
O vereador Nelson Vieira Santos, conhecido como Nelson de Vivi, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), declarou ao BLOG DO ANDERSON que não reconhece o resultado que conferiu o mandato ao presidente da República Brasileira Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), nas Eleições 2026. Ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que se converteu ao alinhamento com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o parlamentar questionou a transparência do sistema eleitoral e defendeu a implantação do voto impresso auditável. Durante a entrevista concedida nesta sexta-feira (6), no Centro de Convenções Divaldo Franco onde aconteceu a sessão solene de entrega do Título de Cidadão Conquistense, o edil comparou o processo de votação a uma rifa informal para criticar a ausência de comprovante físico aos eleitores. “Ter uma rifa ou qualquer disputa dessa maneira que não seja transparente, que demonstre para o perdedor, e que ele fique ciente de que perdeu, não tem validade ainda. A nossa urna eletrônica ainda deixa essa dúvida, de que o perdedor não pode questionar e ver por A mais B que perdeu. Enquanto houver isso, vai haver sempre essas reclamações”, declarou o político.
Nelson de Vivi também apontou o estendimento do horário de votação até as 19 horas no segundo turno como elemento de desconfiança sobre a apuração que garantiu a eleição de Lula contra o senador Flávio Nantes Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). “A eleição do primeiro turno tramitou de maneira suave, de maneira tranquila. Às 17 horas, que é a hora de encerramento, encerrou no Brasil todo. No segundo turno, a apuração não acabou 5 horas da tarde. Ela acabou estendida até 19 horas. Quando vi essa extensão, já calculei alguma anormalidade. Uma decisão em cima da hora não traz segurança nesse tipo de disputa”, argumentou. Ao tratar sobre a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos da América após a contagem das urnas, o parlamentar negou a tese de fuga. Na avaliação do vereador, o senador buscou salvaguarda diante de medidas judiciais imediatas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Ele não fugiu, ele se protegeu. Sete minutos depois do resultado, o ministro Alexandre de Moraes já mandou recolher os passaportes, representando um tipo de prisão. Ele viu que sofreria perseguição, como o pai e o irmão sofreram, e resolveu com a família sair para uma nação de democracia livre”, justificou Nelson de Vivi. O BLOG DO ANDERSON mantém o espaço aberto para manifestações dos citados e segue acompanhando a repercussão das declarações no cenário político de Vitória da Conquista.
