Butecando: Bar Avenida – O Cupim “Light” e Manteiga de Garrafa

Fotos: Leonardo Tavares
Fotos: Leonardo Tavares

Por Leonardo Tavares

Mais uma vez o Butecando vem e mostra que não tem fronteiras e, ao chegar à terra dos cata-ventos gigantes, me senti meio como Don Quixote. Já leu? Não? Pô, perdeu a referência que eu fiz ao chegar em Guanambi city, que surpreende pela hospitalidade e beleza. E uma vez em Roma, faça como os romanos. E, assim, fui atrás do famigerado cupim de Gildásio, que fica na Avenida Santos Dumont, em frente a praça do Feijão, point da cidade. “Num” tem erro. Lá, encontraremos o cupim feito no saco, cerveja gelada e gente de tudo quanto é jeito. Só corre o risco de não achar mesa.

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Hoje, na Coluna Butecando, o Bar Avenida, mas que todo mundo chama de Gildásio, que tem como proprietário – adivinhem? – Gildásio!  Ele conta com o auxílio de uma grande equipe de garçons e churrasqueiros, maioria primos, sobrinhos, parentes, aderentes… Enfim, lá o nepotismo come solto, e conta com supervisão de sua esposa, Dona Nilce. Corintiano doente, mas diz que é Vitória, ele é dono de uma discrição incrível. Não contou um único “causo” que tenha acontecido em seu bar, que é uma churrascaria, que é point, que é onde mora o cupim. Detalhe: só abre à noite.

Lugar família. Tanto quem te serve, como quem frenquenta. Amigos confraternizando, casais jantando e tomando uma gelada, pais com seus filhos. Pode ir que você vai se sentir à vontade. As mesas ficam na calçada ou em um pedaço do asfalto, porque com o calor que faz em Beija-flor – Guanambi, em Tupi Guarani – sentar dentro do bar só com ar-condicionado. Mas aí você perderia a “janela” que é a rua.  Tem cerveja gelada pra matar a sede, mas confesso que não experimentei nenhuma pinga, desculpem! Banheiros limpos. Isso mesmo, no plural. E trilha sonora variada e com boa altura (som ambiente).

 Dona Nilce, como já disse, supervisiona e coordena os garçons (que são muito atenciosos) não deixando sua mesa ser mal servida. À Gildásio, cabe temperar e preparar o cupim. Diz ele que o tempero é só sal grosso e pronto. Eu acho que tem mais coisa. O cupim é “cozido” na brasa, pois fica envolto em um saco plástico (foto). Depois que é retirado (do saco), o cupim é posto pra “secar” assando. Menino, vou te contar uma coisa: é muito bom! O tal do cupim desmancha que você nem precisa de faca. Mas Gildásio avisa: “se você sofre de colesterol, nem coma”. Light, né?

Acompanha essa delícia uma porção de aipim boiando na manteiga de garrafa, um vinagrete e uma farofa de manteiga. É um pecado. Juro.

 O lugar é churrascaria, é restaurante, é point, mas o preço é de buteco. Come-se muito e paga-se o justo em um ambiente familiar e com bom atendimento.

 Lá, é onde se bebe cerveja gelada, na calçada, vendo a vida passar na avenida.  Literalmente. Se alguém te falar “Vamo lá em Gildásio?”, em Guanambi, a terra dos cata-ventos gigantes, vá, e deixe de lado seu regime por pelo menos essa vez. Vai valer a pena. Confie em mim.

Tavares 512

Promessa é dívida. O site do Butequeiro está Online e com atualizações diárias:

www.buteco512.com.br

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4 Respostas para “Butecando: Bar Avenida – O Cupim “Light” e Manteiga de Garrafa”

  1. Sormany Portela

    Os textos deste cidadão são muito bons, é legal saber que em nossa cidade exitem escritores de qualidade.

  2. frlix

    pareçi ser muitoooooo gostoso esse cupim quando eu estiver em guanambi vou cumer com uma cerveja bem gelada nem presta

  3. Djalma

    Toda vez que vou a Guanambi, Gildásio é roteiro certo ! Parabéns pelo texto, Léo.

  4. Adriana

    Falou e disse tudo!!! É assim mesmo que a gente vê a nossa cidade! Hospitaleira, o pessoal gosta de sair com a família e o lugar que o guanambiense mais frequenta é o bar de Gildásio. Ali na avenida vemos todo mundo passar, os conhecidos, e os de fora a gente já sabe que é de fora. Corre o risco mesmo de não achar mesa, como várias vezes ficamos em pé, esperando alguém sair pra gente sentar. valeu por falar da nossa cidade! Ótimo texto!!

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