Saúde em Pauta | Editorial destaca gargalos e cobranças na Atenção Básica em Vitória da Conquista

Fotos: BLOG DO ANDERSON

A Rede de Atenção Básica à Saúde enfrenta um cenário crítico em Vitória da Conquista, acumulando reclamações sobre a falta de medicamentos, insumos básicos e a morosidade na marcação de exames, com pacientes a relatar esperas de mais de um ano por atendimento. Na edição do programa Café da UP, na Rádio UP, desta quinta-feira (15), o Editorial assinado por Deusdete Dias Filho colocou em evidência a reportagem do BLOG DO ANDERSON com a promotora de Justiça Guiomar Miranda de Oliveira Melo, titular da 11ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). Ao longo da emissão, o radialista criticou duramente a gestão dos recursos e o impacto direto na vida da comunidade mais vulnerável: “Nós estamos questionando porque a cada ano cai o valor de investimento da saúde e a saúde caindo pelas tabelas. Eu digo sempre que a atenção básica é uma obrigação do município e ninguém tá contra ninguém, nós somos a favor da população, principalmente a mais carente.

Então é necessário que tenhamos esse investimento, porque não é possível continuar com orçamento menor na saúde. Nós estamos arrecadando quase R$ 2,2 bilhões a gente com a saúde dessa forma.”  Munícipes denunciaram o desabastecimento prolongado de tiras reagentes para medição de glicose, fraldas e medicamentos essenciais, como remédios para hipertensão e analgésicos. Representantes da Associação de Diabetes e Hipertensão de Vitória da Conquista (ADH) relataram as dificuldades enfrentadas pelos pacientes que dependem do sistema público e não encontram os insumos necessários nas Unidades e Farmácias da Rede Municipal de SAúde. Paralelamente à escassez de materiais, o programa registou queixas sobre extravio de documentos e exames represados em unidades de saúde, a exemplo dos Postos do Alto Maron e Bairro Brasil, evidenciando gargalos que exigem respostas céleres da Administração Municipal da Joia do Sertão Baiano.

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