
As transformações no Centro de Vitória da Conquista ganharam um novo capítulo com a demolição do antigo casarão situado na Alameda Ramiro Santos, no entorno da Praça Barão do Rio Branco. O imóvel abrigou a Loja de Tecidos da Família Piloto, as Casas Pernambucanas, a Farmácia Santa Cruz e a Mega Cell Conquista. Nesta sexta-feira (11), o BLOG DO ANDERSON ouviu o historiador Durval Lemos Menezes, ex-diretor do Centro Integrado de Educação Luiz Navarro de Brito, sobre a perda do Patrimônio Arquitetônico e as memórias urbanas.

“Isso aqui sempre é considerado o coração de Conquista. Esse casarão pertencia a uma pessoa da Família Piloto. Embaixo era uma loja de tecido e no segundo pavimento era residência. Anos depois, lá para os anos 50, foi instalado aí as Casas Pernambucanas, que na época era maior rede de tecidos que existia na Bahia. Posteriormente foi passando para outras atividades e hoje está sendo demolido”, relatou o professor. Durval Lemos Menezes defendeu o equilíbrio entre modernização urbana e preservação do acervo histórico, criticando a destruição injustificada de prédios antigos e citando intervenções estaduais recentes em escolas tradicionais.
“Tem alguns imóveis que são obstáculos no crescimento da cidade, então é necessária a demolição. Mas outros deve se conservar, manter a memória, porque você vive o presente, projetando o futuro, mas tem que conhecer o passado. Não justifica, por exemplo, o governo demolir o Colégio Abdias Menezes ou o Centro Integrado, uma construção sólida para durar 200 anos feita pela ONU, quando havia terrenos vagos próximos”, pontuou. Acompanhe as reportagens sobre a história, a arquitetura e o urbanismo de Vitória da Conquista no BLOG DO ANDERSON.

