
Em entrevista ao programa Sudoeste Agora, na Rádio Clube de Conquista, nesta terça-feira (7), o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro da Silva Filho, do Partido Liberal, evitou falar diretamente sobre as investigações a respeito de supostas “rachadinhas” na Casa Legislativa. O parlamentar, que busca a reeleição para mais dois anos na Presidência da Mesa Diretora e articula pré-candidatura à Prefeitura de Vitória da Conquista nas Eleições 2028, preferiu não se aprofundar no tema. A denúncia sobre a prática ilegal encontra-se sob apuração no Ministério Público do Estado da Bahia. Questionado pela repórter Mônica Cajaíba sobre as pautas do segundo semestre e o inquérito instaurado contra um parlamentar, Ivan Cordeiro Filho desconversou e focou nas atividades gerais do parlamento e na comunicação interna. “Com certeza são muitos, são muitos projetos, a cidade é dinâmica e as coisas vão acontecendo e a gente vai respondendo também na medida do possível todas essas demandas. Quero aqui mandar o abraço e registrar a presença do nosso diretor de comunicação da TV, da rádio, da Câmara, né? Já estou falando aqui antecipando, Fábio Sena, mandar um abraço aqui para ele. Já a TV Câmara, né, que você me perguntou para o segundo semestre, que nós teremos já a implantação da TV Câmara”, declarou. O cenário político na Joia do Sertão Baiano enfrenta momentos de forte tensão devido às denúncias de um suposto esquema de corrupção envolvendo o vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos, do Republicanos. O parlamentar perdeu o cargo na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vitória da Conquista e deve encarar um processo com possibilidade de cassação do mandato via Comissão de Ética, além de responder ao procedimento do Ministério Público do Estado da Bahia. Para estruturar sua defesa, o edil escalou o advogado Ademir Ismerim Medina, considerado uma das maiores referências em Direito Eleitoral do Nordeste Brasileiro. A repercussão popular ganhou força com manifestantes ocupando o Plenário Vereadora Carmen Lúcia. O grupo portava uma faixa ilustrada com um rato e uma mala de dinheiro, em um protesto que exige celeridade na apuração dos fatos pelas autoridades competentes. A “rachadinha” consiste na denominação popular para o crime de peculato, caracterizado pelo repasse de parte do salário de assessores ou servidores públicos para o parlamentar ou gestor responsável pela nomeação. A prática configura apropriação de dinheiro público e improbidade administrativa, podendo resultar na perda dos direitos políticos e em sanções criminais severas.
