
Paulo de Tarso Magalhaes David | advogado e professor
Henry Kissinger cunhou uma frase que até hoje assombra Washington: “Pode ser perigoso ser inimigo dos Estados Unidos, mas ser amigo é fatal”. Originalmente um alerta para que Nixon não abandonasse aliados como o Vietnã do Sul, a história tratou de confirmar a profecia: Saigon caiu, e o mundo testemunhou que a amizade americana poderia, de fato, equivaler a uma sentença de morte. Hoje, essa lição se atualiza com preocupante nitidez. Caso a guerra de agressão contra o Irã resulte na derrota — ou mesmo em um impasse custoso para Israel e Estados Unidos, o tabuleiro geopolítico do Oriente Médio será completamente redesenhado, validando cada ponto do antigo diagnóstico de Kissinger. Continue a leitura.



