
O Arraiá da Conquista consolidou-se como um verdadeiro sucesso de público, superlotando o Parque de Exposições Teopompo de Almeida por quatro dias consecutivos. No entanto, o cenário festivo deu lugar a fortes questionamentos devido à ausência do Grupo de Oposição Baiana, liderado pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, o ACM Neto, do União Brasil, pré-candidato ao Governo do Estado nas Eleições 2026. No programa UP Notícias, o jornalista Deusdete Dias Filho analisou o isolamento político enfrentado pelo município e a crescente crise na articulação da prefeita Ana Sheila Lemos Andrade, do União Brasil, cuja base aliada na Câmara Municipal demonstra forte descontentamento com o primeiro escalão da gestão. Em seu editorial, Deusdete Dias Filho sugeriu que a ausência da chapa majoritária estadual na terceira maior cidade da Bahia em pleno período junino trouxe um impacto político profundo: “E pegou muita gente de surpresa que as pessoas, inclusive, não não tinha atinado por essa situação. Não tinha percebido que a chapa majoritária não tinha vindo a cidade. Entendam bem, nós estamos falando da segunda maior cidade do interior da Bahia, a terceira do estado. Tá entre as 100 maior do país. Nós temos um eleitorado de quase 300.000 eleitores. E há uma chapa majoritária que vai concorrer a uma eleição difícil, tendo a prefeita do partido do pré-candidato ao governo do estado, que é a União Brasil. E eles não estiveram aqui e isso depois que nós falamos virou-se um o chicho, muita gente me ligando, me muita gente falando comigo sobre essa questão.”
A insatisfação repercutiu diretamente na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, onde parlamentares da própria base reclamam abertamente do atendimento do secretariado. O vereador Adinilson Nascimento Pereira, do União Brasil, disparou contra a falta de retorno às demandas populares levadas pelo Legislativo: “Muitas das vezes quando a gente muniz entra em contato com o secretário, ele fala assim: ‘Quando for possível, quando for possível, secretário, não é quando for possível, não. É uma demanda da comunidade. Muitas vezes o vereador criador, ele está nos quatro cantos da cidade, vendo a necessidade da população e muitas das vezes quando for possível. Eu falo o quê para a comunidade?'”. Refletindo o desgaste na sustentação política do governo, o vereador Edvaldo Santos Ferreira Júnior, Partido da Social Democracia Brasileira, líder da Bancada Situacionista na Casa, discursou firmemente cobrando o devido reconhecimento ao grupo que elegeu a atual administração: “Se tem secretário hoje na gestão municipal, é porque nós tivemos aqui trabalhadores no dia a dia nas eleições pedindo voto para que essa gestão que está aí fosse eleita. Se temos secretários nomeados, é porque aqui nós tivemos vereadores batendo de porta em porta, pedindo voto de confiança. Se nós temos secretários, gerentes, coordenadores, pessoas que estão ali exercendo cargos comissionados, É porque no dia-iia nós tivemos vereadores que foram eleitos e tivemos suplentes também. Que vereador nenhum chegou aqui sozinho. Vereador nenhum aqui teve a votação suficiente para ser eleito sozinho. Todos chegaram aqui dentro de um conjunto partidário. Então, a partir daí nós temos um grupo. E esse grupo precisa ser reconhecido. Esse grupo precisa ser valorizado.”


