Direitos Humanos | 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ reúne multidão e celebra diversidade em Vitória da Conquista

Fotos: SECOM | PMVC

Vitória da Conquista registrou, no último sábado (8), a realização da 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+, evento que marcou cinco anos de mobilização contínua em defesa da diversidade, da cidadania e da garantia de direitos na Joia do Sertão Baiano. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos.  A concentração aconteceu na Praça Juiz Crésio Dantas Alves (Praça da Escola Normal), de onde o público seguiu em caminhada pela Avenida Siqueira Campos, acompanhado por trio elétrico, até o encerramento no Bosque da Paquera. Com pautas voltadas à resistência, ao respeito e à afirmação de direitos, o ato reuniu membros da comunidade, familiares, ativistas, artistas e representantes governamentais.

O coordenador de Direitos LGBTQIAPN+, Anderson Santos Rocha, enfatizou a importância da ocupação dos espaços públicos e do enfrentamento permanente à discriminação e à LGBTfobia.  “Esse é um movimento que traz visibilidade para aquilo que nós sempre estamos exigindo. Nós não estamos pedindo respeito e tolerância, nós estamos exigindo”, declarou Anderson Santos Rocha, ressaltando o suporte e a parceria do Governo Municipal desde a primeira edição da mobilização.  O presidente do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero, Dan Kaio Lemos, pontuou as múltiplas dimensões do evento, ressaltando o resgate histórico e o pertencimento social e cultural promovidos pela iniciativa. “A marcha é cultura também. É um ato de memória em homenagem às pessoas LGBTQIAPN+ que vieram antes e contribuíram para que a comunidade pudesse ocupar as ruas e reivindicar seus direitos”, frisou Dan Kaio.  Participantes também destacaram a relevância da presença popular nas ruas da cidade. O auxiliar de produção Adailton de Oliveira, participante de edições anteriores, reforçou a união coletiva frente à violência e à discriminação.

“Pra gente é muito importante e também relevante, pra gente trazer pra rua o quanto é importante a nossa união”, afirmou. Já a dentista Camila Melo apontou a igualdade como mensagem central: “É importante a gente estar aqui mostrando que tem que respeitar todo mundo, que todo tipo de amor é válido”, declarou. A grade artística e cultural do evento contou com apresentações do DJ Arq-X, Banda Axé 4, das cantoras Ana Cabral e Mina, além das performances de Roberta Calypso, Denise e Grupo Prisma. A programação incluiu ainda declamação de poesia com Harry e condução artística de Dryda Queen. Durante todas as atividades, a presença de intérprete de Libras garantiu acessibilidade total ao público presente.

Direitos Humanos | 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ abre programação e movimenta Vitória da Conquista

Fotos: SECOM | PMVC
Iniciada na quinta-feira (6) no Centro Integrado de Direitos Humanos, a 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIAPN+ de Vitória da Conquista reuniu mais de 50 pessoas entre lideranças e comunidade. O Secretário Municipal de Assistência Social, Michael Alencar Farias Lima, reforçou o compromisso da gestão ao declarar que “é uma forma da gente dar visibilidade, de criar mecanismos de enfrentamento a toda e qualquer forma de preconceito. É o compromisso do nosso governo também de poder construir esse diálogo com a sociedade civil, de estar mais próximo desse público e, sobretudo, pensar juntos estratégias para que possamos melhorar os indicadores do município e ampliar ainda mais o acesso dessa população a direitos básicos de cidadania”.
Já o Coordenador de Políticas LGBTQIAPN+, Anderson Santos Rocha, enfatizou que “não é apenas uma festa, mas sim um movimento. Nós estamos buscando sempre melhorar essas políticas públicas, trazer essa população pra perto pra gente poder pensar, ouvir, dar voz a essas pessoas”. Complementando as falas do evento, o Presidente do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero, Dan Kaio Lemos, lembrou que “a comunidade está o tempo todo em processo de resistência no Brasil. Ainda vivemos um índice muito alto de LGBTfobia, que tem causado um grande impacto na nossa comunidade. Afinal, não é só uma questão de violência contra a nossa população, envolve também raça, cor, etnia e território”. Entre os participantes, a artista Dryda Queen pontuou que “para mim é super importante estar participando da Marcha, pois eu tenho a oportunidade de mostrar minha arte, minha voz, meu talento na comunidade”, enquanto o estudante Pedro Miguel afirmou que “eu espero ver muito orgulho, muitas representações de pessoas da comunidade e muito palco para essas pautas que são muito importantes.
Acho importante a gente ter esses movimentos, porque é uma junção de todo mundo que luta por isso”. A mobilização tem seu ponto alto neste sábado (8). A concentração começa às 15 horas na Praça Juiz Crésio Dantas Alves (Praça da Escola Normal), de onde o público segue em trio elétrico pela Avenida Siqueira Campos até o Bosque da Paquera. A grade festiva reúne shows de DJ Arq-X, Banda Axé 4, Ana Cabral e Mina, além de performances de Roberta Calypso, Denise, Grupo Prisma, poesia com Harry e intervenções artísticas de Dryda Queen, contando com acessibilidade em Libras durante todo o percurso.

Diversidade & Direitos Humanos | Vitória da Conquista realiza a 5ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+

Fotos: BLOG DO ANDERSON

A 5ª edição da Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista acontece no próximo sábado (8), com concentração a partir das 15 horas na Praça Juiz Crésio Dantas Alves, conhecido como Praça da Normal. Em conversa com o BLOG DO ANDERSON, o coordenador de Promoção e Políticas LGBTQIA+ da Secretaria Municipal Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos, Anderson Santos Rocha, detalhou a programação e reforçou a relevância da mobilização social.

Sob o tema “5 Anos de Marcha, Histórias e Orgulho”, o evento contará com trio elétrico e cortejo com destino ao Bosque da Paquera, reunindo atrações como a Banda Axé 4, Mina, Ana Cabral, apresentações de DJs, poesia e dança. Nesta quinta-feira (6), a agenda preparatória conta com uma sessão especial no Centro Integrado de Direitos Humanos, às 18h30. O encontro abordará a atuação da coordenação municipal, os avanços obtidos no setor, os desafios atuais e as metas para a ampliação das políticas públicas de inclusão. “O movimento busca a união da população LGBTQIA+, a formação de coletivos e o aumento da participação social no debate de políticas públicas para tornar Conquista uma cidade mais inclusiva”, destacou Anderson Rocha, que atua na organização da marcha há quatro anos.

Durante a entrevista, o coordenador revelou que a edição deste ano enfrentou episódios graves de discriminação e ataques virtuais, incluindo declarações de ódio e ameaças de atentado. Diante do cenário, a organização registrou notícia-crime junto à Polícia Civil e acionou o Ministério Público do Estado da Bahia para apuração dos fatos. “A internet não é um lugar sem lei. Registramos as ocorrências e as autoridades já acompanham o caso para identificar e punir os responsáveis. Não podemos nos intimidar, precisamos combater esse preconceito gratuito e garantir a segurança de todos”, completou.

Igreja Cristã | Bispo de Jundiaí é nomeado representante da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil

Foto: Reprodução | Diocese de Jundiaí

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, efetuou a nomeação de Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo de Jundiaí, no interior de São Paulo, como representante da comunidade LGBTQIAPN+ no país. Com 58 anos, Dom Arnaldo é agora o referencial para o acompanhamento pastoral de grupos católicos que integram esta comunidade. A nomeação aconteceu a partir do discernimento da presidência da CNBB e das comissões pertinentes, que identificaram a necessidade de amparar a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBTs, uma organização consolidada entre os fiéis há mais de uma década.

O bispo, que já passou por diversas paróquias do interior paulista, como Araçatuba, Birigui e Itapeva, explica que o serviço confiado possui dimensão nacional, permitindo que todos os grupos articulados no Brasil entrem em contato para solicitar orientação, acompanhamento e buscar o diálogo com a Igreja. Dom Arnaldo enfatiza que seu papel principal consiste em mediar o diálogo e promover a participação da comunidade na vida litúrgica e missionária da Igreja. Ele busca ajudar a caminhada desses fiéis a permanecer em comunhão, oferecendo presença, oração e discernimento, pois, segundo ele, o amor da Igreja acolhe a todos e conduz sempre à verdade.

O sacerdote destaca: “Acolher com misericórdia não significa aprovar tudo, relativizar a verdade ou renunciar ao discernimento, mas, sim, e especialmente, olhar cada pessoa com a mesma dignidade que Cristo reconhece nela; significa escutar, orientar, caminhar junto e nunca fechar as portas da salvação a ninguém”. A Comunidade Diversidade e Fé, da Diocese de Jundiaí, por exemplo, realiza encontros semanais que incluem oração, escuta e formação, refletindo o espírito de fraternidade e conversão que Dom Arnaldo deseja promover em todo o Brasil.

Jeremias Macário | o que será das esquerdas?

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A quase totalidade dos candidatos a presidente da República (nem me atrevo a comentar sobre os postulantes ao legislativo) e a governadores dos estados são da direita, muitos deles extremistas. Um aparece dizendo que vai construir mais penitenciárias, ao invés de escolas. Outros que vão afrouxar as licenças ambientais e a legislação trabalhista. A maioria se presta a ser fantoche do Trump e prega que vai fazer “bons negócios” com os Estados Unidos, o equivalente a “abrir as pernas” no dizer popular.    Temos o Lula com mais de 80 anos que começou sua campanha falando da exploração de petróleo na foz do Amazonas (um atraso secular), com aquela mesma conversa de antes de que o dinheiro da exploração será destinado à educação, à saúde e para investir na oferta de mais energia limpa.  Quem não se lembra dos trilhões da Bacia de Campos que o gato comeu dos desvios dos recursos. Poucos de viés de esquerda e ainda mais sem peso representativo que não vão muito longe. Confira o artigona íntegra.

Direitos Humanos | “Maio da Diversidade” tem início com Feira e posse do Conselho Municipal em Vitória da Conquista

Fotos: SECOM | PMVC

Na véspera do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, Vitória da Conquista deu início oficial à campanha “Maio da Diversidade”. A abertura aconteceu neste sábado (16), na Praça Pastor Crésio Dantas Alves, com a “Feira Diversa LGBTQIA+: Feira da Diversidade e Inclusão no Mercado de Trabalho”. O evento, aberto ao público, foi organizado pela Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social com a Carreta da Cultura e a presença do Centro de Atenção e Apoio à Vida. A tarde foi marcada por apresentações culturais, performances artísticas, economia criativa e um momento histórico: a posse do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero. O secretário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias de Alencar Lima, destacou que a feira vai além do aspecto cultural, funcionando como uma ferramenta estratégica de emancipação cidadã:

“Essa é uma importante iniciativa para fortalecermos essa agenda no município, reafirmarmos direitos e, principalmente, instruirmos o público LGBTQIA+ na economia criativa e no desenvolvimento de autonomia financeira. Reafirmamos o nosso compromisso de avançar nas políticas públicas de enfrentamento a qualquer forma de violência e de inclusão social”. Para o coordenador de Políticas LGBT, José Mário Barbosa dos Santos, o evento, que começou a ser planejado em janeiro junto aos segmentos sociais, coroa um momento de amadurecimento do debate público na cidade. Ele lembrou que a data coincide com os 66 anos de história do movimento organizado no Brasil: “Vitória da Conquista tem se emancipado cada vez mais, dando voz e visibilidade para esse recorte populacional. É claro que ainda temos muitas conquistas pela frente, mas não podemos parar. Nosso objetivo aqui também é existência e resistência”. Sobre o novo Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero empossado, o coordenador explicou que o órgão atuará com mandato: “Construímos esse equipamento como um espaço de voz e luta. O papel do conselho será fiscalizar e atuar junto ao poder público para garantir o empoderamento e a afirmação das políticas públicas no nosso território”. A feira reuniu diversos artesãos e microempreendedores locais. Entre eles, Jéssica Matias, proprietária do Ateliê Preta Leveza, que participou do evento pela primeira vez expondo suas produções de bordado livre feito à mão em algodão cru: “Iniciativas como essa em Conquista são superimportantes. Além de fortalecer o comércio local, dão visibilidade para os artistas LGBT+. É um trabalho que transforma algo afetivo para a pessoa em um bordado exclusivo, seja para decorar um espaço, um porta-alianças ou um quadro de maternidade”.

Além do foco na economia e na cultura, o evento funcionou como um ponto de encontro e fortalecimento de vínculos para a comunidade. Kathleen Silva Oliveira, membra da comissão organizadora da feira, integrante do coletivo da Marcha LGBT de Vitória da Conquista e do conselho, ressaltou a urgência de ações afirmativas em um cenário nacional ainda violento: “Estamos falando de uma galera que muitas vezes não tem o mínimo de visibilidade. O Brasil infelizmente ainda é um dos países que mais mata a população LGBTQIA+. Precisamos fazer esse tipo de ação para a galera se encontrar, conversar e se conhecer. A palavra-chave é coletivo. Precisamos nos unir como sociedade para mostrar nossa visibilidade, mostrar que existimos, que estamos aqui e que merecemos respeito”. A Marcha LGBT da cidade já tem data marcada para o dia 8 de agosto, e a programação do “Maio da Diversidade” seguirá ao longo de todo o mês com debates, rodas de conversa e ações informativas voltadas à promoção dos direitos humanos.

Dirlei Andrade Bonfim | a era da desinformação: “da indústria cultural” à alienação moderna

Foto: BLOG DO ANDERSON
Dirlei Andrade Bonfim

A alienação é um conceito complexo, frequentemente descrito na sociologia e na filosofia como um estado em que o indivíduo perde a consciência de si mesmo, de seu valor e de sua capacidade de agir de forma autônoma, tornando-se, em certo sentido, um “objeto” ou alheio à sua própria realidade. Alguns pontos centrais sobre o que caracteriza o alienado e sua relação com a mídia, que são constatados, no jogo de poder nas relações mídia, sociedade, como aparecem as patologias individuais e coletivas. Não pertence a si mesmo: O alienado age sem ter consciência de sua própria subjetividade, aceitando crenças e comportamentos impostos de fora para dentro. O Papel da Mídia e da “Indústria Cultural”: Veículos de comunicação, TVs, rádios e redes sociais podem atuar na massificação do pensamento. A “indústria cultural” pode moldar opiniões, transformar cultura em mercadoria e incentivar o consumo sem reflexão. Acreditar em Coisas Inacreditáveis: Alienados podem ignorar fatos factuais e acreditar em narrativas simplificadas ou falsas, pois se mantém alheios à realidade concreta que os cerca. Leia na íntegra o artido do professor doutor Dirlei Andrade Bonfim.

Direitos Humanos | Seminário da Visibilidade Trans aborda violência e garantia de direitos em Vitória da COnquista

Fotos: SECOM | PMVC

A Prefeitura de Vitória da Conquista realizou, nesta quarta-feira (28), no Centro Integrado de Direitos Humanos (CIDH), a abertura do 1º Seminário da Visibilidade Trans. A iniciativa da Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e de Direitos LGBT, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), integra as ações da campanha municipal “Visibilidade Trans 2026: Orgulhe-se!”, realizada em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.  Segundo o coordenador municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos LGBT, José Mário Barbosa dos Santos, a proposta da campanha é ampliar o debate para além do movimento social, envolvendo os equipamentos públicos parceiros e promovendo uma escuta qualificada. “A ideia é que os equipamentos falem sobre como compreendem o enfrentamento à violência contra mulheres trans, travestis e homens trans, mas também que a comunidade tenha voz. É um painel rico e importante. O que a gente fala sobre a gente é com a gente, mas é fundamental que esses espaços institucionais entendam seus papéis”, afirmou o coordenador.

Com público formado por profissionais das áreas de Segurança, Justiça e Saúde, a programação do primeiro dia contou com debates em formato de roda de conversa. Ao longo do dia, ocorreram dois painéis temáticos. Pela manhã, o Painel I, “Pessoas Trans e Travestis e Violência”, contou com a participação da ativista em defesa do público travesti no território de Vitória da Conquista e líder do Coletivo Finas, Tieta Rodrigues, e da juíza de Direito Mirna Fraga Souza. No período da tarde, ocorreu o Painel II, “A Dor e a Delícia das Transmasculinidades no Brasil”, com a participação de Caio Oliveira, multiartista e educador popular, com atuação nas áreas de cultura, direitos humanos e políticas inclusivas. Durante o Painel I, Tieta Rodrigues destacou que a violência contra a população trans se manifesta de diferentes formas e atravessa diversos espaços da vida cotidiana, ressaltando a importância da promoção de espaços de debate para o enfrentamento dessa realidade. “É muito importante a gente trazer o conhecimento de vida de uma mulher trans, de um LGBT, porque só a gente sabe na pele o que a gente passou e passa todos os dias. A gente veio falar sobre violência. A violência que começa desde a família, até os amigos, na escola e outros espaços, todo e qualquer tipo de violência. Então é o momento de discutir formas de mudar essa situação”, relatou a ativista.

A juíza da 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Vitória da Conquista e integrante da Comissão para a Promoção de Igualdade e Políticas Afirmativas em Questões de Gênero e Orientação Sexual (COGEN) do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), Mirna Fraga Souza, ressaltou a importância do diálogo entre o sistema de Justiça e a sociedade para a efetivação dos direitos da população trans. “Essa troca de entendimentos é importante para que a gente entenda os funcionamentos dos órgãos, a necessidade do cuidado com a proteção, do cuidado com a diversidade, do cuidado e respeito com o outro. A identidade de gênero é um direito constitucionalmente garantido e tem que ser respeitado por todos. O Estado tem que garantir que esse respeito aconteça. E todos nós temos que entender que a identidade de gênero e orientação sexual são direitos relacionados à dignidade da pessoa humana, e como tal estão inseridos nos princípios fundamentais da Constituição”, pontuou a magistrada.

Ao longo do mês de janeiro, a Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e de Direitos LGBT promoveu uma série de ações afirmativas de combate ao preconceito e enfrentamento à violência, com objetivo de suscitar reflexões sobre a temática nos serviços públicos, especialmente nos espaços de convivência no território. Dentre as ações, ocorreram na última semana diversos painéis temáticos voltados à discussão de pautas relacionadas à população travesti e transexual, envolvendo órgãos do Sistema de Segurança e de Justiça. A programação também inclui a realização do 1º Seminário da Visibilidade Trans, que iniciou nesta quarta-feira (28) e segue nesta quinta-feira (29), no CIDH, com a realização de mais dois momentos formativos que irão discutir a transversalidade negra, resistência e acesso ao mercado de trabalho. Ao final do seminário, ocorre a posse dos novos membros do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero para o mandato de 2026–2029. O colegiado conta com 12 conselheiros, com representantes da sociedade civil, incluindo movimentos sociais da comunidade LGBTQIAPN+, e do Governo Municipal de Vitória da Conquista.