
O combate à fome e o fortalecimento da segurança alimentar ganham reforço nas periferias da Joia do Sertão Baiano. Liderado por Maria Nazaré Silva de Sá, a Mãe Naza de Oyá, o Projeto Social Maria Nilza, Associação Casa de Oyá, vem garantindo refeições gratuitas e de qualidade para centenas de famílias em situação de vulnerabilidade social no município. Em bate-papo com o BLOG DO ANDERSON repercutido nesta segunda-feira (20), a ativista comunitária detalhou o funcionamento das cozinhas comunitárias instaladas na cidade e celebrou a ampliação dos atendimentos aos moradores de oito bairros periféricos. A iniciativa obteve viabilização por meio do edital público do programa do Governo da Bahia “Comida no Prato”, em articulação com mandatos e lideranças políticas dos governos estadual e federal. A conquista assegurou a estruturação de pontos de distribuição que fornecem diariamente centenas de marmitas preparadas com foco na dignidade nutricional da comunidade atendida.
Mãe Nilza explicou como funciona a logística de acesso ao benefício: “O Projeto Maria Nilza tá aí servindo a comunidade de Vitória da Conquista com comida no prato, 2.400 marmitas semanalmente em oito bairros carentes. […] Através do edital da política pública ‘Comida no Prato’ nós fomos contemplados. As pessoas em maior vulnerabilidade social podem procurar a sede do Maria Nilza e automaticamente são cadastradas e recebem a sua refeição com dignidade e qualidade, tudo gratuito.” Aos 54 anos de idade, Mãe Nilza possui um histórico antigo de militância social no bairro Patagônia. A gestora ressalta que a força motriz do projeto reside no amor ao próximo e no trabalho coletivo de voluntários que se dedicam a dar voz e assistência às comunidades periféricas.
Além das refeições diárias distribuídas pelas cozinhas, o projeto realiza atendimentos integrados que alcançam mais de mil pessoas. Para manter a estrutura em pleno funcionamento e expandir o alcance das ações, a organização mantém canal aberto para a chegada de novos parceiros e doações de qualquer natureza: “O amor e a necessidade [fizeram começar]. Por ser de periferia a gente precisa dar voz ao nosso povo, isso sempre correu nas minhas veias e juntamos um grupo de voluntários. A gente tem que fazer o bem sem olhar a quem. […] Qualquer pessoa de fora pode colaborar, tanto como voluntário quanto com doação. Nós aceitamos todo tipo de doação. Hoje só nas cozinhas a gente alcança 800 pessoas dia, mas o Maria Nilza chega a mais de 1.000 atendimentos dentro de Vitória da Conquista.”































































































