Meliponicultura Baiana: com mel que pode custar R$ 300, criação de abelha sem ferrão é feita até em armário

Fotos: Reprodução | G1 Bahia

Criar abelhas em casa, no quintal, no apartamento. Sim, isso já é uma realidade em Salvador e em outras cidades baianas, como Mata de São João e São Gonçalo dos Campos. Mas não é uma abelha comum. Chamada de “abelha social” ou do bem, ela tem o ferrão atrofiado e não oferece riscos ao ser humano. Além disso, é nativa do Brasil.

A mais comum das abelhas deste tipo, apelidadas de sem ferrão, é a uruçu. O mel produzido por ela tem encantado os produtores (meliponicultores), consumidores e chefs de cozinha. Na Bahia, o litro chega a custar R$ 300, dez vezes mais do que o mel comum, que pode ser encontrado a preços entre R$ 30 e R$ 50 (o litro). O motivo? Elas estão na lista de animais em risco de extinção na natureza. Portanto, são raras, o que torna o que é produzido por elas bem valorizado. Com 28% de água na composição, 10% a mais do que o comum, o mel produzido pela abelha sem ferrão é mais fluido, mais claro e tem uma leve acidez.

“Essa especificação de mais água é pela abelha, o homem não tem interferência nisso. E no mel de abelha sem ferrão tem própolis. Tudo que ela faz dentro da colmeia é com cerume [cera mais própolis]. Se ela coloca mel em um pote de cerume, o mel absorve o própolis e fica com frações de própolis de forma natural”, explica o meliponicultor. Pedro Viana, 61 anos. Confira a reportagem especial do G1 Bahia.


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