
A ex-secretária muncipal de Saúde e atual diretora no Ministério da Saúde, Suzana Cristina Silva Ribeiro, explicou ao BLOG DO ANDERSON o verdadeiro motivo da superlotação no Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista [UPA, Hospital Geral de Vitória da Conquista, Hospital Afrânio Peixoto e Hospital Crescêncio Silveira]: a fragilidade da Rede de Atenção Básica de resposabildiade da Secretaria Municipal de Sáude. Segundo a gestora, o hospital representa a atenção secundária, que só deveria receber pacientes encaminhados ou casos graves. O gargalo acontece porque os postos de saúde locais não funcionam como deveriam na prevenção e no controle de doenças crônicas, empurrando a população para as urgências. “As urgências acontecem exatamente porque doenças crônicas, como cardiovasculares, renais, hipertensão e diabetes, além de doenças negligenciadas, são mal assistidas ou têm falta de acesso na atenção primária.
Consequentemente, essas pessoas complicam seu quadro de saúde e acabam superlotando com situações de urgência e até emergência os hospitais. Isso caracteriza uma sobrecarga muito grande tanto nos prontos-socorros quanto nas UPAs. E, consequentemente, não há leitos que sejam suficientes para atendimento onde a atenção primária é frágil. Isso são os estudos que apontam na área da saúde pública e da saúde coletiva”, pontuou Suzana na noite da segunda-feira (22). A diretora reforçou que o Ministério da Saúde tem feito investimentos pesados no Hospital Geral de Vitória da Conquista, incluindo a entrega recente de um combo de equipamentos cirúrgicos de ponta para ampliar cirurgias eletivas e o tratamento do câncer, além de enviar carretas de tomografia e ultrassom para a região. No entanto, o Sistema Estadual e Federal segue sobrecarregado enquanto a prefeitura não corrigir as deficiências no atendimento básico.

