Jorge Maia: Viver e não ter medo de ter saúde

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jorge Maia | Professor e Advogado | maiajorge@yahoo.com.br

A piada é antiga, mas né por isso deixa de ser engraçada, conserva um pouco do seu tônus vital, como ocorre acontecer com as boas criações, eternas em sua duração, até o seu final, como diria algum poeta, ou alguém mais artístico. Todos conhecem a piada do cidadão que passando dos setenta buscava manter-se saudável e insistia em várias visitas ao médico. Em uma daquelas visitas perguntou se ele viveria até os cem anos, pois desejava chegar até aquela idade. >|>|>>|>|

O médico suspirou, olhou para o rosto do paciente em busca de algum sinal, procurando dar uma reposta técnica, mas sem comprometer-se em o futuro do paciente, respondeu, perguntando: O senhor, fuma, bebe, come muita feijoada, sarapatel, dirige em alta velocidade, tem noitadas com mulheres, Whisky, orgias sexuais?

O pobre homem ficou assustado com tais perguntas, disse: eu, não. Não fazia nada daquilo. O médico perguntou, então, para que ele queria viver até aos cem anos de idade? A piada para por aí. Não sabemos qual foi a resposta do paciente, mas não era preciso saber, pois a piada se esgota com a pergunta do médico.

O paciente e o seu médico da piada representam dois tipos de pessoas, dentre os vários que perambulam por aí. A psicologia de vida de cada um deles se distanciam muito, levam em consideração dois padrões diferenciados e talvez exagerados de encarar a vida. O excesso de um, e a escassez do outro, revela aspectos extremos de valores.

O paciente buscava o médico errado para tratar dos seus interesses, pretendia a longevidade a seu modo, entendia que não precisa perder noites, ou fazer outras extravagâncias sugeridas pelo médico de modo a justificar uma existência rica. O médico, a levar em conta a sua pergunta, não poderia imaginar uma vida longa sem todos aqueles prazeres.

Afinal, quem estava certo? É possível uma resposta razoável para justificar o entendimento de cada um? Não sabemos. A vida de cada um é construída segundo fatos e circunstâncias os quais resultam em nosso jeito de ser para o resto da vida e é preciso algum esforço para mudar.

Uma vida moderada traz saúde e bem estar, mas uma noitada, Whisky e caviar, um pouco de velocidade, de vez em quando, pode dar um novo tônus a existência, mas ninguém precisa saber disso, nem mesmo o nosso médico.170417


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