Desde que desembarcou na mídia em abril de 1987 Paulo Nunes da Silva transformou-se numa das mais conhecidas figuras da mídia baiana. Parte desta “fama” ele construiu, de certo modo, pela agenda que acabou sendo obrigado a montar ao adquirir filling para o Jornalismo. Agenda que, por sinal, cresceu substancialmente com seu ingresso no “Rádio”. No pico, ele chegou a incomodar muita gente e a agradar muito mais. Acusado de não dar vida fácil aos desafetos (que são pouquíssimos!), na sua defesa diz que nunca atacou quem quer que seja, apenas reagiu às tentativas de assalto ao poder a qualquer custo. De todo modo, tem hoje contra si o radialista Hérzem Gusmão.
Colunistas
O Governo do Estado e a Greve nas Universidades
Foto: Blog do Anderson
O Governo do Estado e a Greve nas Universidades – A nota paga do Governo.
Por Ruy Medeiros
A direita está exultante e satisfeita com o Governo Jacques Wagner: participa do Governo e procedimentos deste são aqueles recomendados por partidários do reacionarismo. No entanto, parte da direita diz o contrário daquilo que pensa, por evidente disputa de espaço na sociedade. É o atual caso da greve nas universidades. O que o governo tem feito em relação à greve é exatamente o que os anteriores governadores faziam.
Cadete: De lambe-lambe a fotógrafo digital
Por Luís Fernandes
Entre os nordestinos que vieram para Vitória da Conquista a partir da segunda metade da décda de 40 está o paraibano Antônio Francisco da Costa Neto ou simplesmente Cadete, como é chamado, natural do município de Uiraúna (Paraíba), onde nasceu no dia 27 de maio de 1933, no “Sítio Gracejo”. Aos 8 anos de idade foi morar no “Sítio Coaty” e, depois, no “Sítio Bom Jesus”, ambos no município de Luiz Gomes, no estado do Rio Grande do Norte, onde trabalhava na lavoura e, nas horas vagas, aprendeu os ofícios de carpinteiro, artesão de couro e alfaiate.
Retrocesso à Liberdade
Por Ezequiel Sena![]()
Na opinião de muitos historiadores a biografia da vida nunca fala a verdade por inteiro. Como também seus protagonistas nunca dizem tudo. Em contrapartida as coisas vão e voltam, com títulos e olhares diferentes. A intenção desta abertura é para comentarmos sobre um movimento solitário de militares remanescentes do golpe de 64 que se articulou judicialmente para retirar do ar a novela “Amor e Revolução” escrita por Tiago Santiago, em exibição desde 04 de abril último, pela emissora SBT. Sabemos que a luta por audiência é acirrada e às vezes desonesta, principalmente quando alguma programação alcança índices surpreendentes e causa incômodo no tradicionalismo; contudo, não se pode negar a importância desta iniciativa de transformar em novela os momentos que marcaram a nossa história, ainda que sejam sombrios.
Dia do Trabalho e o partido da contradição
Creio que o grande dilema enfrentado pelo segundo partido de maior força no Brasil, o Partido dos Trabalhadores, seja a ausência de um diálogo com seu passado, eufemismo que pode ser traduzido em incoerência e desrespeito com o próprio trajeto histórico. O PT é filho das greves fabris e carrega no nome a causa trabalhista. Mas, como advertiu Chico Buarque, em A Banda: “para o meu desencanto o que era doce acabou”. O Partido que outrora chamava atenção pelas paralisações generalizadas e pelo movimento sindical é o mesmo que, atualmente, corta salários e proíbe reivindicações quando professores de universidades estaduais legitimamente decidem se manifestar em face das determinações do governo. Tal atitude, que contraria o preceito constitucional (artigo 37, VII, da CF/88) e combate o direito fundamental do salário, remete a tempos que a Bahia não gostaria de reprisar. Diferentemente do despersonalizado PT, o 1° de Maio de 2011 nada deve diferir do seu ponto de partida, registrado no mesmo dia do ano de 1886, ocasião em que a voz dos trabalhadores pôde ser ouvida e atendida a partir das reivindicações ocorridas no centro urbano industrial de Chicago. O 1° de Maio de agora deve ser pautado nos assalariados que, mesmo sem salários, não se rendem e não se cansam de gritar em nome da dignidade da categoria.
Frederico Cabala é estudante de jornalismo. [email protected]
Com aeroporto Conquista poderá ser subsede da Copa
Foto: Blog do Anderson
Por José Maria Caires
O aeroporto de Vitória da Conquista, cada dia mais próximo, apesar de ser uma reivindicação antiga, nos últimos anos houve uma grande evolução no andamento da concretização do sonho da região.
Com:
1-recursos assegurados no orçamento, 2-área definida e em processo de desapropriação, 3-projeto executivo concluído, 4-licença ambiental em fase de conclusão, resta agora, mais uma vez a união de todos os segmentos para cobrar do Governo agilidade no edital de Concorrência Pública para contratação da empresa de Construção. Estima-se que em 24 meses após a licitação, a obra poderá ser concluída, há até quem acredita na possibilidade de uma redução nesse prazo, um exemplo dessa possibilidade, foi do aeroporto de Lençóis aqui mesmo na Bahia, que foi construído em 10 meses. Apesar do questionamento da existência de uma pequena área de MATA DE CIPÓ que poderia emperrar a licença ambiental, essa possibilidade foi totalmente descartada pelo Instituto do Meio Ambiente (Ima), que inclusive já realizou apresentação do projeto no local da obra, discutindo os impactos com a sociedade envolvida. O aeroporto será construído numa área totalmente desmatada, sendo necessária apenas a limpeza e regularização do terreno. Queremos, portanto agradecer mais uma vez o apoio de todos os partidos políticos, de todos representantes da sociedade civil organizada, dos clubes de serviços, das entidades de classe e, sobretudo da imprensa escrita, falada e televisada em prol desse grande projeto que transformará nossa Região.
Vicente Cassimiro
O primeiro zonofone de Vitória da Conquista
Naldo, o Maitre

Por Luís Fernandes
Marinaldo Dias Bacelar, o “Naldo”, um dos melhores jogadores de futebol de Vitória da Conquista de todos os tempos, nasceu no dia 1º de fevereiro de 1949, na “Rua da Boiada” (atual “Rua João Pessoa”). Começou sua carreira no “União” do professor “Sana”, por volta de 1965; depois foi para o “Humaitá” de “Zé Maria” ser o nº 8, o famoso “garçom”, pois servia muito bem aos seus colegas para fazer o gol. Aliás, mais que “garçom”, ele era um verdadeiro maitre (o mestre), que organizava todo o meio-de-campo do time.

Em 1968 foi para o “Conquista” e aí ele se despontou de vez como um grande craque. Num jogo contra o Galícia em 1969 ele foi chamado de craque por nada mais nada menos Nilton Santos (a “Enciclopédia do Futebol”), pois o melhor lateral direito do mundo, na época, era técnico do Galícia. Nesse jogo o Conquista ganhou do Galícia por 4X1 (2 gols de Naldo e 2 de Piolho). Detalhe: um dos gols de Naldo foi um “golaço”. Depois Naldo jogou ainda no Cruzeiro de Belo Horizonte em 1971, no América do Rio em 1972, no Botafogo de Salvador em 1973 e no Atlético de Alagoinhas em 1974. Encerrou cedo sua carreira, ainda nos anos 70, deixando uma grande lacuna no futebol baiano.
Rodovia Conquista-Itambé: Inaugurada nos anos 1930

Por Luís Fernandes
Com a ligação desta cidade a de Jequié, pela estrada de rodagem, o fazendeiro Gentil Flores, com o apoio de outros companheiros como Henrique Brito, Flaviano Ferraz, Rogério Gusmão, Osório Ferraz e José Galdino da Luz, tomou a deliberação de ligar esta cidade a de Itambé por uma rodovia, passando pela ladeira do Marçal. Sem auxílio de engenheiros foram feitas sondagens do terreno por Flaviano Ferraz e em seguida iniciada a construção. Na ladeira da California foi construída uma ponte com mais de 20 metros de comprimento sobre o córrego Periquito. No mês de junho de 1931 os automóveis fonfonavam pelas ruas de Itambé, procedentes de Vitória da Conquista. Em 1940 seria inaugurada a rodovia Conquista/Ilhéus.
Sinhozinho do “Salão Bahia”


Superintendência da Caixa: MCMP jogou pesado
Foto: Blog do Anderson
Com o anuncio da Superintendência da Caixa Econômica Federal em Vitória da Conquista, o cenário politico foi movimentado na cidade com vários políticos alegando ser o autor do projeto. O primeiro foi o deputado Waldenor Pereira, depois o Ministro Mário Negromonte, seguido por Geddel que disse ter sido o radialista Herzem Gusmão. No portal da Prefeitura Municipal, informa que o prefeito Guilherme Menezes pediu uma audiência com o presidente da Caixa, e foi representado pelo deputado Marcelino Galo. Já nesta segunda-feira (11) surgiu outro personagem nesta história. Trata-se do presidente do Movimento Contra a Morte Prematura (MCMP), André Cairo, que afirma ter trabalhado nos bastidores. “Esse negócio de pai da criança passa muito distante do meu ego, por que a maioria das pessoas que trabalham com ego não conseguem atingir um patamar superior. Pra que essa preocupação de ficar jogando confetes, eu fiz isso ou aquilo. Na realidade a nossa parte foi feita e ai os resultados estão. As pessoas conscientes sabem muito bem que a importância dessa Superintendência foi o trabalho que fizemos. O nosso trabalho foi pesado!”, afirmou Cairo.
Eleita Comissão Arquidiocesana Universitária
Foto: Elton Quadros
Neste domingo (10) durante o Encontro Arquidiocesano de Universtários Católicos, realizada neste final de semana em Vitória da Conquista, aconteceu a eleição da Comissão Arquidiocesana da Presença Cristã Universitária. Com a presença de mais de 140 universitários, a Comissão conta com os seguintes empossados: Elton Becker (Coordenador Geral), Mírian Carla (vice-coordenadora), Luiz Carlos (Secretário), Cibele (Tesoureira) e como suplentes foram eleitos: Caio Barbosa, Elis e Márcio Esquivel. Empossada domingo a Comissão Arquidiocesana da Presenção Cristã Universitário realizará brevemente a criação dos núcleos paroquiais da PCU e deverá pautar seu trabalho em cinco dimensões: Ciência e Fé, Missão e Caridade, Espiritualidade, Fraternidade e Cultura e Arte. O mandato da atual gestão da Presença Cristã Universitária durará até o primeiro semestre de 2013 com a realização de um novo Encontro Arquidiocesano dos Universitários Católicos.
(Elton Quadros)
Dilson Ribeiro
Dilson Ribeiro em 1954. Foto: cortesia de Lafayette Spínola (irmão de Fernando Spínola)
Opinião: Além dos movimentos

Por Alberto Marlon
Um breve relato e algumas considerações. Em 2004, um grupo de estudantes, com apoio indireto de alguns professores, reuniram-se em um local fora da universidade. A pauta era: assistência estudantil, especificamente a carência de uma residência universitária no campus da Uesb de Vitória da Conquista. Deliberou-se pela ocupação de um módulo inacabado. Tal construção destinava-se às instalações da rádio e TV Uesb. Seguiram-se outras reuniões – em segredo – e, no dia combinado, uma verdadeira tropa, armada de barracas, colchonetes e comida, desembarcaram na Uesb e se instalaram no prédio abandonado. A partir daí a mobilização era diária, com assembléias dentro do campus, almoço coletivo na sala da reitoria, panfletagem e visitas às salas de aula. Os dias se passaram e houve reações, especificamente por parte do pessoal administrativo e de uma parcela da comunidade discente. A oposição ao movimento publicou panfletos – alguns de cunho preconceituoso e sensacionalistas -, comentava-se que na ocupação só tinha um bando de desocupados, “putas e maconheiros” segundo os mais incisivos, e houve uma tentativa de desocupação forçada, através de seguranças da Uesb, do módulo onde estavam acampados os estudantes. Descobriu-se até um “espião”, a serviço da oposição, morando entre os ocupantes.
Dema do Salão Bahia
Movimento estudantil com requintes da ditadura
Por aluna da Uesb
Funciona assim: de tempos em tempos alguns estudantes da UESB reúnem-se em nome do Movimento Estudantil. Cobram melhorias na educação, na alimentação, no transporte, na moradia… Até ai o Movimento é legítimo, comprometido com a comunidade acadêmica e digno de respeito. Dois ou três meses depois o Movimento estudantil volta a hibernar e as coisas voltam ao “normal”.
Viva as mulheres!
Por Edvaldo Paulo de Araújo
Adoro as mulheres!A meu ver e sob o meu olhar de admirador, elas são a forca maior deste mundo. Não há na face da terra um ser tão especial com a sensibilidade e com uma visão através das lentes do amor igual às mulheres. Quando elas amam são incomparáveis em fidelidade e dedicação ao ser amado.Na criação dos seus filhos são de um amor imenso, de sacrifícios inigualáveis, de resistência na sua luta, que são comparadas a Deuses.Conheço historias magníficas de mulheres que quando se apaixonam nunca mais se entregam ao outro amor.Quando o ser amado se vai para outro lada da vida, se reclusa e vivem para sempre com as lembranças do ser amado em seus corações.
São capazes de sobreviver nesta selva, sozinhas sem homens, mas tenho duvidas quanto a nós homens, vivermos sem elas. Um homem quando quer separar delas passam anos planejando, elas não, tomam a decisão e nos manda para fora de suas vidas.
Rolando a Bola
Foto: Blog do Anderson

Por Ubaldino Figueiredo
O VITÓRIA DA CONQUISTA deu um passo decisivo para conseguir sua classificação para a semifinal do campeonato baiano, ao vencer dentro da casa do adversário, o ATLÉTICO DE ALAGOINHAS, que ontem completava 41 anos de fundação, dando assim, um presente de grego para o carcará.
O peso da morte de Zé Alencar
Foto: Vinícius Thompson/Futura Press
No velório de José Alencar, ao lado de Dilma Roussef, Lula se emociona ao se despedir do amigo e ex-vice
“Há mortes que para um país e para a humanidade pesam menos que uma pluma. Há outras, porém, que pesam toneladas” (Mao Tsé-Tung).
Por Vitor Hugo Soares
Atiradores de plantão podem pegar pedras no meio da rua – sempre existem alguns ao alcance da mão em obras inacabada por aí – para jogar. Apesar do risco, recorro à citação das palavras do ex-líder chinês Mao Tsé-Tung na abertura destas linhas por considerá-la a mais completa tradução de sentimentos político e humano diante da partida de José Alencar.






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