
Na manhã desta sexta-feira (10), durante a Feira Solidária na Praça da Bandeira, o BLOG DO ANDERSON conversou com Maria Aparecida Rodrigues Santos, presidente da Associação de Fibromialgia de Vitória da Conquista (Fibra Conquista). No evento, que expôs trabalhos de empreendedorismo de mulheres da entidade, a líder comunitária relatou os obstáculos enfrentados pelos portadores da síndrome e criticou a falta de assistência governamental. A representante revelou que, apesar de a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade também conviver com a patologia, propostas do Poder Legislativo cruciais acabaram barradas pelo Governo de Vitória da Conquista. “O nosso Projeto de Lei foi vetado pelo Poder Público aqui duas vezes, né? Então por isso a gente não tem nem ajuda da lei que agora é tendo do Governo Federal para vir a verba para nossa Associação.
Tinha que ser assinado o Projeto de Lei no Município, mas aí tem esse desfalque aí que a prefeitura não, não assinou o projeto já vetou por duas vezes. A Câmara de Vereadores votou a favor, mas aí a não assinou o Projeto de Lei para a gente”, lamentou. A fibromialgia caracteriza-se como uma condição crônica que compromete o sistema neuromuscular, gerando dores generalizadas por todo o corpo, fadiga extrema e distúrbios do sono. Atingindo majoritariamente o público feminino, a síndrome impõe severas limitações físicas, impedindo que muitas vítimas consigam manter uma rotina de trabalho. Diante da ausência de suporte municipal, as pacientes dependem de uma rede de autoajuda na associação, que atende pacientes de Conquista, Itapetinga, Anagé e Jequié. A falta de regulamentação da lei municipal prejudica diretamente o acesso a direitos básicos de mobilidade e saúde na Joia do Sertão Baiano.
“A Lei nos dá esse direito, né? De ter o vale transporte para ir e vir do dá o direito de aposentadoria, nos dá o direito de médico, nos dá o direito da carteirinha do fibromiálgico, mas aí devido toda essa dificuldade do poder público de Vitória da Conquista a gente não tem”, criticou a presidente da Associação. Aos 49 anos e convivendo com os sintomas há mais de duas décadas, Maria Aparecida Rodrigues Santos finalizou o diálogo com um contundente pedido direcionado à Sheila Lemos. “A mensagem para a prefeita que ela se sensibilize, né? Com a doença que ela tem, ela sabe que ela tem a doença, ela sabe o que que a gente passa, ela sabe das nossas dificuldades, que é desde 2016 que a gente vem nessa luta e que ela venha nos procurar para ela poder estar assinando o projeto de lei para a gente, para a gente estar tendo esse respaldo aí do Governo Federal, para estar vindo para todos os fibromiálgicos”, concluiu.

