Castração e Controle de Animais | prefeito compartilha experiência de Condeúba ao Consórcio do Vale do Rio Gavião

Fotos: BLOG DO ANDERSON

A grande quantidade de animais abandonados, um dos principais gargalos enfrentados por gestores públicos em todo o Brasil, centralizou os debates na última assembleia do Consórcio Intermunicipal do Vale do Rio Gavião (CIVALERG), realizada na sexta-feira (12). Durante o encontro, o prefeito Micael Batista Silveira, do Movimento Democrático Brasileiro, apresentou uma proposta inovadora baseada em uma experiência recente realizada em Condeúba, sugerindo a união das Prefeituras para criar uma estrutura fixa de atendimento. “Nós coletamos animais na rua, vacinamos, demos banho, tratamos os feridos e fizemos a castração.

Para identificá-los antes de devolvê-los ao habitat de forma segura, a veterinária recomendou uma tatuagem na orelha, evitando brincos ou métodos que pudessem ser considerados mutilação. Feito o pós-operatório, eles retornaram às ruas”, explicou o gestor, detalhando o processo de manejo populacional ético adotado, onde o Governo de Condeúba investiu R$ 30 mil em uma ação cirúrgica piloto.  Com base no sucesso da iniciativa, Micael Batista sugeriu aos prefeitos presentes a descentralização dos chamados castramóveis em favor de uma clínica fixa regional financiada coletivamente.

Na avaliação do gestor, essas unidades móveis possuem forte apelo político, mas eficácia limitada em mutirões de curto prazo. O prefeito ofereceu a estrutura já existente em Condeúba para sediar o projeto, caso a logística atenda aos demais parceiros. “A estrutura para um centro cirúrgico desse tipo não é complexa. A minha ideia é contratarmos um médico veterinário fixo em regime mensal, assim como fazemos com médicos cirurgiões no Samu ou nos hospitais. Se cada município contribuir com uma cota de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil por dois ou três meses, conseguimos manter o serviço rodando de forma contínua”, defendeu.

Pelo modelo desenhado, cada prefeitura ficaria responsável apenas pelo transporte dos animais até a sede em Condeúba e pelo posterior recolhimento após as cirurgias. O gestor concluiu destacando que, embora a medida não esvazie as vias públicas de imediato, gera um impacto definitivo a médio prazo. Em mutirões isolados, realizam-se no máximo 20 a 30 procedimentos por dia e não se resolve o problema. Com um serviço fixo funcionando por meses, utilizando recursos próprios e integrando com verbas que o Estado disponibiliza, em dois ou três anos a região Centro Sul Baiana terá um resultado prático e efetivo no controle, sem pesar no orçamento de nenhuma Prefeitura.

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