
A Vigilância Sanitária Municipal divulgou nesta sexta-feira (24), uma operação de inspeção de rotina em duas padarias de Vitória da Conquista. A ação resultou na apreensão de alimentos impróprios para consumo e na adoção de medidas administrativas diante das irregularidades constatadas. As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos localizados nos bairros Brasil e Lagoa das Flores. Durante as vistorias, as equipes técnicas identificaram inconformidades relacionadas às condições de higiene, estrutura física e armazenamento de insumos, em descumprimento às normas sanitárias vigentes. Entre os itens recolhidos estavam pães, manteigas, queijos e matérias-primas empregadas na produção. No estabelecimento situado no bairro Brasil, os produtos irregulares foram apreendidos e a empresa recebeu prazo para adequação às exigências, mantendo as atividades sob acompanhamento do órgão fiscalizador. Por sua vez, a unidade instalada na Lagoa das Flores, responsável pelo abastecimento de mais de 20 mercados, acabou totalmente interditada.
O local somente poderá retomar o funcionamento após formalizar o pedido de desinterdição, comprovar a adequação total à legislação e obter a liberação técnica com a emissão do alvará sanitário. Segundo o coordenador municipal da Vigilância Sanitária, Maico Mares Vieira, as inspeções integram o trabalho contínuo de busca ativa. “Essa foi mais uma inspeção de rotina. Encontramos situações críticas em dois estabelecimentos de panificação, o que resultou na apreensão dos produtos, em uma interdição parcial e em uma interdição total. Infelizmente, os responsáveis não vêm cumprindo as normas previstas na RDC 216, que trata das boas práticas para serviços de alimentação, principalmente em relação à higiene, ao acondicionamento dos produtos e à estrutura dos locais.” O coordenador explicou os trâmites exigidos para a regularização da unidade interditada: “O proprietário precisa solicitar formalmente a desinterdição. A equipe fará uma nova avaliação e somente após todas as adequações exigidas pela legislação e a emissão do alvará sanitário, o estabelecimento poderá voltar a funcionar. E mesmo assim, continuaremos acompanhando e fiscalizando.”
Maico Mares Vieira ressaltou que o descumprimento das normas gera riscos diretos à saúde da população e lembrou os investimentos na capacitação de come rciantes. No primeiro semestre, 155 manipuladores de alimentos participaram dos treinamentos promovidos pelo órgão. “O nosso objetivo é orientar antes de punir. Estamos à disposição para esclarecer dúvidas e auxiliar os proprietários e responsáveis técnicos. Mas, quando encontramos situações que colocam em risco a saúde da população, somos obrigados a adotar as medidas previstas em lei.” O setor alerta para o aumento no volume de denúncias sobre estabelecimentos alimentícios no município. Entre maio e julho deste ano, mais de 60 notificações foram registradas pelas equipes, patamar superior aos anos anteriores. As ações de rotina e o atendimento aos chamados da comunidade seguem intensificados para garantir a segurança alimentar.





