Meta do MEC para 2010 é consolidar Enem

Um dos principais desafios do Ministério da Educação para o ano de 2010 será conseguir fazer uma edição menos turbulenta do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O que começou em maio com uma ideia do ministro Fernando Haddad de unificar os vestibulares do país, terminou com o roubo da prova e a consequente saída do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, meses depois.

A prova foi reformulada, cresceu em tamanho e em conteúdo. Mais de 4 milhões de inscrições chegaram até o Inep. Tanta expectativa foi frustrada às vésperas do exame, marcado para os dias 3 e 4 de outubro, quando cópias da prova foram roubadas e o MEC decidiu adiar o exame.

O exame de 2009 foi realizado em dezembro e na avaliação do MEC, o processo ocorreu com tranquilidade. Mas o índice de abstenção registrado foi recorde: quase 40%. Menos de 15 dias depois, Reynaldo deixou o cargo. Em carta enviada aos funcionários do Inep, disse que ‘não sai feliz, mas tranquilo”, com a certeza de que se dedicou “ao máximo ao Inep e à educação do país”.
 
Os resultados do Enem só devem sair em fevereiro. Até lá, o MEC precisa ainda colocar no ar o Sistema de Seleção Unificado (Sisu). É nessa plataforma que os alunos irão se inscrever para disputar as vagas nas federais. Segundo o ministro, as chances de aprovação serão multiplicadas. Ibahia

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