
A fé e a cultura sertaneja tomaram conta de Vitória da Conquista neste domingo (26) com a realização da 2ª Festa e Missa do Vaqueiro. O evento, sediado no Parque Serra do Piripiri, aos pés do monumento do Cristo Crucificado, reuniu vaqueiros, cavaleiros, amazonas e a comunidade para celebrar as origens e a história. A iniciativa incluiu homenagens e celebração religiosa. Entre os sacerdotes responsáveis pelo momento esteve o padre Juliano Campos de Oliveira, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, que destacou a relevância do ato.
“Uma alegria estar aqui nessa segunda Missa do Vaqueiro, nesse momento de fé e devoção, resgatando a cultura do nosso povo e celebrando a Eucaristia e esse encontro com os vaqueiros da nossa cidade e da nossa região”, afirmou o sacerdote. A prefeita Ana Sheila Lemos Andrade ressaltou o papel de preservar o legado sertanejo para as futuras gerações. “É uma missa que traz a parte religiosa, traz também a tradição, a cultura nordestina, que é o vaqueiro, e que tem suma importância para que a gente leve essa tradição ao longo dos anos na nossa cidade”, pontuou a gestora. O vereador Luís Carlos Batista de Oliveira, conhecido como Luís Carlos Dudé, classificou a festividade como fundamental para a valorização da identidade
“Essa é a nossa história, a nossa raiz, e a gente não quer deixar isso acabar. Então, a Missa do Vaqueiro é um pouco dessas homenagens que a gente faz aos cavaleiros, às amazonas e aos vaqueiros”, declarou o parlamentar. Praticante da atividade desde a infância, o vaqueiro Eduardo Jorge Ferro esteve presente no ato e declamou uma toada diante do público. “Esse é o nosso trabalho e uma forma de mostrar a nossa união”, disse o vaqueiro. Entre os homenageados da edição, o empresário Pedro Moraes Neto enfatizou a ligação de Vitória da Conquista com o setor rural.
“Essa festa é muito importante. Afinal, Vitória da Conquista é uma cidade sertaneja, cercada por propriedades rurais. A economia rural daqui começou com a pecuária e temos muita tradição com o vaqueiro”, destacou o homenageado. Na sequência da celebração, comitivas integraram uma cavalgada pelas vias urbanas. O percurso relembrou a herança ligada à pecuária e às antigas tropas do sertão. O encerramento ocorreu no Espaço Cultural Glauber Rocha, com apresentações musicais de Rony Barbosa, Robertinha e Jô Almeida.



























