
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista emitiu nota oficial de repúdio diante dos ataques virtuais e ofensas direcionados à vereadora e delegada da Polícia Civil Gabriela de Diego Garrido, do Partido Verde. O posicionamento público ocorreu após a parlamentar, ex-candidata à Câmara dos Deputados no pleito de 2026, tornar-se alvo de mensagens difamatórias e agressões em redes sociais e aplicativos de conversa por conta de sua atuação e representatividade política. Na nota assinada pelo presidente da Casa, vereador Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, a Mesa Diretora e os demais membros do Poder Legislativo classificaram a violência política de gênero como uma grave afronta à democracia e ao pleno exercício dos direitos políticos das mulheres. O documento destaca ainda o compromisso de apurar com absoluto rigor a denúncia de que as ofensas teriam partido de um servidor integrante do próprio quadro da Câmara. Em entrevista concedida ao BLOG DO ANDERSON na manhã de sexta-feira (9), a vereadora ressaltou a importância de formalizar a denúncia na esfera policial e judicial para desencorajar condutas intimidadoras no ambiente político.
“Infelizmente, quando as mulheres estão em destaque em espaços de poder, muitas pessoas ainda não aceitam. A proteção da mulher é uma das minhas pautas mais prioritárias. Não seria justo com as outras mulheres que eu ficasse calada sem fazer a denúncia, porque estaria dando um mau exemplo, já que todos os dias ensino a mulher a denunciar. A justiça está tomando providências, a situação está na mão da polícia e tomamos as medidas cabíveis por coerência”, declarou Gabriela Garrido. Ao avaliar sua trajetória nas urnas como candidata a deputada federal, a parlamentar considerou o resultado positivo dentro do campo progressista, ressaltando ter alcançado a terceira colocação no segmento mesmo com menor tempo de exposição e recursos em comparação a nomes tradicionais.
Durante o bate-papo, Gabriela Garrido prestou esclarecimentos sobre a votação que resultou na suspensão por 60 dias de um vereador investigado por prática de “rachadinha” no Legislativo Conquistense. Como relatora do processo na comissão, a delegada explicou que seu parecer inicial defendia a cassação do mandato, mas acabou vencido pela maioria dos integrantes do grupo de trabalho. “No meu relatório pedi a cassação, só que os demais membros da comissão discordaram da penalidade. Quando chegou para o plenário, a população precisa entender que só tínhamos duas opções: ou aprovávamos a suspensão de 60 dias proposta pela maioria da subcomissão, ou isentávamos o vereador de responsabilidade.
Para que ele recebesse punição, a opção viável no momento era votar pela suspensão. Minha discordância com a penalidade é técnica e baseada na lei, sem qualquer questão pessoal”, pontuou. A vereadora também comentou as cobranças da comunidade em relação à segurança viária e ao funcionamento do sistema de monitoramento eletrônico, defendendo investimentos contínuos em tecnologia e inteligência para otimizar o patrulhamento. “A gente vai se debruçar sobre o processo fiscalizatório da cidade. A população cresce e existe o limite orçamentário que impede a contratação do número ideal de policiais. O que ameniza e auxilia essa falta de mão de obra humana é a inteligência. Uma central onde a cidade é monitorada em tempo real facilita o trabalho de investigação e a ação imediata da Polícia Militar”, analisou. Por fim, ao abordar projetos regionais, a edil mencionou ter encaminhado propostas ao plano de Governo da Bahia para a criação de Centros de Atendimento Especializado a Crianças Neurodivergentes e para o fortalecimento da Causa Animal e Ambiental no Centro Sul Baiano.



