Divagando & Katilografando: Vistoriando

Por Francisco Silva Filho        

Para mim que estou em visita a amadíssima Vitória da Conquista, depois de passar três intermináveis anos sem vir à minha terra querida, vez que, a minha penúltima chegada aqui foi em 17/12/2009, como não poderia deixar de ser, percebi que a mola propulsora da iniciativa privada tem agraciado e presenteado o nosso lindo rincão com os mais belos investimentos. Dá gosto de ver. É bem verdade que o setor da educação pública (UESB) e também a educação privada foi, por assim bem dizer o “start” desse desenvolvimento. Todavia, não há que se olvidar que o setor privado da saúde fez uma feliz dupla com a nossa educação, brindando uma parceria vitoriosa, que gerou preciosos frutos e, dessarte, escancarou a terra mongoió aos olhos dos grandes investidores que não se intimidaram e nem se intimidam, como desbravadores, descortinam o potencial desenvolvimentista de uma vasta região que tem se mostrado carente dos melhores produtos e serviços.

Vejo Vitória da Conquista como aquela linda modelo; insinuante, belas curvas, torneada e um sorriso escancarado aos seus apreciadores. Está fotogênica, tem potencial para ganhar o Brasil e o mundo nas passarelas do desenvolvimento.

O amigo Anderson ao me encontrar exclamou: o Chico visitando a nossa terra! Com a devida vênia, amigo Anderson, visitando, não! ESTOU VISTORIANDO. É isso mesmo. Eu não sou estranho ao meu lar, ao meu rincão; sou o filho, sou o irmão enciumado, ciúme saudável, daqueles ciúmes de quem poderia ter dado maior contribuição, todavia, exultante. Como poderia eu não admirar as evoluções conquistadas ao longo desses anos? – Sem dúvida alguma, há imperfeições; nem tudo são flores, aliás, flores é o que faltam. Vitória da Conquista não é a cidade das rosas?

Pois muito bem, o meu sonho de vinte, trinta anos atrás de ver uma Conquista com belas ruas espaçosas, belas avenidas, belas construções, belos prédios e edifícios está acontecendo. Mas, se mal não pergunto, o que é que está acontecendo com a nossa velha Vitória da Conquista?

O plano diretor urbano de nossa cidade existe? Se existe, é de obrigação da iniciativa privada colocá-lo em prática? A que custo os nossos investidores estão obrigados pelo poder público a executá-lo..?

São perguntas que merecem respostas para que ilações não venham, no meu caso, as incorrer. As minhas considerações neste aspecto tem fundamento no que diz respeito ao preço das unidades habitacionais de médio e alto padrão construídos aqui em Conquista comparadas com as mesmas em Curitiba.

Há em nossa cidade, e vocês se preparem para viver isso, uma bolha no setor imobiliário que a qualquer momento poderá ser rompida. Como bem diz aquele desconfiado caboclo: canja e caldo de galinha não faz mal a ninguém!

Não há quem possa deixar de pagar por um terreno entre 280 e 300m² R$ 250 mil em Curitiba, para, pagar pelo mesmo terreno em Conquista R$ 400 mil. São duas cidades incomparáveis e realidades diametralmente diferentes.

Ora, se temos duas Vitórias da Conquista, uma onde corre o leite e o mel e a outra, me desculpem, se esparrama o fel; temos uma Belíndia!

As realidades vividas pelos conquistenses natos e os adotados, são gritantes. Antigamente separávamos as duas Conquistas pela divisória da Rio Bahia. O lado leste da Rio Bahia era a Conquista dos agraciados; a do lado oeste era a Conquista dos… Pois muito bem. A nossa nova realidade já se descortina a partir da Rua Otávio Santos para o lado leste.

Eu falava com um secretário de governo do município conquistense – por quem fui muito bem recebido – a respeito do descaso que os nossos valorosos conquistenses do Bairro Ibirapuera vivem diariamente convivendo com centenas de urubus no meio das ruas como se fossem galinhas domesticadas; os carros passam, eles correm pra um lado ou para o outro, assim se desvencilham dos carros e dos ônibus para não serem atropelados; das pessoas, eles até as acompanham, meio que pedindo pelo amor de Deus que coloquem um lixo com guloseimas para que não passem tanta fome.

Falar das calçadas de nossa cidade eu não vou; sobre esse assunto eu já fiz uma matéria completa. Joguei pérolas aos porcos. Dizer que os carros estão estacionados sobre as calçadas é perda de tempo. Apontar que os donos dos estabelecimentos comerciais e residências fazem da frente de suas lojas e casas local de estacionamento privado, colocando cavaletes, cones e outras formas de obstáculo a que os motoristas fiquem dando voltas em vão sem conseguir estacionar. Dizer que as praças e jardins estão no mais completo abandono, eu estarei incorrendo em mentira? – Por tudo isso, eu pergunto: Onde é que estar o poder público?

É de sabença popular que os conquistenses odeiam árvores; é histórico. Quando da inauguração da Avenida da Integração, muitas mudas de plantas foram naquela avenida transplantadas. Flagrantes colhidos à época mostravam alguns comerciantes do local jogando veneno nas plantas para que essas não crescessem e sucumbissem. Pelo que vemos hoje, depois de tantos anos, lograram o mórbido êxito, só sobreviveram os cactos. Aqui reclamam de tudo; da falta de chuva, e quando chove, dos danos que ela causa à nossa cidade.

O fiscal de obras em nossa cidade, o responsável pelo termo de habite-se tem cumprido com seu dever de cobrar que os construtores deixem o percentual máximo de permeabilização do solo conforme é de lei? – E as construções sem alvará estão sendo devidamente embargadas? E se desembargadas estão essas agora de acordo com o que determina a lei?

Ora, entre os questionamentos acima, árvores e construções, as árvores as nossas melhores aliadas, aquelas que têm íntima relação com a melhoria do nosso clima não são bem vindas ou pouco apreciadas em nossa cidade, nós, os conquistenses temos mesmo é que sofrer os reveses que a implacável natureza nos reserva. Os cortes de árvores em nossa cidade, por qualquer motivo, será sempre deferido pelo poder público, pelo que se observa, parece mais cômodo cortar árvores do que dar a necessária manutenção – podar, tratar, entre outros cuidados especiais que essas são carecedoras em seu dia a dia.

Os nossos jardins, eu tenho observado que neles houve algum trabalho de jardinagem, que aliás, não se trata de um trabalho qualquer, teve a mão de um profissional do ramo, que não é nem um pouco barato. Todavia, aquelas pedrinhas brancas e tão apreciadas na jardinagem estão nesses jardins (vistoriados, Anderson), jogados como qualquer pedra; sujas, misturadas ao lixo (folhas do eucalipto, sacos e copos plásticos, pontas de cigarros, palitos de picolé, emfim todo tipo de sujeira), à terra e barro esturricado.

Os esgotos que é de manutenção da EMBASA, concessionária do serviço público municipal, está no seu nível, segundo os renitentes moradores dessa nossa amada terra, mais caótico. Os conquistenses têm que conviver com esse perfume exalado nas vias públicas e também em seus lares, posto que é comum o retorno para dentro de suas casas; e quando chove então, a coisa fica insustentável.

Depois de todas essas inferências, quando eu trato do assunto com algum conquistense, é voz corrente entre essas pessoas que sempre concordam comigo, entretanto, sempre saem com uma pérola do tipo: “Isso é assim aqui, como em qualquer lugar do Brasil, não tem jeito, não, Chicão”, ou então dizem: “môss, agora a coisa já está até melhor… Em todos os lugares por onde a gente tem andado é muito pior do que aqui”.

Bom, a bem da verdade, quando eu era morador aqui, eu também era contaminado por essa letargia de pensamentos, por esse infame comodismo, pior ainda, quando visitava cidades muito melhores que Conquista, vi-as como modelos intangíveis; aquilo de bom que aquelas cidades e moradores desfrutavam no meu então medíocre pensar era só para aqueles felizardos.

Um querido amigo e irmão e camarada meu já tem o seu pé atrás para comigo. Já tem na ponta da língua resposta para tudo, inclusive para dizer que viu em Curitiba muita porcaria, e que aqui em Conquista era muito melhor que lá sob o ponto de vista da comparação dessas coisas. É fato que nenhuma cidade do Brasil é unanimidade para todas as pessoas. Há as que se conformam com qualquer coisa, como também há aquelas super exigentes que para elas nada presta; eu, felizmente, depois de ter migrado para Curitiba, estou na faixa do equilíbrio, estou focado na sensatez.

Na revista exame de uns dois anos atrás (dizem que foi matéria paga), mostrava Vitória da Conquista entre as dez mais cidades, batendo até históricas capitais brasileiras, no índice de desenvolvimento econômico. E nisso aquele meu amigo, irmão e camarada tem se albergado para fazer a melhor e graciosa propaganda que um governo merece.

Como eu disse antes, a nossa modelo fotográfica, de bom desempenho nas passarelas, como qualquer outra modelo, tem lá os seus mau hálitos, tem o seu tendão de aquiles, manquitola e ainda é cambota; se não for devidamente amparada pode até capotar, fazer feio na passarela.

Sei que posso parecer, de repente, ao meu amigo, irmão e camarada, um inoportuno se lhe perguntar qual é o nosso (o de Conquista) IDH. Em qual colocação o nosso município se encontra nesse Índice de Desenvolvimento Humano, qual é também o índice do IDEB, e qual o índice da saúde pública municipal – que não me venham contra-argumentar que os pacientes das cidades circunvizinhas todas fazem uso dos nossos serviços médicos hospitalares; o governo conquistense assim optou por ser pólo regional da saúde pública, abarcando os recursos daquelas cidade envolvidas para prestar esse serviço. Tudo isso pode ser a resposta adequada a ser dada a qualquer pessoa que tenha alguma pretensão de vir ou voltar a morar em Conquista.

Descartada não está a hipótese de que uma pessoa que more em Curitiba, Floripa, Campinas, Joinville, entre tantas outras cidades que tenha padrão de boa a excelente qualidade de vida vir morar em Conquista, todavia, há que se ter como certo, que essa pessoa tem que ter boa ou excelente condição financeira para que a nossa cidade lhe escancare os braços e lhe dê o seu sorriso kollinos.

Salta-nos aos olhos o quão caríssimo está o custo de vida em nossa cidade; o que é pior é que, as pessoas daqui não se dão conta dos absurdos cometidos pelos comerciantes. Estão anestesiados, pode-se comparar com o sapo que se jogado numa panela em água fervente ele vai dar um pulo olímpico para sobreviver, entretanto, se for colocado em uma panela com água fria e gradualmente for aquecida e chegar ao ponto de ebulição, estará o sapo cozidinho.

Assim estou vendo os meus irmãos conquistenses; e o que piora a situação é que eles fazem uma defesa ferrenha de todo esse sortilégio. Sempre dizendo a mesma cantilena que por aí a fora está tudo muito pior do que aqui em Conquista.

Que maravilha! Que governo não vai gostar de estar ombreado com um povo tão acomodado como o nosso? Que haja mais dezesseis ou mais vinte anos para que acordem, ou não! Enquanto isso os cães ladram (neles me incluo, eu não mordo!) e a caravana passa! Como me disse o meu nobre amigo e secretário de governo: “A maravilha da democracia lhe permite dizer o que tem dito e poder continuar dizendo; o povo consultado nas urnas respondeu democraticamente que podemos e devemos continuar o nosso projeto”. Que maravilha, em terra de cego quem tem um olho é REI, e viva a democracia, e morte aos Fernão Capelo Gaivotas!

Francisco Silva Filho

6 Respostas para “Divagando & Katilografando: Vistoriando”

  1. isaura

    Chico, colega do Banco do Brasil, no século passado, você é, talvez, a criatura mais bem-vinda a Vitória da Conquista.
    A sua ausência e o seu silêncio se fazem sentir. Você demorou a retornar, para as suas vistorias, hein?
    Aqui, continua sendo a terra dos adormecidos.
    Cada dia, um após o outro, os “de fora” tomam o seu espaço, inclusive na nossa administração. Já não há Conquistenses nas nossas lideranças, no nosso governo ou nos empreendimentos que estão acontecendo.
    Todos vemos que a estrutura e os planos não passam do papel e das letras miúdas e que a bolha, como você escreveu, não custa a estourar e derramar tudo o que há de desconhecido, afogando a todos os que se fazem de macaquinhos (não ouvem, não falam e não veem), na nossa “metrópole”.
    Não perco a esperança, mas fica difícil conjugar o verbo esperançar, que seria esperar atuando. A maioria espera apenas esperando…
    Venha mais aqui, Chico, publique suas crônicas tão verdadeiras e abra, pelo menos, frestas nos olhos conquistenses, já catarateados pela submissão.
    Grande abraço.
    Isaura.

  2. Paula

    Nasci,cresci e morrer vou aqui!!!MAs reconheço que a nossa cidade está vivendo um atraso total em relação ao meio ambiente – arborização zero nos quatro canto da cidade, e pior ainda nas periferias e nas calçadas dos novos empreendimentos. Como vc falou ninguém quer cuidar do que é nosso. Mas todos querem ganhar em cima do que é nosso: são investimentos de mlhões na construção civil, shomping, na saúde, na educação, dentre outros. MAs na cidade propriamente dita nada, mobilidade zero, sinalização no trânsito zero, educação ambiental zero, recuperação das praças e conservação zero. Os que veêm de fora não enxergam Vitória da Conquista como uma cidade e sim como uma fonte de lucro, que server apenas para usufruir financeiramente.

  3. Luciano

    Esse discurso do Sr. Francisco é bem conhecido: copiado e colado da Resenha Geral. É uma falácia essa história de que Conquista só cresce devido aos investimentos privados. E não é difícil fazermos essa constatação: basta compararmos o quanto a prefeitura vem investindo em educação, saúde, saneamento, infraestrutura, desenvolvimento social etc., com o que é investido pelo setor privado. A nossa cidade, como qualquer outra no Brasil (incluindo aí Curitiba), tem problemas; mas é inegável que ela é muito melhor agora do que 16 anos atrás. Cabe ao Sr. Francisco saber reconhecer isso, mesmo mantendo as suas críticas.

  4. Francisco Silva Filho

    Querida Isaurinha, sempre que venho aqui vou à nossa AABB – nossa, porque eu continuo sócio dessa AABB; não sou sócio da AABB de Curitiba, preferi continuar como sócio daqui – para reencontrar os meus grandes colegas, amigos e amigas como você.
    Você é suspeita para falar de mim. Todavia, a sua imparcialidade e sinceridade, Isaurinha, me deixa folgado para saber que dizes a verdade.
    Eu aprendi com um sábio daqui, o Maciel Júnior, que um colunista/cronista jamais deve se render e responder aos comentários dos seus leitores, entretanto, exceções devem ser concedidas, principalmente, quando um comentário vem de uma pessoa tão nobre como você.
    Lamento que, sempre que vou à AABB eu não a encontro por lá, mas, eu posso ser facilmente encontrado. O Ezequiel Sena quando soube que eu estava aqui em Conquista veio ligeirinho à casa da minha sogra, aqui na Rua 10 de Novembro, 64 – para promover o nosso reencontro.
    A despeito do que comenta do Sr. Luciano, Isaurinha, eu não me pautei pelo que a Resenha Geral do Hérzem faz de comentários. Isso porque, eu tenho absoluta autonomia para escrever o que eu penso e o que eu vejo e isso tudo eu vi aqui – você sabe disso, Isaurinha – se o que diz o sr. Luciano retratasse a verdade, eu já teria escrito este artigo há muito mais tempo; antes das eleições municipais.
    Eu não sou mero repetidor do que falam. Eu sou fiel nas minhas observações. Eu conheço cada palmo deste chão conquistense. Ando por todos os lugares (à pé), as minhas vindas à nossa cidade sempre tem um fundamento. Eu me preocupo com ela, essa minha cidade, com as pessoas que vivem nela. Antes de morar fora eu era como qualquer outro conquistense que se diz alheio à política; só queria enxergar o meu próprio umbigo, viver aquela nossa roda viva cotidiana casa/banco/AABB e outras atividades sociais de pouca importânca. Depois que me vi despojado do meu rincão – por vontade própria – entendi que eu precisava ter melhor cuidado com aquilo que é verdadeiramente nosso, não deixar que estranhos usurpem e malversem dos nossos recursos. Mas, isso eu tive que aprender convivendo com as pessoas daquele Brasil tão diferente deste Brasil de cá.

    Abraços, Isaurinha, seja feliz com toda a sua família. Quando quiser me visitar em Curitiba, é só pegar o meu endereço aqui na casa da minha sogra, e lá serás muito bem recebida.

    Francisco

  5. Martinha Silveira

    Sinceramente, Sr. Luciano, o senhor deve ser mesmo é da turma do LAMBE-PIRÃO do prefeito Guilherme e seu medíocre governo. O colunista retratou o nú e o crú que a nossa cidade vivencia, foi simplesmente autêntico. Sabe de uma coisa seu Luciano? Há 20 anos atrás eu tinha só oito anos, e o meu pai falava que Conquista estava muito melhor do que o prefeito Jadiel Matos (que ele conheceu e era amigo dele) do que quando ele deixou Conquista havia 16 anos. Portanto seu Luciano essa cantilena (como diz o seu Francisco) de que, como disse o senhor, Conquista só cresceu de 16 anos para cá é tão mentiroso quanto dizer que esse crecimento que se observa é por conta dos investimentos públicos municipais em nossa cidade.
    Conquista de 20 anos atrás era incomparavelmente maior e melhor do que a Conquista de 40, 45 atrás, isso é fato histórico. Pelo que me parece, o senhor deve ter mesmo é dor de cotovelo em relação ao seu Francisco, que sabe enxergar a verdade e dizer doa em quem doer.

  6. Dantas de BH

    Plac…plac…plac…Parabéns, Francisco, pelo seu texto, aliás, o meu tambem ricão, foi muito bem vistoriado.
    Uma vez por ano vou à Conquista, e a cada ano vejo um novo investimento do setor privado, mas, do setor público, só nos resta lamentar. Sem querer me alongar, o que impede o município em parceria com o governo estadual/federal construir um elevado ou túnel, conforme a necessidade, naquela passagem que liga a Av. Régis Pacheco à Av. Brumado? Já imaginou como seria mais ágil e seguro para todos? Enfim, cito apenas esse exemplo, para não repetir TUDO o que você já disse.
    Já estive em várias regiões do país, inclusive na belíssima Curitiba e, é claro que nós conquistenses sensatos, fazemos sempre as comparações (nas devidas proporções), tipo assim: Como é que aqui é possível e em Conquista, não? Pois é, ao meu ver, falta maturidade e vontade política dos nossos “íntegros governantes”.
    Quanto ao leitor, o senhor Luciano, que oportunidade perdeste, conterrâneo….

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