
O professor doutor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Reginaldo de Souza Silva, especialista em educação com foco em currículos, relações étnico-raciais e infâncias, analisou o cenário do trabalho infantil em Vitória da Conquista. Em entrevista ao BLOG DO ANDERSON neste domingo (19), na Feirinha do Bairro Brasil, o docente destacou que “as ruas aumentaram e demais, quer nas feiras, quer na frente do supermercado, quer na frente de loja, em ruas, mães com crianças pedindo esmola”.
Sobre as soluções e a estrutura de atendimento, o professor enfatizou a necessidade de uma atuação conjunta entre os órgãos públicos. “Sozinho não dá conta nenhum nenhuma. Toda política, ela tem que ser intersetorial e interseccionalidade. Não basta apenas uma secretaria, quer da saúde, quer da educação, quer da criança adolescente. Tem que ter uma interface entre elas”, afirmou. Reginaldo também pontuou a carência de equipamentos básicos na Joia do Sertão Baiano: “Vitória da Conquista, assim como muitas cidades da Bahia e do Brasil, não tem a vaga mínima para creche, 0 a 3 e a pré-escola obrigatória tem que ter em todos os lugares e preferencialmente próximo de onde as pessoas mais carente moram”.
O especialista alertou ainda para a complexidade no acompanhamento de crianças com necessidades especiais na rede de ensino. “Não é simplesmente colocar uma pessoa sem informação para dizer que é monitor, porque o salário é mais barato. O monitor tem que estar integrado com o professor para também no desenvolvimento do conteúdo daquela etapa de ensino”, concluiu. A problemática vem sendo alvo de pesquisas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, conforme acompanha o BLOG DO ANDERSON.


