Magnólia e Beleza Americana

Jorge Maia

Jorge Maia

Eu sempre senti uma certa desconfiança com a mensagem contida na cédula do dinheiro americano: em Deus  nós confiamos. Como é possível  um povo tão religioso misturar dois  significados tão diferentes: Deus e César estão no mesmo pacote. Estranho, mas é assim. Um povo que possui bom desenvolvimento e  qualidade de vida, despontam como sendo um povo tolo. Seu crescimento deve-se mais ao cérebros que alugam  ou compram pelo mundo fora.

Visita a Montes Claros

Andreson Ribeiro

Andreson Ribeiro

No sábado de Carnaval (01.03.14), aproveitei o feriadão, e fui a Montes Claros, para matar a saudade da cidade e rever algumas pessoas. Matar a saudade porque durante 03 anos – 1995,1996 e 1997 -, há cerca de 17 anos, residi nessa cidade, onde cursei o 2º grau no Colégio Biotécnico, à época campeão de aprovação no Vestibular da UNIMONTES. Nessa visita, não obstante Montes Claros ser uma cidade muito povoada, que há anos já era um Polo Comercial, de Serviços e, sobretudo Educacional de referência para todo o Brasil, que bem servia todo o Norte de Minas, inclusive vale a pena destacar que, como prova dessa “antiga pujança”, no início da década de 80, já havia nesse município cursos de Medicina e de Direito numa Universidade Pública, no caso a UNIMONTES, constatei que a querida Montes Claros, carinhosamente conhecida pela alcunha de MOC, não avançou, ou melhor, pouco avançou…

Mãe, quem sabe, única verdade

Valdir BarbosaValdir Barbosa

Fujo de shopping apinhado na minha querida Soterópolis, no fim deste sábado, véspera do segundo domingo de maio. Caminho no estacionamento sem vagas, a procura do local onde deveria estar meu carro, quando jovem criatura me pergunta: O senhor está saindo? Acenei positivamente e indiquei a direção em que sabia estar ele guardado. Ela retrucou: É vaga reservada para idoso?

Em princípio fiz de conta que a primeira resposta acontecera por força de leitura labial, assim, estribado na minha senilidade visível fui em frente, com ouvidos moucos, próprios dos gastos. Mas, rapidamente me voltei sorrindo para informar não saber ao certo este detalhe. Falava a verdade. Fora Roberta, minha domadora quem chegara ali, onde já estava desde cedo e colocara o automotor na vaga.

Perainda

Jorge Maia

Jorge Maia

Eu era menino, e não faz muito tempo, quando eu ouvia minha mãe usar a expressão “perainda” sempre que alguém lhe pedia pressa, ou lhe cobrava uma resposta mais imediata e a usava mesmo na sua idade mais avançada, quando naquelas circunstâncias. Perainda, pensando bem, parece uma palavra tupi guarani, mas se pronunciada muito rápido e com um som mais gutural parece japonês.

O certo é que é uma palavra nossa, aqui do nordeste. Mas as palavras são assim, poéticas, pesadas, mansas ou agressivas. Talvez, ou certamente, o que promoveu o desenvolvimento do ser humano, em razão do poder de comunicação e aqui não vale citar o papagaio, que apesar de falar algo, não comunica criatividade.

Greve dos professores: contra fatos não há argumentos!

Edwaldo Alves

Edwaldo Alves Silva

Fui entrevistado em programas das Rádios Transamérica e Brasil FM sobre a greve dos professores. Minhas opiniões foram reproduzidas no Blog do Fabio Sena, provocando comentários dos quais discordo e me julgo na obrigação de respondê-los. Claro que gostaria de estar debatendo essa importante questão na mesa de negociações, dialogando com a Comissão Sindical, analisando os pleitos da categoria, o impacto financeiro dos acordos e a situação financeira da Administração Municipal, principalmente porque essa situação mexe com a vida e os estudos de 42.000 alunos. Sempre discutimos com respeito e seriedade as propostas dos funcionários por meio das diretorias de seus sindicatos  e de seus representantes de base.

Opinião: Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho

Elane Ferraz dos Santos

  Elane Ferraz dos Santos

O 1º de Maio nos faz refletir, mais uma vez, o quão é desigual o mundo em que vivemos e como ainda somos – nós mulheres – discriminadas também nas relações de trabalho no que se referem a salário, carga horária, ocupação de cargos, condições de trabalho, tratamento, etc.

Nas últimas décadas, a presença das mulheres nas mais diversas áreas de trabalho e profissões tem aumentado significativamente, mas ainda é proporcionalmente menor que a dos homens. Sete em cada dez homens na população economicamente ativa trabalham ou procuram emprego, enquanto menos de cinco em cada 10 mulheres estão na mesma situação e a diferença salarial, mesmo no século XXI, ainda é gritante! As mulheres recebem somente 73,8% dos rendimentos dos homens, ou até menos se considerarmos as desigualdades raciais; a renda média das mulheres negras equivale a um terço da dos homens brancos!

SIlvio Santos e o Reitor da UESB: como tratar um funcionário diagnosticado com um tumor

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Esaú Mendes

O caso do jornalista Carlos Nascimento é bem semelhante ao meu, mas a diferença está no comportamento dos nossos “chefes”. Como vocês podem ver no vídeo que postei, o repórter agradece a Silvio Santos pela preocupação com a sua saúde. Silvio ordenou a renovação do seu contrato com o SBT, mesmo o jornalista estando sem condições de exercer suas atividades na emissora. Que comportamento digno e honrado, hein, Silvio? Parabéns! Pena que nem todos tem a sua grandeza!

Coisa de louco

 

Jorge Maia

Jorge Maia

Eu era menino, e não faz muito tempo, quando ouvi a história narrada por Enésio. Para quem não se lembra ou não sabe, Enésio era engraxate e tinha a sua cadeira ali na esquina da praça Monsenhor Olímpio,  no passeio da loja da COOPMAC, no prédio de José Rodrigues, e que fica em frente ao chamado “Bigode de Pedral. Antes era um posto Shell, de José Rodrigues, e cumpria o seu  papel de posto de gasolina no meio da praça, como  é comum nas pequenas cidades. Depois, desapropriado, construiu-se um pequeno jardim elevado, na ocasião as escavações fizeram aparecer  uma ossada que na época atribuíram a um antigo cemitério indígena, apenas especulações. Hoje, o nosso viaduto.

Dica 512 – Em busca do parmegiana perfeito: Restaurante Netuno

Foto: Buteco 512
Foto: Buteco 512

Léo Tavares | Buteco 512

Eu sei, eu sei… demorou desta vez, mas se eu ficar comendo Parmegiana toda semana vou perder todas as minhas roupas, né? E digamos que eu não tô afim disso não…hehehe.

Acabei de chegar do almoço e fui a um local que foi indicação de alguns leitores. Local amplo e arejado, sem muita sofisticação. Gostei do atendimento, rápido e rasteiro. Fui em horário de almoço e meio de semana (hoje, lembra? Tipo agora), então deu pra ter uma noção de que era aquilo mesmo.

O Estupro é crime hediondo

Maria Otília SoaresMaria Otília Soares

O século XXI adentrou o tempo trazendo uma dose venenosa de conservadorismo social e comportamental. Isso desmistifica a ideia de avanço social linear e demonstra sua evolução espiral, pois, atitude socialmente justa não é na determinada pela época e sim na pureza de um espírito revolucionário. A história está cheia desses rebeldes que em épocas muito distante umas das outras, modificaram estruturas e transformara sua época e seu lugar. Recente pesquisa do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – demonstrou que um a cada quatro brasileiros considera a mulher culpada pela prática do estupro, isso revela uma dose de conservadorismo social no comportamento de nossa sociedade, demonstra que a herança arcaica dos valores sociais, ainda estão entranhados em nossa visão de mundo e permeia as ralações humanas e sociais que travamos.

Depressão – “Bem, a vida vai passar por mim se eu não abrir meus olhos”

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Mateus Aguiar*
“Dizem-me que sou muito jovem para entender
Dizem que estou preso em um sonho.
Bem, a vida vai passar por mim se eu não abrir meus olhos.
Bem, tudo bem por mim.”
.
“Então, acorde-me quando tudo estiver acabado,
Quando eu for mais sábio e mais velho.
Todo este tempo eu estava procurando por mim mesmo,
E não sabia que eu estava perdido.”

Água p’ra quem tem sede

Jorge Maia

Jorge Maia

Eu era menino, e não faz muito tempo, quando aos domingos eu realizava um passeio, levado por meu pai. Nós íamos ao poço  escuro buscar água para beber. Nós morávamos naquela rua que fica atrás do Tiro de Guerra e que é um corredor  que conduz para a praça Sá Barreto.

Era o inicio da década de sessenta e a cidade não possuía serviço de água tratada. Todos usavam água de cisterna, mas isso não nos era permitido. A nossa água estava comprometida. Nossa água era salobra e a proximidade de fossas tornava aquela água imprópria para o consumo.

50 anos do Golpe Militar: Em defesa da democracia, um relato sobre tempos difíceis

Edwaldo Alves

Edwaldo Alves Silva

I – Minha história.

Participei de diversos debates sobre os 50 anos do golpe militar e, principalmente,  sobre os 21 anos da ditadura que sufocou completamente as liberdades civis e políticas no Brasil. Tive o prazer de escutar e falar para públicos heterogêneos, alguns na sessão especial da Câmara Municipal, para  membros conscientes e ativos do Levante Popular da Juventude, universitários da UESB e, agora, preparo-me para fazer meu relato sobre aquele período histórico para estudantes do Colégio Oficina. Na verdade, sinto-me como um observador privilegiado de momentos vividos, quando opiniões políticas e ideológicas eram abafadas, e ações poderiam custar prisões, torturas e mesmo mortes. Como é bom sentir que palavras, opiniões e ações que antes eram crimes, hoje são requisitadas e ouvidas com o maior respeito e interesse.

Simples sugestões

Valdir Barbosa

Valdir Barbosa

Lembro-me de um tempo, nem muito distante, em que era justo fazer piquetes em portas de fábricas e promover greves a mancheia. Na esteira destes e outros lícitos pleitos, a sociedade acreditou em mudanças e apostou no novo, com grandes razões. A alternância de poder é salutar e assim ocorreu, numa terra onde se plantando tudo dá.

Contudo, ao que parece, as raízes dos absurdos amplamente contestados corromperam brotos, dos quais se dizia pretender vir renovando. Exemplos de “mensalões” e “passadenas”, certezas incrustadas nos “lavas jatos”, posto, neles todos, provas incontestes da desfaçatez de quem pregava seriedade e ética. Destarte, o dissabor daqueles que acreditaram na transformação, obrigados a assistir, por todos os lados, hora após hora, enorme cipoal de escândalos.

O Canto da Sariema

Jorge_Maia

Jorge Maia

Eu era menino, e não faz muito tempo, quando meu pai levou-me até a sua roça, onde tinha um pequeno curral. Era em Aracatu, área de caatinga. A seca imperava e o sofrimento era grande. Cuidar do pequeno rebanho era ato de heroísmo, pois manter os animais era gastar tudo que tinha, como se estivesse comprando-os outra vez, tal era despesa para a sua manutenção.
Era um final de tarde e o eu o acompanhei a maior parte do tempo levado em seu colo, como se dia dizia antigamente: na cacunda, pois sendo magrinho não suportava a caminhada, embora não fosse tão distante da cidade. Para mim era um passeio. Ver a caatinga com seus arbustos retorcidos pela seca e sentir a tristeza da natureza, que, corajosa, insistia em viver desafiando o que todos chamam de destino.

Administrações Beócias – Segunda parte

Jorge Maia

Jorge Maia

Ao fim da leitura do primeiro relatório, publicado na semana passada, fez-se intervalo e foi servido o jantar. A perplexidade era a tônica dos comentários e haviam os mais exaltados pregando a revolução com aplicação de severa punição aos corruptos. A conversa corria solta e os temas eram variados. Alguém informou que Dr. Francis chegara da Noruega, esta em período de férias e que possivelmente apareceria por ali, pois sempre desejou conhecer a Beócia. Na varanda outra pessoa falava sobre a Insustentável Leveza do Ser, do eterno conflito da liberdade e da opressão, concluindo que ” tudo que é solido se desmancha no ar”. Podemos afirmar que o papo era agradável. Bem cativante. Fernandão que chegou naquele momento, aproximou-se de um grupo que discutia qual era a série era melhor: Braking bad ou Família Soprano, sempre defendendo o segundo, particularmente penso que são bem diferentes não cabendo comparação.

Santa água sanitária

Celso Miranda de Lima

Celso Miranda de Lima

Pouca gente sabe, mas é na cozinha que reside a maior quantidade de bactérias. O principal motivo está na inesgotável fonte de alimentação destes microrganismos que são os restos de comida espalhados por toda parte. Ao preparar os alimentos, restos de alimentos são projetados sobre fogões, pias e piso. E quando a limpeza não acontece de imediato, a decomposição destes resíduos faz com que a reprodução dos microrganismos nocivos à saúde humana seja exponencial. Entre estes vilões estão Staphylococcus aureus, Salmonela choleraesuis e a temível Escherichia coli.

Qual seria o nome?

Paulo Ludovico

Paulo Ludovico

Tem uns caras de raciocínio rápido. Conheço alguns assim. Daqueles que respondem na tampa e até parecem ter a reposta pronta, na ponta da língua.

Um conhecido, certa feita, comprou um tênis, daqueles mais espalhafatosos possíveis. Era cor de todo tipo e largura, algumas delas, fluorescentes. Parece até que acendiam. Um verdadeiro arco íris nos pés.

Era costume em Conquista, os amigos se encontrarem para a velha roda de papo. Na Alamenda Francisco Santos, depois na Praça do Gil. Era como se fosse a Olívia de hoje.

Em busca do parmegiana perfeito

Fotos: Léo Tavares
Fotos: Léo Tavares

Por Léo Tavares, Buteco 512

Ultrapassamos a linha tênue da Rio-Bahia, BR que divide a nossa cidade e o que me parece, não só fisicamente. Besteira desse povo né? Conversando com o meu amigo Jorginho, um dos donos do estabelecimento, num desses domingo no Cai 1, falei sobre o blog e a minha procura. Já conhecia a excelência de sua cozinha e de vários pratos de lá. A especialidade da casa são comidas românticas, aquelas que vão direto pro coração: lombo de boi assado, sarapatel, buchada… Mas ele me “desafiou” a comer o Parmegiana de lá. Challenge accepted! O lugar é simples, mas limpo. Garçons atenciosos e o serviço é rápido. Estávamos em 7 pessoas (o que foi um erro, já que pra “pesquisa” de campo é bom no máximo 3) e o lugar estava cheio.

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Vamos ao Parmegiana: Molho: Tem numa quantidade bem legal, mas com uma acidez um pouco elevada, pro meu paladar. Acompanhamentos: O suficiente para 3 pessoas, mas pedimos o grande ( lá tem P, M e G): macarrão de panela, arroz e purê. Não curti o macarrão, seco e passou do ponto, acho que faltou um tempero a mais. O Purê tava bom e o arroz… não dou osa pra arroz, né?

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Deixar claro que amo arroz, mas não faço questão no parmegiana. Filé: Tem uma espessura bem legal e vem numa quantidade suficiente pra 3 pessoas. Tempero legal e o empanado crocante e o queijo na medida e derretidão. Mas nada de outro mundo, bem normal. Apresentação: Vem muita comida e isso enche os olhos. O filé vem imerso em molho e queijo, salivante. Preço: R$ 55,00 a porção G É um parmegiana NOTA 7,0 na minha concepção. Ganhou muitos pontos na espessura do filé junto com o purê. Poderiam melhorar com o molho e o macarrão.

O golpe de 64 e a opção pela verdade

Florisvaldo Bittencourt Florisvaldo Bittencourt

Fazer uma análise sobre o golpe de 64 nunca é fácil, devido as consequências nefastas daquele momento histórico. E que fique claro, trata-se de um golpe e não revolução, que roubou a liberdade, vidas e os sonhos de milhares de cidadãos brasileiros, além de retardar o surgimento de lideranças que poderiam mover o Brasil nos trilhos do progresso com inclusão social. O desenvolvimento do “país do futuro” foi arrancado por um regime ditatorial corrupto e que só em Vitória da Conquista cerceou a liberdade de 35 pessoas, com destaque para os casos de Ruy Medeiros e o ex-vereador Péricles Gusmão, Camilo de Jesus Lima, Everardo de Castro, Vicente Quadros dentre outros