Saúde Pública | pacientes denunciam falta e má qualidade de bolsas de colostomia em Vitória da Conquista

Fotos: BLOG DO ANDERSON

Uma reportagem do Bahia Meio Dia, reproduzida pelo BLOG DO ANDERSON nesta segunda-feira (11), expõe o drama de pacientes ostomizados que dependem da rede municipal de saúde. A denúncia aponta que o material essencial para a coleta de dejetos não está sendo encontrado no Centro Municipal Especializado em Reabilitação Física (CEMERF), órgão responsável pela distribuição via Sistema Único de Saúde. Quando disponível, o modelo fornecido é inferior ao recomendado pelos médicos, causando vazamentos e lesões na pele.

O jovem André Luiz da Silva, de 20 anos, utiliza a bolsa desde a infância e relata que o modelo paliativo não oferece a aderência necessária. “Essa, no máximo, se esforçar muito, fica dois dias. As fezes acabam tocando na pele e machucando. Como estudo e trabalho, é bem difícil para limpar e trocar”, desabafou. Para evitar o agravamento do quadro, a mãe de André, que trabalha como operadora de loja, chega a comprometer 40% do salário para adquirir o material adequado na rede privada.  Especialistas alertam que o uso de dispositivos inadequados ou por tempo prolongado não é apenas uma questão de desconforto, mas um risco grave à saúde. O uso incorreto pode causar infecções severas e queimaduras químicas na pele,  comparadas por pacientes em casos extremos, levar à morte.

O acesso ao equipamento correto é o que garante que o paciente possa estudar, trabalhar e ter uma vida social ativa.  Em nota a Prefeitura de Vitória da Conquista afirmou que o fornecimento ocorre de forma contínua, mas admitiu que modelos específicos estão indisponíveis devido ao desabastecimento por parte da empresa fornecedora. O município informou que abriu credenciamento para novas empresas, porém não houve interessados até o momento. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou estar realizando um processo emergencial para acelerar a aquisição do material e regularizar a situação dos pacientes.

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