
A reportagem do BATV, reproduzida pelo BLOG DO ANDERSON na noite desta quarta-feira (13), detalha o avanço das investigações sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo o vereador Gilvan Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos, do Republicanos. O parecer da Corregedoria da Câmara Municipal, assinado pela vereadora Márcia Viviane (PT), confirmou indícios suficientes de conduta incompatível com o decoro parlamentar, encaminhando o caso para a Comissão de Ética. O relatório inclui anexos com capturas de tela, extratos bancários e áudios nos quais o vereador detalha como funcionaria o acordo: o assessor ficaria com apenas R$ 700,00 de seu salário, transferindo o restante via Pix para o parlamentar ou terceiros. Pressionado pela repercussão, Dinho dos Campinhos oficializou, em caráter irrevogável, sua renúncia ao cargo de segundo-secretário da Mesa Diretora. Em documento lido durante a sessão, o parlamentar justificou o afastamento para focar esforços em sua ampla defesa. Para o enfrentamento jurídico, ele escalou o advogado Ademir Ismerim Medina, uma das maiores referências em Direito Eleitoral do Nordeste Brasileiro.
Enquanto isso, o Plenário Vereadora Carmen Lúcia registrou protestos de populares portando faixas que associavam a prática a crimes e exigiam celeridade na apuração. A Comissão de Ética, presidida pelo vereador Edjailme Rosa Carvalho, o Bibia, do União Brasil, e composta também por Luís Carlos Batista de Oliveira, o Dudé, também do União, e Gabriela de Dieho Garrido, do Partido Verde, terá um prazo de 90 dias para analisar provas e ouvir testemunhas antes de emitir um parecer final, que pode resultar na cassação do mandato. O vereador nega irregularidades e afirma não ter sido formalmente notificado sobre o avanço das apurações. Uma nova eleição para preencher a vaga aberta na Mesa Diretora está prevista para a próxima sexta-feira (15). A “rachadinha” consiste na denominação popular para o crime de peculato, caracterizado pelo repasse de parte do salário de assessores ou servidores públicos para o parlamentar ou gestor responsável pela nomeação, configurando apropriação de dinheiro público e improbidade administrativa que pode resultar na perda dos direitos políticos e em sanções criminais severas.

