BLOG Entrevista | Pediatra Luiz Almeida cobra melhorias na Atenção Básica Infantil em Vitória da Conquista

Foto: BLOG DO ANDERSON

No Ponto de Encontro, tradicional Feira Popular em frente ao Estádio Municipal Lomanto Júnior, o BLOG DO ANDERSON esteve acompanhado do médico pediatra Luiz Carlos Dantas de Almeida na manhã do último domingo (30). Com mais de quatro décadas dedicadas à medicina, Doutor Luiz Almeida apresentou uma análise crítica sobre o panorama da Saúde Pública direcionada às crianças na Joia do Sertão Baiano, destacando a necessidade urgente de fortalecimento e organização na Rede Básica de Atendimento Municipal, seja na Zona Urbana ou Zona Rural. Segundo o especialista, Conquista enfrenta fragilidades no planejamento para converter as diretrizes e recursos federais em assistência efetiva nas Unidades de Saúde. “A gente tem notado ao longo dos últimos tempos que a estrutura pública de assistência, principalmente nas unidades de saúde, tem sofrido um pouco de desarticulação no atendimento geral à população infantil.

Me parece que tá faltando uma melhor estratégia de planejamento para que os programas sociais na área de saúde, que já existem, constituídos pelo Governo Federal, sejam devidamente aplicados aqui na cidade”, alertou o médico. O pediatra enfatizou que a cobrança principal recai sobre ações estruturadas e preventivas dentro das Unidades, prevenindo o agravamento de quadros clínicos antes da necessidade de assistência de alta complexidade.

“É mais na ação concreta de preservação, de assistência à saúde das crianças. Assistência preventiva, assistência imediata. A gente sente que o Município não conseguiu avançar na direção do que o Governo Federal disponibiliza. Então a população fica desassistida nesse sentido. Os programas existem, mas infelizmente não estão sendo bem estruturados”, pontuou. Com 42 anos de carreira médica e cerca de 35 dedicados exclusivamente à pediatria, Doutor Luiz compartilhou a motivação em cuidar de gerações de conquistenses. “Pediatria é uma coisa que vem mesmo da sensibilidade que a gente tem com aquela parcela da população que a gente sente que às vezes fica um pouco à margem desse processo de atendimento. A criança ainda precisa ser melhor considerada dentro da sociedade da gente como um todo”, concluiu Doutor Luiz Almeida, que hoje atende os filhos e netos de seus primeiros pacientes.

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