Entrevista com o Vice Presidente do ECPP Vitória da Conquista

O Vice- presidente do ECPP Vitória da Conquista, Eduardo Moraes, em entrevista ao site oficial do clube, fala sobre as perspectivas do clube como representante da cidade, da construção da Toca do Bode, o retorno do clube à cidade e a importância do futebol como alavancador da economia local.

– Quais são as perspectivas para o ECPP como um clube profissional representante da cidade?

O Esporte Clube Vitória da Conquista, nasceu em 2001, como um projeto com foco no trabalho de inclusão social para crianças e jovens carentes da cidade e Região, tendo como base o respeito às pessoas e com um objetivo arrojado de contribuir para a modernização na gestão do futebol profissional da Bahia, além de conquistar títulos é claro, já que este é o principal desejo da torcida.

Surgimos como agremiação profissional em um cenário completamente adverso, onde a forma de gerir e relacionar com atletas, fornecedores, torcedores, imprensa, instâncias superiores e arbitragem são totalmente contaminados pelos resquícios do jeitinho brasileiro e da consolidada lei do Gerson, práticas condenáveis desde a chegada desse esporte em nosso país no século XIX.

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Então diante dessa realidade entendo que para alcançar objetivos tão ousados, a frente do nosso tempo, acredito que precisamos refazer o nosso planejamento estratégico de médio e longo prazo, já que uma proposta de vanguarda como a do Vitória da Conquista, necessita demover valores culturais já arraigados tanto em dirigentes, quanto empresários e atletas, fazendo isso, Vitória da Conquista se tornará uma referência também no campo do negócio futebol.

– Qual a importância dentro desta expectativa, da construção do Centro de Treinamento?

A expectativa é que esse equipamento revolucione toda a cidade e os arredores onde o centro está localizado e região, oportunizando iniciativas de inclusão social para crianças e jovens que habitam na redondeza. Defendo que o Centro de formação profissional funcione como uma indústria, onde se transforma matéria prima abundante em toda a Região e capacite os demais profissionais necessários na preparação de futuros cidadãos e atletas de um novo perfil, que cuide do seu corpo e mente como instrumentos alavancadores para o sucesso familiar, pessoal, do clube onde estiver atuando, se enxergando e gerenciando a sua carreira de jogador para um mercado cada vez mais havido por profissionais que além de jogar futebol compreenda o mundo onde atua e vive. Creio que o trabalho deve ter como vetor cinco pilares: 1 – Responsabilidade social; 2- Equipe competitiva; 3-Títulos ; 4- Ídolos; e 5- Negócio para fazer consolidar as demais etapas do projeto, e ai sim alcançar a disputa de títulos nacionais.

– O que o ECPP Vitória da Conquista dá de retorno para a cidade de Vitória da Conquista (não apenas avaliando em termos de arrecadação, mas levando-se em conta a influência principalmente na população…)

Aqui no Vitória da Conquista, entendemos que futebol deve ser gerido enquanto negócio, nada de improviso. E nos bastidores são várias as ações por parte da diretoria que antecede a participação em um campeonato, daí a preocupação com a qualidade dos profissionais que comporão a equipe e que possa oferecer um bom espetáculo ao torcedor, repercutindo positivamente o nome da nossa cidade, do seu povo e dos parceiros. São apenas cinco anos de existência e nos surpreendemos com os números alcançados até aqui, seja de camisas vendidas nas lojas, número de visitas ao site oficial do clube, número de público presente no estádio, as crianças e jovens que estão deixando de torcer por clubes de outros estados etc. Além de contribuir para a paz social na cidade, pois em dias de jogo as pessoas ao invés de estarem em outros lugares nocivos a sua integridade ou de terceiros, estão no estádio torcendo, curtindo sua liberdade de expressão, dirigindo ou até mesmo escalando o seu time. E para projetar uma cidade, produto ou marca, nada melhor que o futebol. Acho, portanto que tem sido um casamento perfeito.

O futebol pode ser considerado um “alavancador” da economia local, a partir do crescimento de sua prática (devido a influencia do ECPP Vitória da Conquista)?

Sem sombra de duvidas a partir do surgimento do Vitória da Conquista enquanto equipe profissional em muito agregou-se a economia local, além de incluir socialmente centenas de jovens, gerando empregos, renda, ocupação e grandes negócios em cadeia, já que o futebol compõe hoje a grande Indústria do lazer, que mexe com o seguimento calçadista, alimentos, vestuário, construção civil, saúde, educação, hotelaria, restaurantes, bares, ambulantes, transporte, meios de comunicação, etc., aqui em Vitória da Conquista, acredito muito tem se perdido em função de incompreensão dessas possibilidades e potencialidades. Ainda a uma certa desconfiança do empresariado e gestor publico em abraçar este trabalho, contribuindo definitivamente para colocar a nossa cidade no centro desse negócio inclusive aproveitando a grande oportunidade com a realização da copa do mundo de futebol no Brasil em 2014.


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