentos sociais, coroa um momento de amadurecimento do debate público na cidade. Ele lembrou que a data coincide com os 66 anos de história do movimento organizado no Brasil: “Vitória da Conquista tem se emancipado cada vez mais, dando voz e visibilidade para esse recorte populacional. É claro que ainda temos muitas conquistas pela frente, mas não podemos parar. Nosso objetivo aqui também é existência e resistência”. Sobre o novo Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero empossado, o coordenador explicou que o órgão atuará com mandato: “Construímos esse equipamento como um espaço de voz e luta. O papel do conselho será fiscalizar e atuar junto ao poder público para garantir o empoderamento e a afirmação das políticas públicas no nosso território”. A feira reuniu diversos artesãos e microempreendedores locais. Entre eles, Jéssica Matias, proprietária do Ateliê Preta Leveza, que participou do evento pela primeira vez expondo suas produções de bordado livre feito à mão em algodão cru: “Iniciativas como essa em Conquista são superimportantes. Além de fortalecer o comércio local, dão visibilidade para os artistas LGBT+. É um trabalho que transforma algo afetivo para a pessoa em um bordado exclusivo, seja para decorar um espaço, um porta-alianças ou um quadro de maternidade”.
Além do foco na economia e na cultura, o evento funcionou como um ponto de encontro e fortalecimento de vínculos para a comunidade. Kathleen Silva Oliveira, membra da comissão organizadora da feira, integrante do coletivo da Marcha LGBT de Vitória da Conquista e do conselho, ressaltou a urgência de ações afirmativas em um cenário nacional ainda violento: “Estamos falando de uma galera que muitas vezes não tem o mínimo de visibilidade. O Brasil infelizmente ainda é um dos países que mais mata a população LGBTQIA+. Precisamos fazer esse tipo de ação para a galera se encontrar, conversar e se conhecer. A palavra-chave é coletivo. Precisamos nos unir como sociedade para mostrar nossa visibilidade, mostrar que existimos, que estamos aqui e que merecemos respeito”. A Marcha LGBT da cidade já tem data marcada para o dia 8 de agosto, e a programação do “Maio da Diversidade” seguirá ao longo de todo o mês com debates, rodas de conversa e ações informativas voltadas à promoção dos direitos humanos.
A alienação é um conceito complexo, frequentemente descrito na sociologia e na filosofia como um estado em que o indivíduo perde a consciência de si mesmo, de seu valor e de sua capacidade de agir de forma autônoma, tornando-se, em certo sentido, um “objeto” ou alheio à sua própria realidade. Alguns pontos centrais sobre o que caracteriza o alienado e sua relação com a mídia, que são constatados, no jogo de poder nas relações mídia, sociedade, como aparecem as patologias individuais e coletivas. Não pertence a si mesmo: O alienado age sem ter consciência de sua própria subjetividade, aceitando crenças e comportamentos impostos de fora para dentro. O Papel da Mídia e da “Indústria Cultural”: Veículos de comunicação, TVs, rádios e redes sociais podem atuar na massificação do pensamento. A “indústria cultural” pode moldar opiniões, transformar cultura em mercadoria e incentivar o consumo sem reflexão. Acreditar em Coisas Inacreditáveis: Alienados podem ignorar fatos factuais e acreditar em narrativas simplificadas ou falsas, pois se mantém alheios à realidade concreta que os cerca. Leia na íntegra o artido do professor doutor Dirlei Andrade Bonfim.
A Prefeitura de Vitória da Conquista realizou, nesta quarta-feira (28), no Centro Integrado de Direitos Humanos (CIDH), a abertura do 1º Seminário da Visibilidade Trans. A iniciativa da Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e de Direitos LGBT, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), integra as ações da campanha municipal “Visibilidade Trans 2026: Orgulhe-se!”, realizada em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. Segundo o coordenador municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos LGBT, José Mário Barbosa dos Santos, a proposta da campanha é ampliar o debate para além do movimento social, envolvendo os equipamentos públicos parceiros e promovendo uma escuta qualificada. “A ideia é que os equipamentos falem sobre como compreendem o enfrentamento à violência contra mulheres trans, travestis e homens trans, mas também que a comunidade tenha voz. É um painel rico e importante. O que a gente fala sobre a gente é com a gente, mas é fundamental que esses espaços institucionais entendam seus papéis”, afirmou o coordenador.
Com público formado por profissionais das áreas de Segurança, Justiça e Saúde, a programação do primeiro dia contou com debates em formato de roda de conversa. Ao longo do dia, ocorreram dois painéis temáticos. Pela manhã, o Painel I, “Pessoas Trans e Travestis e Violência”, contou com a participação da ativista em defesa do público travesti no território de Vitória da Conquista e líder do Coletivo Finas, Tieta Rodrigues, e da juíza de Direito Mirna Fraga Souza. No período da tarde, ocorreu o Painel II, “A Dor e a Delícia das Transmasculinidades no Brasil”, com a participação de Caio Oliveira, multiartista e educador popular, com atuação nas áreas de cultura, direitos humanos e políticas inclusivas. Durante o Painel I, Tieta Rodrigues destacou que a violência contra a população trans se manifesta de diferentes formas e atravessa diversos espaços da vida cotidiana, ressaltando a importância da promoção de espaços de debate para o enfrentamento dessa realidade. “É muito importante a gente trazer o conhecimento de vida de uma mulher trans, de um LGBT, porque só a gente sabe na pele o que a gente passou e passa todos os dias. A gente veio falar sobre violência. A violência que começa desde a família, até os amigos, na escola e outros espaços, todo e qualquer tipo de violência. Então é o momento de discutir formas de mudar essa situação”, relatou a ativista.
A juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Vitória da Conquista e integrante da Comissão para a Promoção de Igualdade e Políticas Afirmativas em Questões de Gênero e Orientação Sexual (COGEN) do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), Mirna Fraga Souza, ressaltou a importância do diálogo entre o sistema de Justiça e a sociedade para a efetivação dos direitos da população trans. “Essa troca de entendimentos é importante para que a gente entenda os funcionamentos dos órgãos, a necessidade do cuidado com a proteção, do cuidado com a diversidade, do cuidado e respeito com o outro. A identidade de gênero é um direito constitucionalmente garantido e tem que ser respeitado por todos. O Estado tem que garantir que esse respeito aconteça. E todos nós temos que entender que a identidade de gênero e orientação sexual são direitos relacionados à dignidade da pessoa humana, e como tal estão inseridos nos princípios fundamentais da Constituição”, pontuou a magistrada.
Ao longo do mês de janeiro, a Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e de Direitos LGBT promoveu uma série de ações afirmativas de combate ao preconceito e enfrentamento à violência, com objetivo de suscitar reflexões sobre a temática nos serviços públicos, especialmente nos espaços de convivência no território. Dentre as ações, ocorreram na última semana diversos painéis temáticos voltados à discussão de pautas relacionadas à população travesti e transexual, envolvendo órgãos do Sistema de Segurança e de Justiça. A programação também inclui a realização do 1º Seminário da Visibilidade Trans, que iniciou nesta quarta-feira (28) e segue nesta quinta-feira (29), no CIDH, com a realização de mais dois momentos formativos que irão discutir a transversalidade negra, resistência e acesso ao mercado de trabalho. Ao final do seminário, ocorre a posse dos novos membros do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero para o mandato de 2026–2029. O colegiado conta com 12 conselheiros, com representantes da sociedade civil, incluindo movimentos sociais da comunidade LGBTQIAPN+, e do Governo Municipal de Vitória da Conquista.