
A morosidade na marcação e na entrega de procedimentos médicos no Facilita Saúde, equipamento da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista, voltou a ser alvo de reclamações. Durante o programa Brasil Notícias, na Rádio Brasil, nesta terça-feira (2), um munícipe identificado como Carlos Alexandre utilizou o espaço do ouvinte para manifestar sua insatisfação com o serviço. De acordo com o relato do manifestante, sua esposa aguarda há exatos dois anos por um retorno. “Olha pro pessoal do Facilita Saúde ali para fazer exame, está praticamente um absurdo. Minha esposa deixou uma ressonância lá já tem dois anos, dois anos”, desabafou o cidadão, evidenciando o gargalo enfrentado pelas famílias que dependem do sistema para diagnósticos complexos. Em resposta à denúncia, a bancada ponderou que a ressonância magnética representa um exame de alto custo para os cofres públicos e, por isso, necessita de critérios rigorosos na hora da prescrição médica, pontuando que o Estado precisa encontrar mecanismos para absorver e dar vazão à demanda acumulada que se arrasta há bastante tempo. A Ressonância Magnética é um exame de imagem avançado, indolor e de alta definição que utiliza um campo magnético potente e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas em três dimensões das estruturas internas do corpo humano. Diferente do raio-X e da tomografia, esse procedimento não utiliza radiação ionizante, sendo altamente eficaz e seguro para analisar tecidos moles e diagnosticar tumores, lesões em ligamentos, problemas neurológicos e na coluna. Por se tratar de uma tecnologia de ponta que exige aparelhos complexos, o exame possui um custo elevado e infraestrutura restrita, o que frequentemente limita a quantidade de vagas disponíveis e gera longas filas de espera na rede pública.

