
A greve parcial dos rodoviários entrou no terceiro dia em Vitória da Conquista, ampliando os transtornos para os passageiros que dependem do Transporte Coletivo Urbano. O movimento, decorrente de um impasse nas negociações salariais iniciadas em março entre o Sindicato dos Rodoviários a as Concessionárias, Viação Rosa e Atlântico Transportes, busca um reajuste salarial de 6% a 10%, além de melhorias nas condições de trabalho. Com a redução da operação, pelo menos 55 ônibus deixaram de circular, afetando diretamente a rotina de trabalhadores e estudantes, o que levou inclusive algumas universidades a suspenderem as atividades acadêmicas.
Durante os horários de pico, apenas 40% da frota atende os usuários, índice que recua para 30% nos demais períodos do dia. Diante do cenário, o Sindicato cogitou adotar a liberação das catracas como forma de protesto. A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (ATUV) manifestou preocupação com a possibilidade de passe livre, sob o argumento de que a medida compromete a segurança e o equilíbrio financeiro do sistema, defendendo a continuidade do diálogo. Até o momento, não há previsão de normalização dos serviços na Estação Herzem Gusmão.

