Um ato de cidadania

Por Francisco Silva Filho

Sob os auspícios a que a nossa legislação vigente nos garante, cidadãos que almejam defender da sanha de governantes ditatoriais os nossos direitos e bens comuns, serão sempre bem aceitos em qualquer comunidade, sobretudo aquelas mais politizadas e menos comprometidas com aqueles em quem votaram, e não fazem do seu voto um sacerdócio de fé absoluta naquele ditadorzinho que, equivocadamente em período eleitoral fizeram-no vitorioso.

A atitude de um advogado conquistense que hoje mora em Curitiba, que, a despeito do conhecimento de alguns em Conquista sobre o ato de doação de uma praça pública e não se manifestaram contra, ao contrário, se fizeram indiferentes, esse advogado “curitistense”, viu no ato do Chefe do Executivo municipal e na Câmara de Vereadores um flagrante desrespeito ao direito do cidadão conquistense de preservar uma Praça que faz parte de um patrimônio histórico em nossa cidade.

Ficou patente em uma entrevista concedida na Rádio Cidade e 96 FM ao jornalista Hérzem Gusmão e, um dia depois, na Brasil FM ao Nildo Freitas, que o advogado Francisco Silva Filho não é contra a construção do Centro Cultural do Banco do Nordeste S/A em nossa cidade, ao contrário, ele festeja a iniciativa do Banco do Nordeste em presentear-nos com tão importante equipamento que difundirá a cultura em tão carente município de atividades que enriqueçam a nossa população tão esquecida.

O Banco do Nordeste do Brasil S/A quando escolheu nossa cidade para instalar o seu Centro Cultural não o fez por mero acaso, assim o fez por questões puramente da importância geopolítica que a nossa cidade representa como “portal de entrada” do cone sul da região nordeste. Acredito e posso afirmar que o advogado Francisco Silva Filho sopesou estes atributos e o interesse do Banco Estatal nesse nicho que Vitória da Conquista representa na região; dessa forma, não devendo ser o citado Banco intransigente com local dentro da nossa cidade para a construção do seu CCBNB.

O Francisco Silva, este colunista que assina esta coluna, no dia 21 de novembro de 2009 mandou aos blogs locais uma crônica “Criticar por Criticar”, onde, refutava a atitude e o ato de doação da Praça Sá Barreto; todavia, não ficou só na crítica, apresentou alternativa, aliás, excelentes alternativas. As três alternativas foram: área acima do Viaduto do Bairro Guarani, chamado de “campinho do viaduto” que se estende até as proximidades do Poço Escuro; outra área nas proximidades da Biblioteca Sá Nunes, na Conquistinha; e também, aquela área na Avenida Bartolomeu de Gusmão, onde, uma vez por ano armam-se barracas de fogos e, eventualmente, armam-se circo.

O advogado que, por sua Representação ao Ministério Público litiga contra tal e ofensiva doação do bem público de uso comum, apresentou mais uma alternativa, portanto, somando um total de quatro alternativas, acrescentou aquela área da Rua 10 de Novembro, onde, aquele bosque de eucaliptos ou parte dele cederia o espaço para o Centro Cultural; não perquirindo, destarte, a ilegalidade dessa possível doação da citada área, até porque, aquela área sim, ela é que não está cumprindo qualquer função social em nossa comunidade! Derrubar os eucaliptos, que são plantas exóticas, não estará cometendo qualquer crime ambiental, o eucalipto que foi descoberto pelos ingleses na Austrália, muito bem tem servido aos chamados países baixos, por sua devassadora capacidade de, com seu efeito esponja, secar ambientes pantanosos. Como se vê, o eucalipto em nossa cidade que, ao contrário, está acima de 900 metros de altitude, precisa cada vez menos de plantas com esse poder de secar os lençóis freáticos e esterilizar a terra.

A um comentário feito em o Blog do Anderson sobre a “personae non grata” que o advogado Francisco Silva Filho se tornou para aquele comentarista, por certo, o advogado não deve levar a sério uma pessoa que diz ter morado em Curitiba e agora diz morar em Florianópolis e ser assistente judiciário; a propósito, os Curitibanos quando pensam em Praças Públicas, não incluem os locais por ele citados como local de seu lazer (Ópera de Arame, Jardim Botânico, Rua 24 Horas, Pedreira Paulo Leminski, Parque Tanguá, e etc. coisas que tais), pois, estes locais citados são, por assim dizer, locais próprios para impressionar os visitantes (para inglês ver!). As praças, as verdadeiras praças para o verdadeiro e ou o adaptado curitibano (é o meu caso), são aquelas praças próximas das nossas residências; locais, aliás, onde os curitibanos se interagem, como é o caso nosso aí em Conquista, na Avenida Olívia Flores, mesmo que seja para uma caminhada!

Para o comentarista que se diz chamar Francisco Moura e que errou o nome do advogado chamando-o de Francisco Carvalho, ele está muito bem informado sobre o projeto do BNB e a doação feita pelo Prefeito e Câmara Municipal. Outro comentarista que se diz chamar Marcos até mesmo nos vícios e motivos que levaram a irredutibilidade do local, quais sejam: “o Centro Cultural vai estar numa área onde, é grande o número de jovens vítimas do crime e à margem da sociedade; e nomina os bairros Pedrinhas, Cruzeiro, Guarani e adjacências. Pelo visto, para o bom entendedor, o projeto é discriminatório, está carregado de intenções só com uma parte da sociedade conquistense.

Sobre este assunto, a cidade conquistense está infiltrada de violência, seja qual for o bairro, há índices de violência que suplanta qualquer expectativa, inclusive, de cidades maiores que a nossa querida Conquista; para entender melhor essa coisa discriminatória que foi dirigida como meta do Centro Cultural do BNB em nossa cidade (ressocialização dos jovens – coisa de complexo penitenciário), fica uma dúvida: então o BNB vai construir um Centro Cultural para cada bairro onde presumivelmente, sob a sua torpe avaliação, existam altos índices de marginalização? – Por certo que não! Melhor seria o BNB e Prefeito explicarem à população os seus inconfessáveis interesses em macular e desfigurar a nossa tombada e querida Praça Sá Barreto, onde, arquiva os nossos mais valiosos acontecimentos históricos e que uma decisão como essa do Prefeito venha sepultar de vez a nossa história!


3 Respostas para “Um ato de cidadania”

  1. Zé Silva

    Prezado Anderson,

    Avisa ao Francisco que a doação não foi da Praça e sim de dois canteiros ao lado do Museu Padre Palmeira. Nem Pedral reclamou.

    Abraços!

  2. francisco silva filho

    Zé Silva, quando eu vou a Vitória da Conquista, para mim, constitui-se parada obrigatória uma visita na casa do nosso mais ilustre representate político de que temos nos registros de nossa história. Visitar o Pedral sempre o faço, até porque não se poe falar nada sem antes ouví-lo. E posso afirmá-lo que o nosso digníssimo Pedral não está nem um pouco satisfeito com essa doação dos “canteiros” como você afirmou. Algum órgão de imprensa já procurou o Pdral para ouví-lo? Será que porque ele não falou nada significa que ele aceita tal provocação que o poder público está lhe impondo? Os homens de bem de nossa cidade já se colocaram contra a doação Zé Silva. Para seu governo e conhecimento Zé, aqueles “canteiros” que somam 3.610,42m² fazem parte do projeto arquitetônico que está tombado pelo patrimônio histórico cultural em nossa cidade. Zé, ainda há tempo para você rever os conceitos e se somar a nós conquistenses que amamos e defendemos a nossa pátria mãe dos açoites interesseiros de estranhos à nossa causa.

    Francisco Silva Filho

  3. Alex Pereira

    Para o Zé Silva,provavelmente esses canteiros não fazem parte da praça!.Quanto a consultar o experiente e competente Dr. José Pedral, seria importante.Depois de tantas obras relevantes produzidas pelo mesmo.Com certeza, teria muito a contribuir,também neste caso.

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