Jeremias Macário de Oliveira | noite cultural de Machado de Assis encantou “Sarau a Estrada”

Fotos: Jeremias Macário | BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A professora Viviane Gama encantou a todos do “Sarau A Estrada” com sua aula primorosa sobre o escritor brasileiro Machado de Assis. Estudiosa do assunto e grande admiradora da sua obra, Viviane fez uma espécie de autópsia sobre a vida do autor, sua literatura que correu o mundo e seu poder de penetração na alma humana. Sua palestra abriu os trabalhos do Sarau A Estrada, na noite do último sábado (18), no Espaço Cultural do mesmo nome, com a presença de mais de 40 pessoas entre artistas, professores, estudantes e interessados pela cultura. O evento contou ainda com a participação do cantor, poeta, compositor e músico Pappalo Monteiro, que também abrilhantou o momento com suas canções autorais e de outros representantes da música popular brasileira. Em sua fala, Viviane afirmou que “Machado de Assis é o autor brasileiro mais estudado no mundo. Tem tese de doutorado sobre Dom Casmurro até em japonês! Sinal de que ele acertou em cheio a alma humana. Traduzido em mais de 30 línguas, só perde para Paulo Coelho e Jorge Amado em número de traduções entre os brasileiros, mas em prestígio crítico, ganha de lavada”.

Destacou ainda que “Machado viveu num Brasil escravocrata que fingia ser Paris, e usou a pena para desmascarar tudo, sem levantar a voz. Ele pegou a estrutura maluca de Sterne, o tédio filosófico de Xavier de Maistre, o ciúme de Shakespeare e a crítica social de Eça, misturou tudo, botou molho de pessimismo brasileiro e criou um jeito de narrar que ele só tinha”. “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito” – assim dizem os maiores críticos literários ter sido a frase mais famosa de Joaquim Maria Machado de Assis, menino franzino do Rio de Janeiro que nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, de uma família pobre e faleceu em 29 de setembro de 1908. Mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.

Machado era filho do mulato Francisco José de Assis, pintor de paredes, e da portuguesa Maria Leopoldina. Ainda pequeno ficou órfão de mãe. O pai casa-se novamente e a madrasta lavadeira e doceira Maria Inês cuida do menino com todo carinho como se fosse mãe verdadeira. Machado, como qualquer menino pobre do Rio, nos idos de 1840, passa a vender doces nas portas dos colégios que não podia frequentar. Ainda jovem, o escritor começou a se aproximar de intelectuais e jornalistas que lhe deram as primeiras oportunidades na vida. Aos 16 anos, Paulo Brito, dono de uma tipografia e livraria, publicou um soneto de Machado, com o título “Ela”, na “Marmota Fluminense”, onde trabalhou como revisor de textos. Nas horas vagas, se virava como caixeiro, vendendo livros. Outros contatos na livraria abriram novas portas para nascer o futuro autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e outras obras de notável importância em sua carreira, como “O Alienista”, “Quincas Borba”, Dom Casmurro, o mais célebre, e tantos outros. Não se imaginava que aquele menino mirrado seria um dia fundador e presidente perpétuo da Academia Brasileira de Letras.

Jeremias Macário de Oliveira | a extrema em derrocada

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

O povo é enganado por um tempo, por um bom tempo, mas não por todo tempo. Há uns quinze anos ou mais, numa roda de conversas num bar, disse que uma extrema direita estava vindo aí para assumir o poder no Brasil através do discurso das igrejas neopentecostais ultraconservadoras. Cheguei a falar sobre o perigo de uma ditadura.  Lembro que alguns comentaram que não havia mais clima no país para isso. Fiz ver que o projeto dos pastores era justamente, em nome de Deus, pátria, família e tradição, eleger pelo voto direto popular suas lideranças para exercer cargos políticos nos legislativos, depois partir para tomar o poder executivo e impor o autoritarismo. Confira a opinião de Jeremias Macário.

Jeremias Macário de Oliveira | a fotografia em foco no Sarau com cantorias, poesias e causos em Vitória da Conquista

Fotos: Jeremias Macário

Uma imersão no mundo da fotografia pelo jornalista Jeremias Macário a partir da visão de seus quadros fotográficos durante suas andanças pelo sertão em seus tempos de repórter, com falas de José Silva, contando suas histórias como profissional. São mais de 50 quadros fotográficos que fazem parte do acervo do Espaço Cultural A Estrada e que remetem, em sua maioria, às reportagens jornalísticas sobre as secas na região sudoeste, do período de 1991 a 2005. Nelas estão incluídas fotos da Serra do Periperi, capelas e pedintes na BR-116. São paisagens político-social que retratam o sofrimento do nosso povo.

Foi uma temática mais descontraída na noite do Sarau A Estrada, realizada no último sábado (dia 06/12/2025), no Espaço Cultural que leva o mesmo nome. Os quadros sobre paisagens secas do sertão, capelas e a vida sertaneja em suas labutadas pela sobrevivência foram revisitados no tempo, como registros históricos. Os trabalhos foram abertos pelo membro da comissão Dal Farias, com informes sobre a reconstrução do novo espaço, prestação de contas do fundo do sarau por Cleu Flor, bem como a aprovação da ideia de realizarmos o primeiro Sarau na Estrada, na Praça Barão do Rio Branco, no início do próximo ano, com data ainda ser marcada. Leia o texto na íntegra.

Jeremias Macário | a ecologia e a estupidez da economia

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

O Governo Federal está gastando milhões (falam em cerca de R$ 700 milhões) com a COP30, em Belém, onde a estupidez da economia fala mais alto e vira as costas para a ecologia, caso específico dos imperialistas norte-americanos, do maluco Donald Trump, que nega o aquecimento global, incentiva mais indústrias poluidoras e a extração de combustíveis fósseis.  É a força da economia que desdenha da natureza, só que ela não perdoa e a primeira levará a humanidade à destruição. A maioria das nações, principalmente as mais desenvolvidas, como os Estados Unidos, nem está aí para o futuro das novas gerações. >>>>>.

Jeremias Macário de Oliveira | o Cangaço Nordestino e o urbano onde o povo vive no fogo cruzado

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Numa análise antropológica, existem muitas semelhanças entre o cangaço nordestino dos finais do século XIX até meados do século XX, com a evolução acelerada do “cangaço” urbano. As maiores delas estão nas causas do abandono dos governantes e nas injustiças sociais que geraram a pobreza e a miséria. Os cangaceiros se autodenominavam de governadores e reis dos sertões, enquanto o “cangaço” urbano, com seus chefes das principais facções de traficantes (PCC e Comando Vermelho), criou um Estado dentro do Outro, com suas próprias leis de domínio onde o povo é extorquido e se tornou propriedade privada deles. Continue a leitura do artigo de Jeremias Macário de Oliveira.

Jeremias Macário | a revitalização do Centro da Cidade não é nenhuma novidade em Vitória da Conquista

Foto: BLOG DO ANDERSON

O tempo é o mesmo, os ponteiros do relógio giram no mesmo compasso, a terra mantém sua rotação na mesma velocidade, mas temos a impressão que tudo hoje passa mais rápido em função da tecnologia e da vida corrida, ao ponto de muitos fatos caírem depressa no esquecimento.  Vejamos, como exemplo, o caso da revitalização do centro da cidade, que não é nenhuma novidade. Essa iniciativa foi levantada há anos em Vitória da Conquista em governos passados, talvez há mais de 20 anos. A ideia era tornar o comércio num shopping center a céu aberto. Alguém aí lembra disso, inclusive a mídia? De lá para cá fizeram alguns arremedos, construíram alguns calçadões e deram um mel de coruja na Praça Nove de Novembro. O projeto incluía a preservação do patrimônio público arquitetônico, fechar algumas transversais e transformar essa área urbana num ponto mais agradável e mais humano, sem muitos carros transitando no Centro.

Jerêmias Macário de Oliveira | a duplicação da Rio-Bahia é uma novela do fim do mundo

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A duplicação da Rio-Bahia (BR-116), a estrada mais criminosa do Brasil, principalmente no trecho que corta a região de Vitória da Conquista, virou uma novela do fim do mundo. Sempre aparecem histórias escabrosas, enquanto acidentes matam pessoas diariamente.  Um desses capítulos indigestos, protagonizado por vilões sinistros e manipuladores capitalistas, que durou anos no ar, foi a ViaBahia. A concessionária encheu sacos de dinheiro dos usuários e depois deu uma banana para os governantes e para toda a sociedade. Foi cínica nesta terra onde a lei não é respeitada e ainda levou um bom quinhão na parte que não lhe cabia. Noutro país, seus dirigentes estariam na cadeia.

Jeremias Macário | duas faces da mesma moeda

Foto: BLOG DO ANDERSON

É bom que fique bem claro que não estou aqui me colocando em posição contrária ao julgamento dos réus que tramaram um Golpe de Estado contra a democracia no final do governo do ex-capitão Jair Bolsonaro, o “Bozó”, culminando com o atentado aos Três Poderes em 8 de janeiro. No entanto, quando falo de duas faces da mesma moeda, isso me faz lembrar do julgamento parecido do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão da anistia geral e irrestrita decretada em 1979, que incluía os torturadores da ditadura civil-militar de 1964. Confira o artigo na íntegra.

Jeremias Macário de Oliveira | Estados Unidos estão entrando numa rota perigosa da ditadura

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Com suas informações e dados falsos, com seus decretos malucos arbitrários, utilizando como esteio a democracia construída há séculos, o Donald Trump, de espírito extremista, vai aos poucos dopando o povo norte-americano para emplacar uma ditadura nos Estados Unidos, a primeira em toda sua história. Poderia me arriscar a dizer que ele já está sendo um Recep Tayyip Erdogan, da Turquia. Na realidade, muitos governos de índole autoritária estão se aproveitando da democracia para introduzir regimes ditatoriais, não mais com armamentos militares como no passado. Os congressos legislativos, os eleitores fanáticos e a própria Justiça estão sendo cúmplices dessa trama. O caso mais explícito está acontecendo com os Estados Unidos, onde o Trump, seguindo um roteiro similar ao nazismo de Hitler, usa a democracia que o elegeu para realizar seu projeto de ditadura, com seus factoides divulgados diariamente pela mídia. Para isso, ele conta com a maioria do Congresso (Capitólio) e da Corte Suprema de Justiça. Continue a leitura.

Jeremias Macário | agora é intervenção estrangeira

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Antes, eles desfilavam nas ruas, praças e avenidas com cartazes e camisas amarelas da seleção de futebol pedindo uma intervenção militar, só que as Forças Armadas não embarcaram nessa barca furada. Agora, os extremistas “patriotas”, como se autodenominam, querem uma intervenção estrangeira, no caso, dos Estados Unidos, do Trump autoritário.  Durmam com um barulho desses, coisa de indivíduos vítimas de lavagem cerebral. Tudo para livrar a pele do mentor e sua turma, que tramaram um golpe de Estado onde estava no script do filme de terror o assassinato do presidente da República, do vice e do ministro do Supremo Tribunal Federal. Que “patriotas” são esses que instigam os republicanos norte-americanos e seu presidente destrambelhado a intervir em decisões judiciais internas de outro país, ferindo com suas adagas afiadas a soberania nacional? Que causa esses fanáticos estão defendendo?

Jeremias Macário de Oliveira | estados paralelos e governantes negligentes com a situação social

Fotos: Reprodução | Jerêmias Macário

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Não aponte esta máquina fotográfica para a favela senão você pode receber uma bala de volta, alertou o vigia do alto do Santuário da Penha, no Rio de Janeiro.  Este é o quadro de terror que se vive hoje no Rio de Janeiro, onde vários pontos turísticos, que antes eram bem frequentados, se tornaram perigosos para se visitar, tudo por negligência dos nossos governantes, que abandonaram aquela gente por anos na área social.

As favelas hoje, não somente no Rio de Janeiro, se transformaram em estados paralelos nas mãos das facções do tráfico de drogas e dos milicianos, que ocuparam o espaço social que deveria ser, por obrigação, dos governos.  É uma realidade cruel e talvez irreversível, porque os governantes, há anos, decidiram combater a violência com mais violência, com tanques, metralhadoras, fuzis e mais armamentos nas ruas, esquinas e becos, uma política insensata, sem resultados práticos.

Os bandidos que tomaram conta desses territórios e exploram a população pobre com suas extorsões se armaram até os dentes e formaram estados paralelos, onde prepostos dos governos e entidades privadas precisam da permissão deles para entrar, como se fosse um passaporte exigido no exterior. Por que essa política que, comprovadamente, não está dando certo há mais de 50 anos continua sendo aplicada? Programas sociais e educacionais do governo Brizola foram desmantelados. A quem interessa essa ação tão desastrosa de embate de fogo contra fogo? Continue a leitura do artigo de Jerêmias Macário de Oliveira.

Jeremias Macário de Oliveira | a farra dos parlamentares com as escandalosas emendas no Brasil

Foto: BLOG DO ANDERSON

Será que esses deputados federais e esses senadores que tanto cobram redução de gastos do governo federal, para ajustar o déficit fiscal, abriram mão das escandalosas emendas parlamentares de cerca de 50 bilhões de reais, a maior parte usada para suas corrupções? Claro que não!  Quase todos os dias o que mais se ouve nos noticiários da mídia são escândalos com o dinheiro das emendas, que somente neste ano o executivo já liberou perto de 8 bilhões de reais. Cada deputado farrista tem direito a cerca de 28 milhões e mais 70 milhões para cada senador. São 513 da Câmara e 81 do Senado. É só somar as contas. Confinue a leitura.

Jeremias Macário de Oliveira | será que existe coisa pior neste Brasil do que este Congresso Nacional?

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Há anos eles legislam para si mesmos, de costas para o povo, com suas bancadas ruralistas, evangélicas, da bala e até da máfia de traficantes, formando um “centrão” que atravanca o nosso desenvolvimento.  O discurso de seus membros da tribuna é mentiroso e demagógico quando falam que tudo fazem pelo país. Conversa fiada para boi dormir, ou para os menos esclarecidos que são milhões de brasileiros por esses rincões a fora. Nos tratam como se fôssemos idiotas, otários e burros de quatro patas.  Agora se sentem ofendidos e com gastrite no estômago quando grupos se levantam nas redes sociais para criticar e protestar contra este Congresso Nacional, onde cada parlamentar custa ao contribuinte mais de 300 mil reais por mês. É um dos mais caros do mundo. Redução de custos e gastos para eles é palavrão. Continue a leitura.

Jeremias Macário de Oliveira | derrubam IOF e aprovam mais vagas na Câmara dos Deputados em Brasília

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Não atingindo a todos, mas, com certeza a grande maioria dos parlamentares do Congresso Nacional, o cancro do Brasil, não passa de cafajestes, cínicos e caras de paus. De elite para elite, eles legislam em causa própria, e o país que se lasque. Cada vez mais se superam no contraditório, no absurdo dos absurdos. Os mais esclarecidos (infelizmente são poucos no Brasil) sabem muito bem que o IOF – Imposto sobre Operações Financeiras é pago por ricos ou pessoas com maior poder aquisitivo, como o próprio nome já diz. O pobre não entra nesse balaio de cobranças. É mais uma vez a burguesia reagindo contra a distribuição de renda. No entanto, com suas tramas ardilosas, eles se aproveitam da ignorância do povo para generalizar e dizer que o brasileiro não suporta mais aumento de imposto. São mesmos uns safados, algozes, aproveitadores da fraqueza alheia e sanguessugas da nação. Vivem mamando nas tetas da população desvalida. Ninguém mais concorda com elevação de impostos porque encarecem nossos bolsos e vivemos num Estado máximo onde se recebe o mínimo, mas o IOF recai sobre aqueles que mais têm. Por falar em máximo, temos um dos Congressos mais caro do mundo, num país de profundas desigualdades sociais. Confira o artigo de Jeremias Macário.

Cultura Conquistense | Sarau comemora seus 15 anos

Fotos: Reprodução | Jerêmias Macário

Com um show musical encantador, pulsante e declamação de seus poemas autorais que atraíram a atenção de todos os presentes, o músico, cantor e compositor Jânio Arapiranga, ao lado da viola do seu parceiro Baducha, abriu com sua maestria a festa de celebração dos 15 anos do Sarau A Estrada, no novo Espaço Cultural do mesmo nome.  Podemos dizer, sem sombra de dúvidas, que foi uma noite cultural de comemoração memorável, com a participação de mais de 30 pessoas, entre elas muitos visitantes que aqui estiveram pela primeira vez, como o jornalista Fábio Sena, assessor da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, sua esposa, Dernival e amigos. Na ocasião, foi também inaugurado o novo Espaço Cultural A Estrada, agora localizado no bairro Sobradinho, com maior estrutura e melhor atendimento aos frequentadores desse sarau, o mais longevo de Vitória da Conquista, que conseguiu, mesmo diante de tantas dificuldades e obstáculos, sobreviver aos seus 15 anos de debates de temas os mais variados, troca de conhecimento e saber, contação de causos, cantorias e declamação de poemas autorais.