
O professor Marcelo Neves Costa, docente da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), reapareceu publicamente após alta hospitalar e um período de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do IBR Hospital, em Vitória da Conquista. O caso gerou grande repercussão local e nacional, motivando notas de solidariedade de diversas entidades, entre elas a Arquidiocese Metropolitana de Vitória da Conquista e o Partido dos Trabalhadores (PT). No último domingo (27), o professor encontrou a reportagem do BLOG DO ANDERSON na Feirinha do Bairro Brasil e relatou os fatos que levaram à sua internação. De acordo com o docente, a agressão ocorreu durante as manifestações do Grito dos Excluídos, no feriado de 7 de Setembro, enquanto exercia seu direito de manifestação política. “Fui agredido por um preposto da prefeitura, exercendo a liberdade de cidadania. Liberdade de expressão política no Grito dos Excluídos no 7 de setembro. Pode publicar. Covardemente golpeado na cabeça, fiquei cinco dias internado, entre uma semi UTI e revisão de tomografia, de ressonância e tudo mais”, relatou Marcelo. O professor informou que formalizou a denúncia no Distrito Integrado de Segurança Pública, registrando o Boletim de Ocorrência (BO) e anexando os laudos médicos e exames concedidos após a alta no IBR Hospital. O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Bahia. Em contrapartida, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) emitiu uma nota de esclarecimento justificando a atuação da equipa organizacional durante o desfile e negando qualquer intenção de impedir a manifestação. Segundo a pasta, a intervenção dos servidores teve carácter estritamente organizacional após tentativas do grupo de alterar a ordem da programação.
“A SMED ressalta que em nenhum momento houve qualquer determinação para impedir a participação ou a manifestação do Grito dos Excluídos. O grupo teve assegurado seu direito de participação. Durante a situação, entretanto, servidores que estavam no exercício de suas funções foram alvo de atitudes agressivas, inclusive com confronto físico e agressões dirigidas a uma servidora. Posteriormente, houve novo episódio de confronto nas proximidades do Posto Tigrão, sendo necessária a intervenção da Guarda Municipal para restabelecer a ordem”, alegou a Secretaria. “A Arquidiocese de Vitória da Conquista, diante dos atos de violência ocorridos durante as atividades do Grito dos Excluídos e das Excluídas 2026, em Vitória da Conquista, vem a público manifestar sua solidariedade às pessoas atingidas e seu firme repúdio a toda forma de violência, reafirmando seu compromisso com a paz, o diálogo, a justiça social e a dignidade de toda pessoa humana. A Arquidiocese esclarece que não participa da organização direta das atividades do Grito dos Excluídos e das Excluídas. A presença de leigos e leigas vinculados às diversas pastorais e iniciativas sociais da Igreja ocorre segundo sua vocação e missão próprias, como expressão do compromisso cristão com os pobres, os excluídos e a promoção do bem comum. A Arquidiocese de Vitória da Conquista renova sua solidariedade a todos os envolvidos e seu compromisso com uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica, na qual as diferenças sejam enfrentadas pelo diálogo e nunca pela violência”, diz a Arquidiocese.

