Paulo de Tarso | o legado de Kissinger: quando ser aliado dos EUA se torna uma sentença

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Paulo de Tarso Magalhaes David | advogado e professor

Henry Kissinger cunhou uma frase que até hoje assombra Washington: “Pode ser perigoso ser inimigo dos Estados Unidos, mas ser amigo é fatal”. Originalmente um alerta para que Nixon não abandonasse aliados como o Vietnã do Sul, a história tratou de confirmar a profecia: Saigon caiu, e o mundo testemunhou que a amizade americana poderia, de fato, equivaler a uma sentença de morte. Hoje, essa lição se atualiza com preocupante nitidez. Caso a guerra de agressão contra o Irã resulte na derrota — ou mesmo em um impasse custoso para Israel e Estados Unidos, o tabuleiro geopolítico do Oriente Médio será completamente redesenhado, validando cada ponto do antigo diagnóstico de Kissinger. Continue a leitura.

Massacre de Meninas no Irã | o silêncio ensurdecedor do ocidente de um crime de guerra e a sombra que nos habita

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Paulo de Tarso Magalhães David | advogado e professor

O dia em que o mundo não acabou com um estrondo, mas com um suspiro triste. Não foi um trovão qualquer. Foi o som de uma bomba explodindo e uma escola a desabar sobre dezenas de meninas no Irã. Eram crianças, jovens, tinham sonhos, cadernos, lápis, talvez segredos escritos às pressas nos intervalos. Agora são números, estatísticas, mais uma nota de rodapé na história que os poderosos escrevem com sangue alheio. Mas não nos enganemos: aquelas bombas não caíram do céu por acaso. Foram lançadas por mãos que se querem limpas, por países que se dizem faróis da democracia. Os mesmos que, em Gaza, transformaram bairros inteiros em cemitérios a céu aberto. Os mesmos que agora, no Irã, assassinaram dezenas de crianças dentro da sala de aula. E fazem-no com a precisão cirúrgica de quem sabe exatamente onde o terror deve doer para não manchar as próprias mãos. Continue a leitura.