Em reportagem lançada pelo BLOG DO ANDERSON nesta terça-feira (15), após um encontro no Supermercado Santo Antônio, Carlos Aldir Santos Silva, de 85 anos, popularmente conhecido como Marreco, compartilhou memórias sobre a transformação urbana de Vitória da Conquista e expressou suas opiniões sobre o cenário esportivo. Nascido em Itambé, ele chegou à Conquista com apenas três anos de idade, presenciando o crescimento que contava com cerca de 18 mil habitantes na época. Ao longo da vida, Marreco morou em treze endereços diferentes, jogou futebol e trabalhou no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Entusiasta do esporte regional, o aposentado acompanha de perto a trajetória do Esporte Clube Vitória da Conquista e faz uma análise crítica sobre a sobrevivência dos times. “Conquista já teve cinco a seis clubes de futebol. Nenhum durou mais do que cinco a seis anos. Só o Ederlane é que tá há 20 anos com esse time, ele sozinho, ele é autônomo, né? É uma empresa, tá tudo certo. Mas olha bem, cadê os empresários? Onde estão os empresários dessa cidade?”, declarou Marreco durante a entrevista. Além de comentar sobre as dificuldades do futebol, o torcedor vascaíno lamentou a venda precoce de jovens talentos brasileiros para o exterior. Sem filhos e solteiro, Carlos Aldir Silva permanece como uma figura emblemática da Memória Conquistense, representando a história viva de quem acompanhou de perto o progresso da Jois do Sertão Baiano.
