Memória e Identidade | Núcleo projeta tombamento do Cristo e da Casa de Glauber Rocha em Vitória da Conquista

Fotos: SECOM | PMVC

O Núcleo de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Vitória da Conquista promoveu, na manhã desta quinta-feira (5), o início das atividades do ano no Memorial Manoel Fernandes de Oliveira. O encontro reuniu o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Washington George Rodrigues Cirne, a representante do Executivo Conquistense, Maíza Fernandes Leite, e os vereadores Williams Muniz dos Santos, conhecido politicamente como Subtenente Muniz, e Ivan Cordeiro da Silva Filho, presidente do Poder Legislativo Municipal para discutir o avanço de pautas relacionadas à proteção e valorização do acervo. Durante o debate, o arquiteto e urbanista Rafael Vinicius Meira Celino defendeu que a salvaguarda ocorra de forma pedagógica: “Além do tombamento, é fundamental provocar no conquistense o sentimento de pertencimento com o patrimônio. Isso deve ser trabalhado desde cedo, de forma pedagógica e perene”. O vereador Ivan Cordeiro Filho reafirmou o compromisso da Casa com a causa, declarando.

“O Poder Legislativo é o guardião das aspirações da sociedade. Defendendo nosso patrimônio, estamos protegendo nossa história contra o esquecimento. Esse é um dever de cada parlamentar e todos se têm mostrado envolvidos nessa causa tão nobre”.

As tratativas para o tombamento de novos monumentos e documentos também ganharam destaque, com ênfase na Casa Glauber Rocha e no Cristo Crucificado, obra de Mário Cravo Júnior, considerado um dos principais cartões-postais da Bahia. Segundo Genevaldo Vieira Cordeiro, o Wal Cordeiro, integrante do grupo de trabalho, o conceito de preservação precisa abranger manifestações populares e agregar valor ao turismo. “É fundamental que a população entenda que o patrimônio tombado não se restrinja a edifícios, mas também abranja manifestações culturais e populares. A preservação é uma forma de agregar valor ao turismo e despertar o interesse nacional”, afirmou. Complementando essa visão, o historiador e museólogo Fábio Santos Sena, diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, enfatizou a necessidade do reconhecimento comunitário para que a proteção se torne plena. “A preservação do patrimônio só é plena quando a comunidade se reconhece nos bens. O tombamento deve ser visto como um pacto de cidadania entre o passado e a posteridade”, defendeu.

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