Paulo de Tarso | você aceitaria ser julgado por um robô?

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Paulo de Tarso Magalhaes David | advogado e professor

A Terceirização da Decisão Judicial por meio da Inteligência Artificial – Ilegalidade
, Inconstitucionalidade e os Riscos para o Estado Democrático de Direito
“A culpa é de quem escolhe; Deus é inocente.”
Platão. A República (Livro X)

Introdução

O avanço da inteligência artificial no Poder Judiciário brasileiro tem sido amplamente apresentado como solução para um cenário de sobrecarga estrutural e litigiosidade em massa. Ao final de 2024, o Judiciário acumulava aproximadamente 80,6 milhões de processos pendentes, dos quais 62,9 milhões em efetiva tramitação, com ingresso de 39,4 milhões de novas ações apenas naquele ano. Diante desses números, a tecnologia passou a ocupar lugar central no discurso de modernização da justiça. Contudo, é preciso questionar: até que ponto a busca por eficiência e celeridade pode justificar a substituição, ainda que parcial, da decisão humana por algoritmos? Este artigo sustenta que a terceirização da atividade jurisdicional para máquinas, sob o pretexto de qualidade e eficiência, viola princípios constitucionais fundamentais e representa uma terceirização ilegal e inconstitucional da função de julgar. Mais do que isso, argumenta-se que tal prática promove uma desumanização da justiça que a própria filosofia antiga, por meio do Mito de Er de Platão, já nos ensinava ser perigosa e moralmente empobrecedora. Continue a leitura.

Paulo de Tarso | o legado de Kissinger: quando ser aliado dos EUA se torna uma sentença

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Paulo de Tarso Magalhaes David | advogado e professor

Henry Kissinger cunhou uma frase que até hoje assombra Washington: “Pode ser perigoso ser inimigo dos Estados Unidos, mas ser amigo é fatal”. Originalmente um alerta para que Nixon não abandonasse aliados como o Vietnã do Sul, a história tratou de confirmar a profecia: Saigon caiu, e o mundo testemunhou que a amizade americana poderia, de fato, equivaler a uma sentença de morte. Hoje, essa lição se atualiza com preocupante nitidez. Caso a guerra de agressão contra o Irã resulte na derrota — ou mesmo em um impasse custoso para Israel e Estados Unidos, o tabuleiro geopolítico do Oriente Médio será completamente redesenhado, validando cada ponto do antigo diagnóstico de Kissinger. Continue a leitura.

O Declínio da Hegemonia | por que a Derrota dos EUA e Israel é inevitável e porque isso é bom

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Paulo de Tarso Magalhães David 

Dois regimes dotados de armas nucleares lançaram-se em uma guerra de agressão contra um país que ainda negociava diplomaticamente. Em um de seus primeiros atos, bombardearam covardemente uma escola para meninas, assassinando mais de 160 jovens. Em seguida, executaram um dos mais respeitados líderes religiosos do Islã. Em apenas trinta dias de conflito, dezenas de escolas, hospitais, ambulâncias, usinas de energia e sistemas de abastecimento de água foram destruídos. Esses não são danos colaterais, mas sim crimes de guerra meticulosamente documentados.  Nada disso surpreende. Trata-se de duas nações habituadas a praticar terrorismo de Estado, derrubar governos democraticamente eleitos, destruir nações inteiras e cometer genocídios, seja de forma direta, como em Gaza, ou indireta, por meio de sanções letais e bloqueios econômicos, sempre sob o manto da impunidade. >>>>>.

Massacre de Meninas no Irã | o silêncio ensurdecedor do ocidente de um crime de guerra e a sombra que nos habita

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Paulo de Tarso Magalhães David | advogado e professor

O dia em que o mundo não acabou com um estrondo, mas com um suspiro triste. Não foi um trovão qualquer. Foi o som de uma bomba explodindo e uma escola a desabar sobre dezenas de meninas no Irã. Eram crianças, jovens, tinham sonhos, cadernos, lápis, talvez segredos escritos às pressas nos intervalos. Agora são números, estatísticas, mais uma nota de rodapé na história que os poderosos escrevem com sangue alheio. Mas não nos enganemos: aquelas bombas não caíram do céu por acaso. Foram lançadas por mãos que se querem limpas, por países que se dizem faróis da democracia. Os mesmos que, em Gaza, transformaram bairros inteiros em cemitérios a céu aberto. Os mesmos que agora, no Irã, assassinaram dezenas de crianças dentro da sala de aula. E fazem-no com a precisão cirúrgica de quem sabe exatamente onde o terror deve doer para não manchar as próprias mãos. Continue a leitura.