
Conhecer as espécies existentes em um território representa um passo fundamental na preservação da biodiversidade. Em Vitória da Conquista, esse trabalho ganha impulso por meio do Herbário Municipal Sertão da Ressaca, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), responsável por reunir exemplares da flora regional voltados à pesquisa, educação e conservação. Para qualificar o acervo, a Secretaria estabeleceu aproximação técnica com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), através do Herbário Mongoyós. Nesta terça-feira (15), o secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes Rocha, visitou o campus universitário local para conhecer a estrutura do espaço acadêmico, onde acompanhou os processos de coleta, catalogação, identificação e conservação de plantas, além de discutir estratégias de cooperação. Atualmente, a unidade municipal conta com cerca de 400 exsicatas, amostras vegetais preparadas e catalogadas para estudo.

Parte desse material requer recuperação, revisão taxonômica e determinação de espécies pendentes. Segundo Diêgo Gomes, a articulação integra uma diretriz de integração com instituições de ensino.
“A parceria é fundamental. A gente tem estimulado isso dentro da própria Secretaria de Meio Ambiente, com as universidades, todas as instituições de ensino. Quando vimos a oportunidade de ter esse apoio junto da UFBA com o nosso herbário, não pensamos duas vezes. Estamos na troca de experiências para consolidar a cooperação, no intuito mesmo de preservar o que temos no nosso equipamento e dialogar com o Herbário Mongoyós”, destacou o gestor, reforçando a união entre a capacidade do poder público e o conhecimento científico da extensão universitária. A coordenadora e curadora do Herbário Mongoyós, professora doutora Andrea Karla Almeida dos Santos, apresentou o trabalho desenvolvido na instituição e ressaltou o papel do registro botânico. “O herbário tem essa função de registrar a memória, a biodiversidade e o conhecimento da flora. Não se preserva aquilo que não se conhece. Essa união com o Sertão da Ressaca será muito útil e estamos à disposição”, afirmou a pesquisadora.










