
Os impactos positivos da redução da jornada de trabalho sobre a saúde, a qualidade de vida, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico integraram os debates da 4ª Plenária Virtual “O Fim da Escala 6×1: a luta não para!”, realizada na noite de quarta-feira (3). Organizado pelos deputados Waldenor Pereira e Zé Raimundo, o encontro reuniu lideranças políticas e sociais de diversas regiões baianas via plataforma Zoom. O evento contou com a participação dos deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), que analisaram os próximos passos da mobilização em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso sem redução salarial. Ao abrir a atividade, Waldenor Pereira destacou que a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora brasileira. Segundo o parlamentar, a flexibilização contribuirá para melhorar a saúde física e mental das pessoas, ampliar o convívio familiar, reduzir a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), aumentar a produtividade e estimular a abertura de novos postos de emprego. Presidente da Comissão Especial que analisou a PEC na Câmara, Alencar Santana afirmou que a ampla aprovação pelos deputados significou uma importante vitória, mas alertou que a mobilização social continuará fundamental durante a tramitação da matéria no Senado Federal. “Vencemos na Câmara, mas a luta não acabou”, pontuou Santana, apontando que setores conservadores articulam reações à proposta. Como exemplo, citou a chamada PEC do 7×0, subscrita por cerca de 40 senadores, incluindo Flávio Bolsonaro, que prevê a ampliação dos dias de serviço para toda a semana e abre brecha para remuneração abaixo do salário mínimo. O deputado Reginaldo Lopes também defendeu a medida, ressaltando que a redução da jornada é totalmente compatível com um modelo econômico sustentável e mais eficiente. Para ele, o excesso de carga horária atual tem provocado um crescimento preocupante nos índices de adoecimento mental na sociedade.

