
Paulo de Tarso Magalhaes David | advogado e professor
Causa perplexidade e, sinceramente, indignação, ver pessoas razoavelmente informadas ainda depositarem sua confiança em Flávio Bolsonaro para ocupar a Presidência da República. Estamos falando de um político cuja trajetória profissional se confunde praticamente por inteiro com a própria política, cercado há anos por controvérsias, investigações e denúncias que levantam questões graves sobre patrimônio, relações políticas e vínculos com personagens ligados às milícias do Rio de Janeiro. Também é impossível ignorar suas posições políticas. Flávio Bolsonaro já demonstrou alinhamento com uma visão de país que coloca em segundo plano políticas sociais e direitos conquistados, além de defender uma agenda econômica inspirada no ultra liberalismo de Javier Milei, experiência argentina que vem produzindo enorme sofrimento social e aprofundando a dependência do país em relação ao FMI. Mais grave ainda é a disposição de apoiar medidas externas que prejudicam empresas e trabalhadores brasileiros. Quando um político brasileiro comemora ou defende tarifas impostas pelos Estados Unidos contra o próprio Brasil, a pergunta inevitável é: a quem ele pretende servir quando chegar ao poder aos interesses nacionais ou aos interesses de uma potência estrangeira? E a questão não termina nele. Continue a leitura.








