Jeremias Macário | o que será das esquerdas?

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A quase totalidade dos candidatos a presidente da República (nem me atrevo a comentar sobre os postulantes ao legislativo) e a governadores dos estados são da direita, muitos deles extremistas. Um aparece dizendo que vai construir mais penitenciárias, ao invés de escolas. Outros que vão afrouxar as licenças ambientais e a legislação trabalhista. A maioria se presta a ser fantoche do Trump e prega que vai fazer “bons negócios” com os Estados Unidos, o equivalente a “abrir as pernas” no dizer popular.    Temos o Lula com mais de 80 anos que começou sua campanha falando da exploração de petróleo na foz do Amazonas (um atraso secular), com aquela mesma conversa de antes de que o dinheiro da exploração será destinado à educação, à saúde e para investir na oferta de mais energia limpa.  Quem não se lembra dos trilhões da Bacia de Campos que o gato comeu dos desvios dos recursos. Poucos de viés de esquerda e ainda mais sem peso representativo que não vão muito longe. Confira o artigona íntegra.

Jeremias Macário | o São João show business

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Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Prometi a mim mesmo não mais falar ou fazer algum comentário sobre o nosso saudoso São João tradicional nordestino, mas de tanto ver e ouvir absurdos, extravagancias e a morte lenta desta festa junina, não consigo controlar minha revolta contra esses embusteiros prefeitos, artífices da destruição da nossa cultural.   O nosso São João de outrora virou um show business, uma indústria de entretenimento voltada para o lucro, só que para os bolsos dos “famosos” pagodeiros, arrocheiros, sertanejeiros, axeseiros e lambadeiros que fazem suas porcarias musicais e recebem altos cachês pagos com o suado dinheiro do povo, manipulado pelos coronéis da política.  Vou começar por Vitória da Conquista. De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado da Bahia, a Prefeitura Municipal vai pagar mais de quatro milhões de reais com a contratação de 95 atrações para o “Arraiá da Conquista 2026”. Estou achando que tem mais coisa nesse pirão. Continue a leitura.

Jeremias Macário de Oliveira | novos nomes, mais cargos e mais custos para a Prefeitura de Vitória da Conquista

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Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A prefeita Sheila Lemos agora resolveu mudar os nomes de diversas secretarias e ainda criar 74 cargos comissionados, com impacto de mais de três milhões de reais por ano nos gastos, como se isso fosse melhorar a gestão e levar mais benefícios para a população.  Enquanto isso, Vitória da Conquista está carente de projetos estruturantes no âmbito da infraestrutura urbana, incluindo os distritos. Por que será que a maior parte da mídia não abre esta questão para ouvir o povo e a oposição? Os veículos de comunicação apenas registram o fato. Isso não é jornalismo. Continue a leitura.

Jeremias Macário de Oliveira | noite cultural de Machado de Assis encantou “Sarau a Estrada”

Fotos: Jeremias Macário | BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A professora Viviane Gama encantou a todos do “Sarau A Estrada” com sua aula primorosa sobre o escritor brasileiro Machado de Assis. Estudiosa do assunto e grande admiradora da sua obra, Viviane fez uma espécie de autópsia sobre a vida do autor, sua literatura que correu o mundo e seu poder de penetração na alma humana. Sua palestra abriu os trabalhos do Sarau A Estrada, na noite do último sábado (18), no Espaço Cultural do mesmo nome, com a presença de mais de 40 pessoas entre artistas, professores, estudantes e interessados pela cultura. O evento contou ainda com a participação do cantor, poeta, compositor e músico Pappalo Monteiro, que também abrilhantou o momento com suas canções autorais e de outros representantes da música popular brasileira. Em sua fala, Viviane afirmou que “Machado de Assis é o autor brasileiro mais estudado no mundo. Tem tese de doutorado sobre Dom Casmurro até em japonês! Sinal de que ele acertou em cheio a alma humana. Traduzido em mais de 30 línguas, só perde para Paulo Coelho e Jorge Amado em número de traduções entre os brasileiros, mas em prestígio crítico, ganha de lavada”.

Destacou ainda que “Machado viveu num Brasil escravocrata que fingia ser Paris, e usou a pena para desmascarar tudo, sem levantar a voz. Ele pegou a estrutura maluca de Sterne, o tédio filosófico de Xavier de Maistre, o ciúme de Shakespeare e a crítica social de Eça, misturou tudo, botou molho de pessimismo brasileiro e criou um jeito de narrar que ele só tinha”. “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito” – assim dizem os maiores críticos literários ter sido a frase mais famosa de Joaquim Maria Machado de Assis, menino franzino do Rio de Janeiro que nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, de uma família pobre e faleceu em 29 de setembro de 1908. Mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.

Machado era filho do mulato Francisco José de Assis, pintor de paredes, e da portuguesa Maria Leopoldina. Ainda pequeno ficou órfão de mãe. O pai casa-se novamente e a madrasta lavadeira e doceira Maria Inês cuida do menino com todo carinho como se fosse mãe verdadeira. Machado, como qualquer menino pobre do Rio, nos idos de 1840, passa a vender doces nas portas dos colégios que não podia frequentar. Ainda jovem, o escritor começou a se aproximar de intelectuais e jornalistas que lhe deram as primeiras oportunidades na vida. Aos 16 anos, Paulo Brito, dono de uma tipografia e livraria, publicou um soneto de Machado, com o título “Ela”, na “Marmota Fluminense”, onde trabalhou como revisor de textos. Nas horas vagas, se virava como caixeiro, vendendo livros. Outros contatos na livraria abriram novas portas para nascer o futuro autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e outras obras de notável importância em sua carreira, como “O Alienista”, “Quincas Borba”, Dom Casmurro, o mais célebre, e tantos outros. Não se imaginava que aquele menino mirrado seria um dia fundador e presidente perpétuo da Academia Brasileira de Letras.

Jeremias Macário de Oliveira | a extrema em derrocada

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

O povo é enganado por um tempo, por um bom tempo, mas não por todo tempo. Há uns quinze anos ou mais, numa roda de conversas num bar, disse que uma extrema direita estava vindo aí para assumir o poder no Brasil através do discurso das igrejas neopentecostais ultraconservadoras. Cheguei a falar sobre o perigo de uma ditadura.  Lembro que alguns comentaram que não havia mais clima no país para isso. Fiz ver que o projeto dos pastores era justamente, em nome de Deus, pátria, família e tradição, eleger pelo voto direto popular suas lideranças para exercer cargos políticos nos legislativos, depois partir para tomar o poder executivo e impor o autoritarismo. Confira a opinião de Jeremias Macário.

Jeremias Macário de Oliveira | a fotografia em foco no Sarau com cantorias, poesias e causos em Vitória da Conquista

Fotos: Jeremias Macário

Uma imersão no mundo da fotografia pelo jornalista Jeremias Macário a partir da visão de seus quadros fotográficos durante suas andanças pelo sertão em seus tempos de repórter, com falas de José Silva, contando suas histórias como profissional. São mais de 50 quadros fotográficos que fazem parte do acervo do Espaço Cultural A Estrada e que remetem, em sua maioria, às reportagens jornalísticas sobre as secas na região sudoeste, do período de 1991 a 2005. Nelas estão incluídas fotos da Serra do Periperi, capelas e pedintes na BR-116. São paisagens político-social que retratam o sofrimento do nosso povo.

Foi uma temática mais descontraída na noite do Sarau A Estrada, realizada no último sábado (dia 06/12/2025), no Espaço Cultural que leva o mesmo nome. Os quadros sobre paisagens secas do sertão, capelas e a vida sertaneja em suas labutadas pela sobrevivência foram revisitados no tempo, como registros históricos. Os trabalhos foram abertos pelo membro da comissão Dal Farias, com informes sobre a reconstrução do novo espaço, prestação de contas do fundo do sarau por Cleu Flor, bem como a aprovação da ideia de realizarmos o primeiro Sarau na Estrada, na Praça Barão do Rio Branco, no início do próximo ano, com data ainda ser marcada. Leia o texto na íntegra.

Jeremias Macário | a ecologia e a estupidez da economia

Foto: BLOG DO ANDERSON

Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

O Governo Federal está gastando milhões (falam em cerca de R$ 700 milhões) com a COP30, em Belém, onde a estupidez da economia fala mais alto e vira as costas para a ecologia, caso específico dos imperialistas norte-americanos, do maluco Donald Trump, que nega o aquecimento global, incentiva mais indústrias poluidoras e a extração de combustíveis fósseis.  É a força da economia que desdenha da natureza, só que ela não perdoa e a primeira levará a humanidade à destruição. A maioria das nações, principalmente as mais desenvolvidas, como os Estados Unidos, nem está aí para o futuro das novas gerações. >>>>>.

Jeremias Macário de Oliveira | o Cangaço Nordestino e o urbano onde o povo vive no fogo cruzado

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Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

Numa análise antropológica, existem muitas semelhanças entre o cangaço nordestino dos finais do século XIX até meados do século XX, com a evolução acelerada do “cangaço” urbano. As maiores delas estão nas causas do abandono dos governantes e nas injustiças sociais que geraram a pobreza e a miséria. Os cangaceiros se autodenominavam de governadores e reis dos sertões, enquanto o “cangaço” urbano, com seus chefes das principais facções de traficantes (PCC e Comando Vermelho), criou um Estado dentro do Outro, com suas próprias leis de domínio onde o povo é extorquido e se tornou propriedade privada deles. Continue a leitura do artigo de Jeremias Macário de Oliveira.

Jeremias Macário | a revitalização do Centro da Cidade não é nenhuma novidade em Vitória da Conquista

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O tempo é o mesmo, os ponteiros do relógio giram no mesmo compasso, a terra mantém sua rotação na mesma velocidade, mas temos a impressão que tudo hoje passa mais rápido em função da tecnologia e da vida corrida, ao ponto de muitos fatos caírem depressa no esquecimento.  Vejamos, como exemplo, o caso da revitalização do centro da cidade, que não é nenhuma novidade. Essa iniciativa foi levantada há anos em Vitória da Conquista em governos passados, talvez há mais de 20 anos. A ideia era tornar o comércio num shopping center a céu aberto. Alguém aí lembra disso, inclusive a mídia? De lá para cá fizeram alguns arremedos, construíram alguns calçadões e deram um mel de coruja na Praça Nove de Novembro. O projeto incluía a preservação do patrimônio público arquitetônico, fechar algumas transversais e transformar essa área urbana num ponto mais agradável e mais humano, sem muitos carros transitando no Centro.

Jerêmias Macário de Oliveira | a duplicação da Rio-Bahia é uma novela do fim do mundo

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Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor

A duplicação da Rio-Bahia (BR-116), a estrada mais criminosa do Brasil, principalmente no trecho que corta a região de Vitória da Conquista, virou uma novela do fim do mundo. Sempre aparecem histórias escabrosas, enquanto acidentes matam pessoas diariamente.  Um desses capítulos indigestos, protagonizado por vilões sinistros e manipuladores capitalistas, que durou anos no ar, foi a ViaBahia. A concessionária encheu sacos de dinheiro dos usuários e depois deu uma banana para os governantes e para toda a sociedade. Foi cínica nesta terra onde a lei não é respeitada e ainda levou um bom quinhão na parte que não lhe cabia. Noutro país, seus dirigentes estariam na cadeia.

Jeremias Macário | duas faces da mesma moeda

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É bom que fique bem claro que não estou aqui me colocando em posição contrária ao julgamento dos réus que tramaram um Golpe de Estado contra a democracia no final do governo do ex-capitão Jair Bolsonaro, o “Bozó”, culminando com o atentado aos Três Poderes em 8 de janeiro. No entanto, quando falo de duas faces da mesma moeda, isso me faz lembrar do julgamento parecido do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão da anistia geral e irrestrita decretada em 1979, que incluía os torturadores da ditadura civil-militar de 1964. Confira o artigo na íntegra.