Outubro Rosa | Poliana Policarpo relata vitória contra o câncer de mama em vídeo institucional

Foto: BLOG DO ANDERSON

Um depoimento emocionante de superação marca as peças publicitárias da campanha do Outubro Rosa na Joia do Sertão Baiano. Em vídeo veiculado na televisão e registrado pelo BLOG DO ANDERSON nesta segunda-feira (13), a advogada, professora, escritora e presidente da Casa da Cultura Carlos Jeovah, Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, compartilha sua trajetória de diagnóstico e cura do Câncer de Mama. Ao descobrir a enfermidade aos 51 anos por meio da autoobservação, a gestora cultural destaca a relevância da atenção à própria saúde e do afeto no processo terapêutico. A literatura, a fé e a união familiar e comunitária figuraram como pilares essenciais ao longo do tratamento. “Aos 51 anos de idade, eu fui diagnosticada com Câncer de Mama. Por conta desse autoexame, eu descobri. Eu fui conseguindo fazer o tratamento.

Quando eu estava com mais dores, eu pedi um abraço coletivo, eu fazia uma oração. Foi uma outra coisa que me libertou muito, que foi a escrita. A coragem, a força, a resiliência, foram palavras necessárias e fundamentais”, relatou Poliana Aguiar no vídeo. A escritora relembra a emoção ao concluir as etapas médicas e reforça a urgência do acompanhamento preventivo constante: “E no dia em que eu toquei o sino, eu podia voltar a ser dona de mim mesma e o Câncer de Mama me ensinou a ser uma mulher com mais vontade de existir. O tratamento não vai ser fácil, mas todos nós vamos ter uma força, uma palavra, uma oração, uma rede de apoio. É fundamental o autoexame, mamografia, ultrassonografia, um toque aqui, um exame ocular, pode salvar uma vida. Um toque de cuidado salvou a minha vida.”

Literatura Conquistense | Poliana Policarpo lança ‘Tulipas Raras’, obra que retrata superação e coragem de mulheres

Foto: BLOG DO ANDERSON
Em entrevista concedida ao BLOG DO ANDERSON na quinta-feira (13), a advogada, professora, escritora e presidente da Casa da Cultura Carlos Jeovah, doutora Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, compartilhou detalhes sobre o seu livro mais recente, intitulado Tulipas Raras. A obra reúne relatos marcantes de dor, resiliência e superação feminina diante das adversidades da vida.  Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais e membro da Academia Conquistense de Letras, Poliana buscou inspiração em sua própria história de vida. Após ser diagnosticada com câncer de mama, a autora enfrentou um delicado processo de tratamento composto por 16 sessões de quimioterapia, intervenção cirúrgica e radioterapia. O período de afazeres suspensos e foco absoluto na cura trouxe ensinamentos profundos sobre existência, fé e perseverança.  Em Tulipas Raras, Poliana conecta a sua trajetória pessoal à vivência de diversas outras mulheres com as quais conviveu durante a batalha contra a enfermidade. O livro registra como cada uma delas encontrou forças para ultrapassar obstáculos aparentemente insuperáveis. “A vida parece que para e você precisa focar na sua sobrevivência. Superei com muita fé, rede de apoio e força de vontade. Fiquei mais forte, mais viva e com mais vontade de existirmos e continuarmos pela cultura, pela literatura e pelo ensino aos nossos jovens”, destacou a escritora ao BLOG DO ANDERSON, A publicação amplia a contribuição literária da autora,  que já assina obras no campo poético, jurídico e de Direito Digital, disponível na Livradia Nobel, e se consolida como um testemunho de sensibilidade e esperança para leitores que enfrentam momentos de fragilidade e recomeço.

Cultura & Superação | Doutora Poliana fala sobre projetos da Casa da Cultura e lições de vida em Vitória da Conquista

Fotos: BLOG DO ANDERSON

Em entrevista concedida ao BLOG DO ANDERSON na tarde desta quinta-feira (13), no Centro Empresarial Maria Helena Caires, a advogada, professora, escritora e presidente da Casa da Cultura Carlos Jeovah, doutora Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, fez um panorama sobre os trabalhos da instituição, os desafios do setor cultural conquistense e a sua trajetória pessoal de superação.  Com 52 anos de existência e mantendo cursos tradicionais de piano, teclado e violão há quatro décadas, a Casa da Cultura tem expandido sua atuação na formação artística e na conscientização social de jovens e famílias. Entre as novidades, destacam-se a retomada do grupo de teatro e o fortalecimento do grupo de estudos literários.

Na área de instrução social, o destaque é o projeto Pedagogia Digital: Instrução e Cidadania nas Redes, desenvolvido há oito anos em escolas públicas e em palestras voltadas para pais e educadores. “Estamos levando para as escolas públicas como utilizar a internet de forma segura e responsável. Levamos palestras aos pais para que ensinem os filhos a lidar com as questões digitais, controle parental, dieta midiática, cyberbullying e os grandes perigos da rede, como jogos, vícios e conteúdos de automutilação”, explicou a presidente da entidade. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino e membro da Academia Conquistense de Letras, a pesquisadora aplicou seu conhecimento do Direito Digital ao cenário dos equipamentos culturais da Joia do Sertão Baiano.

Ela destacou a necessidade de ampliação dos investimentos e valorização financeira dos profissionais das artes. Além disso, revelou que, após articulações e reuniões na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, por iniciativa do presidente Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, e parlamentares apoiadores, a cidade sediará no final deste ano o Primeiro Festival de Teatro de Vitória da Conquista.  “Na época do presidente Carlos Jeovah e do prefeito José Raimundo, a Casa da Cultura e a Prefeitura compraram em condomínio o Solar dos Ferraz. A Casa da Cultura possui 47% e a Prefeitura 53%. Estamos em tratativas para negociar a nossa parte com o município para que o espaço seja conservado e receba a destinação que a cidade precisa”, pontuou. A gestora ressaltou ainda que a revitalização do Teatro Carlos Jeovah, da casa que pertenceu à família do cineasta Glauber Rocha e do Cine Madrigal está pactuada no Plano Municipal de Cultura para os próximos dez anos.

Ao compartilhar sua experiência pessoal, a doutora Poliana Policarpo contou o aprendizado do período em que precisou se afastar das atividades acadêmicas e culturais para enfrentar um câncer de mama, passando por 16 sessões de quimioterapia, cirurgia e radioterapia. A vivência deu origem ao seu livro mais recente, Tulipas Raras, que retrata histórias de coragem, obstáculos e superação de diversas mulheres. “A vida parece que para e você precisa focar na sua sobrevivência. Superei com muita fé, rede de apoio e força de vontade. Fiquei mais forte, mais viva e com mais vontade de existirmos e continuarmos pela cultura, pela literatura e pelo ensino aos nossos jovens”, concluiu a escritora.

Cultura & Memória | Câmara de Vitória da Conquista celebra os 46 anos da Academia Conquistense de Letras

Fotos: Reprodução | CMVC

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou, nesta quarta-feira (2), uma sessão especial em comemoração aos 46 anos da Academia Conquistense de Letras (ACL). O evento reuniu representantes do Legislativo, gestores e membros da instituição para debater a preservação histórica e o incentivo à leitura na Joia do Sertão Baiano. “Estamos celebrando os 46 anos da Academia Conquistense de Letras, uma das instituições mais importantes da história de Vitória da Conquista”, afirmou o presidente da Casa, vereador Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, ao destacar a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura para viabilizar a sede da ACL no Solar dos Ferraz.

O presidente da Academia, Valmir Henrique de Araújo, definiu o momento como “o reino do brinde ao nascimento da mais importante instituição cultural da cidade”. A relevância do resgate histórico foi reforçada pelo secretário municipal de Cultura, Alexandre Magno Melchisedeck Meira: “A Academia é uma guardiã da nossa história e espaço onde a memória encontra abrigo”. A advogada e professora doutora Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, presidente da Casa da Cultura, lembrou a contribuição de pioneiros como Camillo de Jesus Lima.

Na sequência, o vice-presidente da ACL, Esmeraldino Correia Santos, salientou a capacidade literária dos membros da entidade. No campo político e social, o vereador Andreson Ribeiro Alves, do Partido Comunista do Brasil, defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à cultura e juventude. Já o vereador Edivaldo Ferreira Santos Júnior, do Partido da Social Democracia Brasileira, apontou a sessão como prova de que o Legislativo atua como caixa de ressonância da sociedade. Por fim, o vereador Alexandre Garcia Araújo, do Partido dos Trabalhadores, enfatizou a necessidade de aproximar a literatura dos movimentos periféricos e da Zona Rural: “Não basta a escrita se não há quem leia, e esse é um grande desafio: quem está lendo?”.

Cultura & Literatura | Prefeitura de Vitória da Conquista estuda espaço para a Academia Conquistense de Letras

Foto: BLOG DO ANDERSON

A Academia Conquistense de Letras (ACL), que atualmente funciona no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, busca uma sede própria na Joia do Sertão Baiano. Em entrevista concedida à repórter Mônica Caiba, da Rádio Clube de Conquista, e compartilhada pelo BLOG DO ANDERSON nesta quarta-feira (26), o secretário municipal de Cultura, Alexandre Magno Melchisedeck Meira, detalhou os diálogos com a instituição e indicou imóveis históricos como opções para o projeto. Entre as alternativas analisadas está o Solar dos Fonsecas, localizado na Praça Sá Barreto, imóvel que atualmente abriga a Casa da Cultura Carlos Jeovah, presidida pela  doutora Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, e que aguarda a transferência do equipamento para o Solar dos Ferraz, espaço adquirido pela Prefeitura de Vitória da Conquista. A solicitação da ACL segue em articulação com a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade e com o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal.  O titular da pasta celebrou ainda a entrega de uma Moção de Aplausos em reconhecimento à organização do Arraiá da Conquista. Acompanhado por membros da equipe técnica, o gestor destacou a integração entre as secretarias municipais para a realização dos festejos juninos. “A gente tá aqui emocionado. Pela primeira vez a Secretaria de Cultura recebe uma moção. A gente fez questão de compartilhar isso, trazer toda a equipe que trabalha diuturnamente para que as políticas públicas culturais em Vitória da Conquista aconteçam. O Arraiá da Conquista foi um evento realmente feito com muito carinho e responsabilidade”, afirmou Alexandre Magno.

Cultura Conquistense | Audiência Pública debate o teatro amador e profissional em Vitória da Conquista

Fotos: Reproduçao | CMVC

O teatro configurou o tema de amplo debate na Câmara Municipal de Vitória da Conquista durante audiência pública realizada no Plenário Carmen Lúcia, na noite de terça-feira (2). A iniciativa, proposta pelo presidente da Casa, vereador Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, reuniu artistas, dramaturgos, atores, diretores, produtores culturais e representantes do Executivo Municipal para discutir a situação atual e os caminhos para o fortalecimento do teatro amador e profissional na Joia do Sertão Baiano. Ao abrir a audiência, o presidente Ivan Cordeiro da Silva Filho destacou a importância do teatro para a identidade cultural de Vitória da Conquista e defendeu a adoção de medidas concretas para fortalecer o setor.

“Vitória da Conquista sempre foi reconhecida pela força e pela vitalidade de sua produção cultural. Temos um celeiro de talentos, pessoas dispostas a produzir arte de forma ativa e apaixonada. No entanto, ao longo dos anos, o nosso teatro perdeu espaço e perdeu o fôlego, e precisamos debater, de forma madura e transparente, as razões dessa perda de vitalidade”, afirmou. O parlamentar também apontou os principais desafios enfrentados pela classe artística. “Ouvindo a classe artística, o diagnóstico é claro: a falta de fomento contínuo, a escassez de incentivos governamentais efetivos e a ausência de políticas públicas consistentes têm sufocado o potencial dos nossos talentos cênicos. Mas a nossa cultura tem pressa e precisa de uma resposta rápida e articulada dos poderes públicos”, declarou. O presidente ressaltou a importância da construção do Centro de Convenções e do teatro previstos para a área do antigo aeroporto. “Essa é uma vitória estratégica para o desenvolvimento urbano e cultural de Vitória da Conquista e de toda a Região Sudoeste. Esse equipamento vai dar um abrigo digno e moderno às manifestações artísticas que hoje sofrem com a falta de espaço”, destacou. Como encaminhamento do debate, Ivan Cordeiro da Silva Filho anunciou a realização do Festival Municipal de Teatro de Vitória da Conquista. “A Câmara não vai apenas ouvir. Nós vamos agir. Tenho a honra de anunciar que a Câmara Municipal vai unir atores, diretores, produtores e coletivos culturais para realizar, ainda este ano, o Festival Municipal de Teatro de Vitória da Conquista”, afirmou.

Convidado para contribuir com o debate, o professor de Literatura Dilson Oliveira fez uma contextualização histórica do teatro, desde suas origens na Grécia Antiga até sua chegada ao Brasil e seu desenvolvimento em Vitória da Conquista, ressaltando a relevância dessa manifestação artística ao longo dos séculos. Ao abordar os encaminhamentos da audiência, ele defendeu que o momento resulte em ações concretas para o setor. “Essa esperança que a gente está fazendo, essa provocação aqui, como foi falado, não vai ficar apenas no proselitismo político. A gente vai sair daqui com ações já mais ou menos desenhadas para poder gerar um processo e culminar num produto chamado Festival de Teatro da Região Sudoeste, sediado em Vitória da Conquista”, afirmou. Segundo ele, a proposta precisa contar com o apoio do Executivo Municipal. “Com apoio de dois secretários municipais que aqui se encontram, o Larry e o Alexandre, e certamente com apoio da prefeita municipal”, disse.

A presidente da Casa da Cultura, Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar, destacou a importância histórica do Teatro Carlos Jehovah para a formação cultural de Vitória da Conquista e para o desenvolvimento de gerações de artistas. Ela relembrou a trajetória de Jehovah e Esechias de Araújo Lima na consolidação das artes cênicas, ressaltando a resistência do grupo teatral durante o período da ditadura militar, quando encenações consideradas subversivas enfrentavam tentativas de censura. Ao defender a revitalização ou recriação do espaço, Poliana Policarpo de Magalhães Aguiar afirmou que o município precisa de um teatro mais próximo da população para garantir a continuidade das atividades culturais. “Precisamos de um espaço mais perto do povo para continuar existindo como artistas e como seres humanos, com mais dignidade”, declarou.

O escritor, poeta e dramaturgo Esechias Araújo Lima destacou a importância da audiência pública promovida pela Câmara Municipal para discutir o futuro do teatro em Vitória da Conquista e reforçou a necessidade de fortalecer os grupos artísticos locais. Ao traçar um panorama da história do teatro conquistense, ele lembrou o protagonismo de grupos e artistas que marcaram época na cidade, mas lamentou a perda de espaço da atividade cultural nos últimos anos. Para Esechias Araújo Lima, o teatro vai muito além do entretenimento, sendo uma ferramenta de reflexão social e formação crítica. “O teatro é o espelho da alma de uma sociedade, é um instrumento de reflexão política, ética e existencial, uma arena em que se pode instigar o pensamento crítico”, afirmou. Ao final de sua participação, defendeu uma atuação mais efetiva do poder público para reverter o cenário atual. “A Casa da Cultura hoje não tem um grupo de teatro. É uma tristeza, é uma pena. O poder público está sendo chamado a ajudar, porque é necessário que uma Casa de Cultura tenha, pelo menos, um grupo de teatro”, ressaltou.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Washington George Rodrigues Cirne, destacou a importância da audiência pública para fortalecer o teatro em Vitória da Conquista, defendendo o incentivo ao teatro amador e a formação de público como bases para o crescimento do setor. “Ninguém constrói uma casa pelo telhado”, afirmou. Rodrigues Cirne também defendeu a ampliação do teatro nas escolas e a valorização das artes cênicas no município. “Nós precisamos criar essa cultura novamente, porque muita gente nunca foi ao teatro na vida”, disse, destacando ainda que Vitória da Conquista possui histórias e personagens que merecem ser levados aos palcos e conhecidos pelas novas gerações.

Educador, ator e cerimonialista da audiência, Adão Fernandes de Albuquerque defendeu que o debate sobre o teatro conquistense resulte em ações concretas para fortalecer o setor cultural. Segundo ele, além do talento e da dedicação dos artistas locais, é necessário ampliar os investimentos públicos por meio de editais, festivais e políticas de incentivo. “O que nos falta agora, de verdade, é espaço e condições para que a gente possa expressar a nossa arte”, afirmou. O artista também cobrou a recuperação de equipamentos culturais da cidade, como o Teatro Carlos Jehovah, e manifestou preocupação com a situação de outros espaços voltados à cultura.

Já a diretora de teatro Jeane Mary Soares Rocha ressaltou a importância da integração entre diferentes linguagens artísticas e da vivência prática dos bastidores das artes cênicas em Vitória da Conquista. Ela afirmou que o teatro depende diretamente de outras expressões culturais, como literatura, música e artes visuais, além do trabalho coletivo e da dedicação dos profissionais envolvidos. “Eu sou do chão do palco. Eu conheço de fato os bastidores dessa grande arte que integra tantas outras artes”, afirmou. Jeane Mary Soares Rocha também relembrou iniciativas e festivais que marcaram a história cultural da cidade e defendeu a continuidade das políticas de incentivo à cultura.

Após recordar artistas e personalidades que ajudaram a construir a história do teatro em Vitória da Conquista, o secretário municipal de Educação, Edgar Larry Andrade Soares, destacou a força da produção cultural do município e defendeu o engajamento coletivo para fortalecer o setor. “A gente precisa se envolver, precisa participar, estar ativo, participando, compromissado”, afirmou. Citando a educadora Heleusa Figueira Câmara, Larry lembrou que “Conquista ferve arte” e ressaltou que a cidade se destaca pela riqueza de suas manifestações culturais. O secretário também reforçou o compromisso da Secretaria Municipal de Educação com iniciativas voltadas ao teatro e destacou a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura para o desenvolvimento de projetos que ampliem o acesso dos estudantes às artes cênicas. “Iremos juntos realizar projetos que vão oportunizar aos nossos alunos compreensão, participação e formação teatral”, declarou. Larry ainda ressaltou a importância da arte na formação cidadã. “Educação também é teatro e o teatro forma cidadania”, concluiu.

Representando o presidente da Academia Conquistense de Letras, Esmeraldino Correia Santos destacou a importância do teatro como elemento central da cultura e da formação social em Vitória da Conquista. Em sua fala, ressaltou o papel dos artistas locais e o impacto das artes cênicas na construção de vínculos humanos e coletivos. “Nós somos humanos, precisamos um do outro, precisamos olho no olho, precisamos de arte, de cultura”, afirmou.

A atriz, produtora cultural e licenciada em Teatro Dayse Andrade, integrante do Grupo de Teatro Finos Trapos e criadora da Rede do Teatro, destacou a importância da audiência pública como um momento histórico para a classe artística conquistense. Ao relembrar sua trajetória no teatro, iniciada ainda na infância, ela afirmou que o encontro despertou um sentimento de nostalgia por recordar uma das últimas grandes mobilizações da categoria realizadas na Câmara Municipal. “Eu só me recordo de um encontro deste quando fazia parte do Grupo de Teatro da UESB. Aquilo foi um marco e nunca mais nos vimos aqui neste lugar em uma audiência de teatro”, disse. Dayse Andrade também defendeu que as discussões superem as divisões entre teatro amador e profissional. “Da minha visão de mundo, compreendo tudo isso como teatro. Apenas teatro”, afirmou.

O presidente da Comissão de Cultura, vereador Joventino Paulo Oliveira, mais conhecido como Paulinho, do PSDB, destacou a importância da audiência pública como espaço de fortalecimento do diálogo sobre cultura e teatro em Vitória da Conquista. Ele defendeu a união de esforços para ampliar e estruturar as ações voltadas às artes cênicas no município. “Precisamos, urgentemente, unir forças para que puçamos levar e evoluir o teatro da nossa cidade, começando pelas escolas”, afirmou. O parlamentar também defendeu a realização de festivais mais estruturados e reforçou seu compromisso com o fortalecimento da produção artística local.

O vereador Antônio Ricardo Pereira do Santos, o Ricardo Babão (PCdoB), destacou a importância da audiência pública para fortalecer o teatro e a cultura em Vitória da Conquista, defendendo a valorização dos artistas locais e a ampliação dos investimentos no setor. “Sabemos que precisa de dinheiro para fazer teatro, para fazer arte, para fazer cultura”, afirmou. O parlamentar também defendeu a destinação de mais recursos para a área cultural e colocou seu mandato à disposição para colaborar com as iniciativas debatidas durante o encontro. “Pode contar com o nosso mandato e com o presidente Ivan Cordeiro para apoiar ações que fortaleçam o teatro e a cultura de Vitória da Conquista”, declarou.

Alecxandre Magno Melchisedeck Meira, secretário municipal de Cultura, destacou a importância da audiência pública como espaço de diálogo com a classe artística e reforçou ações e investimentos realizados pela pasta nos últimos anos para o fortalecimento do teatro em Vitória da Conquista. Ele ressaltou iniciativas como o Festival de Teatro de Conquista (FESTCON), a atuação de artistas e produtores locais e o papel de programas de incentivo cultural em períodos críticos. “O teatro é uma das mais nobres manifestações culturais da nossa sociedade. Ele forma cidadão, estimula pensamento crítico, preserva memória e transforma vidas”, afirmou. O secretário também citou políticas de fomento implementadas com recursos de leis de incentivo, como a Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo, que, segundo ele, possibilitaram o apoio a dezenas de projetos teatrais no município. Alexandre Magno Melchisedeck Meira ainda comentou ações itinerantes como a Carreta da Cultura, defendendo a proposta como forma de ampliar o acesso às linguagens artísticas. Ele anunciou que a Secretaria de Cultura já trabalha na elaboração de edital para reforma do Teatro Carlos Jehovah e defendeu a necessidade de captação de recursos externos para a revitalização dos equipamentos culturais da cidade. “A cultura não tem bandeira política. Nós precisamos de dinheiro, precisamos de emendas e de recursos para reformar os equipamentos”, declarou. Além dos convidados que fizeram uso da palavra, artistas, produtores culturais e representantes da sociedade civil também contribuíram com sugestões, opiniões e propostas, enriquecendo o debate sobre os desafios e perspectivas para o fortalecimento do teatro em Vitória da Conquista.